1 em Comportamento/ Devaneios da Mari no dia 02.01.2017

Devaneios da Mari: Cultivando o girl power em 2017

Esse ano o blog já começou com uma grande renovação, não só na identidade visual, como no direcionamento. E fico muito feliz em fazer parte dessa nova era no Futi. Tenho aprendido tanto com o nosso #paposobreautoestima que – principalmente depois da minha última coluna – acho que preciso retribuir com um pouco do que aprendi.


No texto mais recente falei sobre como é importante começarmos por nós mesmas a cultivar o girl power sobre o qual tanto ouvimos falar e citei algumas das minhas musas inspiradoras superpoderosas. E você deve estar se perguntando como exatamente fazer isso… Bem, eu estou longe de ter todas as respostas para todas as perguntas, mas compartilho aqui algumas coisas que tenho feito e que têm me ajudado a ser uma pessoa melhor.

Tenha musas inspiradoras e lembre-se sempre que nem a sua maior musa é perfeita. Porque ninguém é. Atrizes, escritoras, políticas etc não se tornam perfeitas a medida que se tornam conhecidas. Elas provavelmente realizaram muitas coisas admiráveis até agora? Sim. Mas isso não quer dizer que elas não tenham quebrado muito a cara entre uma grande realização e outra.

Todo mundo vai ao banheiro. Parece estranho falar isso, mas sabe aquele clichê de filme em que o personagem diz que quando está nervoso imagina todo mundo pelado? Essa é a minha versão. Tenha a sua. O importante é lembrar que todo mundo é vulnerável e que você não é a única pessoa no mundo sujeita ao escrutínio alheio.

Leia menos fofoca. Andei pensando muito sobre isso recentemente, quando li que, ao que parece, Kim Kardashian teria removido o que quer que seja que aumentava seu bumbum. Me perguntei: se eu acho que tenho o direito de fazer o que eu bem entender com o meu corpo, porque não dou essa prerrogativa para os outros? Porque analiso cada milímetro pra avaliar se foi ou não uma boa decisão? Isso vale pra qualquer coisa. Seja o look eleito por alguém famoso para um tapete vermelho, seja a moça ao seu lado na praia que prefere usar um fio dental enquanto você usa maiô. Evitar cultivar o julgamento faz bem pra alma.

Olhe mais pra você, e olhe com mais amor. E quando digo isso, não pretendo que você fique o tempo analisando cada passo que dá. Overthinking não é nada saudável. Mas se amar é o primeiro passo pra ser mais feliz, não importa o que o mundo diga ou faça com você. Se conheça, seja fisicamente, seja no quesito temperamento. Saiba o que te dá prazer – na cama ou nos hábitos mais corriqueiros, tipo que cheirinho você gosta na sua casa, que tipos de shampoo funcionam melhor no seu cabelo, se a sua vida é mais pratica de unhas curtas ou se você ama mesmo é um unhão bem feito. A arte de ficar confortável no próprio corpo e na própria vida é complexa, exige força de vontade e é um trabalho diário. E só você é capaz de fazer isso por você mesma.

 

Se cuide. Tenha carinho por você. Se você não se tratar bem, isso vai acabar se refletindo nas suas escolhas e o mundo ao seu redor vai refletir isso. Nao é que se você se cuidar vai estar sempre cercada de pessoas que também te valorizam, mas vai encontrar muito mais gente disposta a isso pelo caminho.

Pare de se desculpar por tudo, mas aprenda a reconhecer quando o outro tem razão. Não podemos passar a vida nos desculpando por toda e qualquer decisão que a gente tome. Certamente várias das nossas escolhas vão influenciar e interferir na vida de alguém, mas isso não te obrigada a viver em cima do muro sobre o que fez ou deixou de fazer. Ao mesmo tempo, saber reconhecer genuinamente quando erramos é imprescindível. Ninguém é mais forte ou mais fraco, mais vulnerável ou menos por cometer erros.

 

Tente aprender ao máximo com seus erros – e com seus acertos também. De novo: não é pra overthink cada passo que você da. Hiper analisar suas atitudes não vai te levar a nada além de pirar. Mas parar pra observar, conforme você vai seguindo adiante, o que saiu de melhor e o que pode melhorar nas suas atitudes vai te tornar uma pessoa mais tranquila e melhor. Porque aos poucos você vai percebendo que teremos quase sempre uma nova chance de fazer diferente. O importante é não passar a vida batendo numa parede esperando ela vire uma porta, sabe?

Não tenha medo de se afastar de pessoas que estão te puxando pra baixo. As vezes a gente demora muito pra perceber e nem sempre acontece uma grande decepção que faça a gente parar pra considerar a amizade daquela pessoa. As vezes, simplesmente a maneira de cada uma ver a vida é muito diferente e acaba forçando a barra da amizade, as vezes são os objetivos de vida que não batem muito bem… o importante é lembrar que ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém. Educação, cordialidade e empatia são fundamentais pra vida em sociedade, mas ninguém precisa se obrigar a conviver com pessoas ou grupos que fazem com que você se obrigue a viver coisas que não fazem parte de você. Não force a sua barra.

Seja verdadeira com você. E acredite, quanto mais verdadeira com você mesma e mais amiga sua você for, mais pessoas e acontecimentos incríveis vai atrair.

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1 Comentário

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    Marcela de Vasconcellos
    03.01.2017 às 22:51

    Concordo totalmente com a parte da fofoca.
    Ok, a coisa tá lá e vai demorar muito tempo pra parar de ser publicada, mas pra que ler? Pra que se alimentar da vida alheia??
    Eu fico imaginando a porcaria que deve ser você ser famoso e ter dinheiro pra levar uma pessoa pra jantar em Bora Bora mas não poder andar de mãos dadas na rua no RJ. Isso deve destruir a pessoa, imagina ter 20 e poucos e não poder beijar em festas como todo mundo faz? Qual a necessidade de alimentar essa indústria?

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