1 em Polinésia Francesa/ Viagem no dia 20.12.2016

Destino Lua-de-Mel: Rangiroa e Tahiti

Vamos falar só mais pouco da Polinésia Francesa? Já contei como organizei meus dias por lá, como foi nossa estadia em Moorea e Bora Bora e um pouquinho dos passeios que fizemos.

Depois de aproveitar muito todos os segundos que passamos em Bora Bora, chegou a hora de partir para o próximo destino: Rangiroa. Pegamos um vôo de aproximadamente 1 hora até pousarmos nesse pedacinho de terra. Passaríamos 3 noites por lá e eu não tinha a menor expectativa. Como ia ser minha vida depois de Bora Bora?

Rangiroa na verdade é um atol, que nada mais é que uma ilha em formato de anel, com uma lagoa azul turquesa dentro. Além da beleza do mar visto de fora, o atol é rodeado por corais e tem fama de ter uma vida marinha incrível, por isso prometia ter um dos melhores mergulhos da Polinésia Francesa. E já adianto que a fama faz por onde!

Lá em Rangiroa só existem 3 resorts: Kia Ora, Kia Ora Le Sauvage e Le Maitai. Nós acabamos não tendo muitas dúvidas na hora de escolher o Kia Ora: era o único hotel 5 estrelas perto do aeroporto e foi muito bem recomendado por amigos e pela Tatiana do Easy Tahiti. O Kia Ora Le Sauvage oferecia uma atmosfera mais rústica, já que ficava isolado num pedacinho de terra a 30 km do aeroporto, acessível somente por barco (1 hora de viagem). Apesar de achar que deve ser uma delícia passar uns dias com seu amor numa ilha deserta, optamos por ficar no resort em que teríamos que nos locomover menos.

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No pier do Kia Ora

No pier do Kia Ora

Ao chegarmos no aeroporto, um funcionário simpático do Kia Ora já nos esperava para nos levar ao hotel. 15 minutinhos de carro e chegamos à recepção, onde fomos recebidos com os colares de concha típicos polinésios e um drink de boas vindas. Após o check-in, nos convidaram a subir no carrinho de golfe para nos mostrar os arredores do hotel e para nos levar até o quarto (o hotel nem é tão grande assim para precisar do carrinho, mas foi legal da parte deles pensar no nosso conforto).

O Kia Ora é bem menor do que o Intercontinental que ficamos em Moorea e Bora Bora, com um restaurante, uma piscina de borda infinita do lado do mar, spa, um bar, fitness center, centro de mergulho da PADI e lojinhas. A vibe é mais rústica e o hotel é bem menos luxuoso que os anteriores, mas tem tudo que você precisa para passar dias típicos de um sonho.

Em relação aos quartos, existiam basicamente 3 tipos: vilas com piscina (super luxuosas mas que não ficavam diretamente de frente pra praia), bangalôs sobre as águas (somente 10) e bangalôs na praia.

O quarto que mais me atraiu foi o bangalô na praia, que além de ficar de frente pro mar ainda tinha uma jacuzzi na varanda! Além disso tinha também uma rede bastante atraente presa nos coqueiros e 2 espreguiçadeiras num pedacinho de praia só pra você. Pra completar, era a categoria de quarto mais em conta, quer coisa melhor? Por isso, acabamos optando por não ficar em cima das águas no Kia Ora (nesses bangalôs não tinha jacuzzi) e achei uma ótima pedida. 

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Beach bungalow do Kia Ora

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No fim do dia sempre abríamos um vinho ou uma cerveja e ficávamos dentro da nossa banheira aproveitando o por do sol, dá uma olhada.

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Me achando modelo de um catálogo de spa

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Por do sol de cair o queixo em Rangiroa

Além de passar os fins de tarde aproveitando nossa jacuzzi, nós passamos muito tempo na piscina do hotel, que era um espetáculo a parte.

50 tons de azul

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Ao contrário da lagoa de Bora Bora que tinha uma quantidade de peixes bem mixuruca, a praia do Kia Ora tinha muita vida. Todo dia nós pegávamos a máscara e o snorkel emprestado no hotel e íamos dar uma nadadinha. Chegamos a ver até tubarão passando bem na frente do nosso bangalô! Já pensou? Tomei um susto e saí voando da água!

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Piso de vidro do bar do Kia Ora

 

Em Rangiroa também optamos pela meia pensão (café da manhã e jantar), que eram servidos no restaurante do hotel. A comida era bem gostosinha, apesar de mais simples que no Intercontinental.

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Vida mansa no Kia Ora

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Como atividades extras fizemos o seguinte:

Mergulho de correnteza

Fechamos direto com o concierge do Kia Ora. Era um passeio de barco até determinado ponto do atol, onde pulávamos dentro d’água e deixávamos a correnteza nos levar enquanto víamos vários bichos legais no mar.

Demos bastante sorte porque ao sair do atol para o alto mar, o guia observou um bando de golfinhos e conseguimos nos aproximar de snorkel. Uma experiência incrível nadar com vários golfinhos ao redor de você. Esses eram bem grandes e eram bem comportados, não faziam muitas traquinagens. Bem diferentes dos tradicionais de Noronha que não menorezinhos mas muito mais animados. Infelizmente foi tudo tão rápido e inesperado que não conseguimos tirar fotos!

Depois dessa diversão não planejada fomos ao ponto de início da correnteza e começamos a flutuação. É o típico passeio pra preguiçoso, nem nadar precisa. Você fica lá paradão enquanto passam peixes, tartarugas, arraias e mais um montão de animais por você. No fim do passeio, o barco estava lá nos esperando para levar de volta pro hotel!

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Dançando de felicidade depois de ver os golfinhos

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Muito legal e indicado para todas as idades!

Mergulhos de cilindro

Aí sim, a estrela da festa! Como estava dizendo lá no começo do post, Rangiroa tem a fama de ser um dos melhores lugares da Polinésia (e mais tarde descobri que do MUNDO) para o mergulho. Isso se deve ao fato de existir uma grande barreira de corais ao redor do atol, que abrigam uma quantidade inacreditável de animais marinhos de todos os tipos.

Assim como nos demais resorts que ficamos, dentro do Kia Ora tinha um centro de mergulho, o que facilitava muito a organização das saídas dos hóspedes. Nós tínhamos a certificação básica PADI e pouquíssimos mergulhos logados (no meu caso, só os do curso mesmo e o que tínhamos feito em Bora Bora).

Antes do primeiro mergulho em Rangiroa, fomos até o centro conversar com o Dive Master que sairia conosco no dia seguinte. Ele nos sugeriu utilizar o Nitrox ao invés do ar comprimido normal, uma vez que nosso tempo de mergulho seria maior e nós poderíamos ter essa experiência sem custo adicional (o que não é nada comum, normalmente se cobra um valor adicional pelo uso do Nitrox). Basicamente, o Nitrox é uma mistura de gases composta por nitrogênio e oxigênio puros, que permite mergulhos mais longos e diminui o tempo de superfície, que é o tempo necessário de descanso entre dois mergulhos consecutivos. Além disso, ao final do dia os mergulhadores ficam bem menos cansados. Então pensamos, porque não?

No dia seguinte saímos para o primeiro mergulho. Sério, não existem palavras para descrever aquele paredão de coral. Além de lindo, colorido e brilhante, vimos tudo quanto era tipo de bicho que você pode imaginar: bandos de golfinhos, tubarão cinza, tubarão da ponta preta, arraias chita, moréia, baiacus, além de peixes de todas as cores e tamanhos. Realmente foi algo que me marcou e agora entendo porque falam tanto de Rangiroa como um ponto marcante de mergulho. Dá uma espiada no vídeo:

A video posted by Aline Rajão (@alinerajao) on

Dá vontade de virar a pequena sereia e viver under the sea, não dá?

De fato o uso do Nitrox fez uma baita diferença na nossa recuperação. Amamos tanto a primeira experiência nas águas profundas de Rangiroa que voltamos para mergulhar pela segunda vez com a equipe do Kia Ora e com o tal do Nitrox. Depois do segundo mergulho, acabamos decidindo tirar a certificação Nitrox ali mesmo, aproveitando que já poderíamos utilizar os dois mergulhos feitos e só precisaríamos fazer a prova.

Se eu tenho um arrependimento em relação à Rangiroa foi o de não ter mergulhado mais. Ô paz que aquele mar trazia para a gente, dá vontade de ficar o dia inteiro enfiado dentro d’água vendo a vida dos peixes passar. E a temperatura da água gente? Perfeita! Quentinha! Ficamos 3 noites por lá e acho que poderia ter ficado mais 1 noite, justamente para aproveitar mais o fundo do mar.

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Selfie aquática

Mas como tudo que é bom dura pouco, nossa viagem estava chegando ao fim e teríamos apenas mais 1 noite no Tahiti antes de voltar para Los Angeles. A parada no Tahiti foi obrigatória por conta do horário do nosso vôo para os EUA, que saía de manhã cedo.

Uma das dicas que tinham me dado era não gastar nada de dinheiro com hospedagem no Tahiti e ficar no hotel em frente ao aeroporto, um B&B bem chumbrega com cara de hotel de porta de rodoviária.

Como contei aqui, acabamos ignorando essa dicas e optando por ficar a última noite no Intercontinental Tahiti e foi uma escolha bem acertada. O hotel era bem próximo ao aeroporto (2 km mais ou menos) e foi bem fácil de pegar um taxi tanto na ida quanto na volta.

Óbviamente que foi mais caro do que ficar no B&B do aeroporto, mas apesar de não ter nem 10% do charme dos outros hotéis que passamos, o Intercontinental tinha uma excelente infraestrutura e deu pra nos divertirmos bastante. Fui com a expectativa de ser um dia perdido, mas foi uma grata surpresa. Conseguimos aproveitar bem a piscina (tinha uma com areia e água salgada!), fizemos snorkel numa lagoazinha, demos uma volta de caiaque e, claro, nos fartamos de beber drinks naquele happy hour tradicional da rede Intercontinental na Polinésia Francesa!

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Piscina com areia e água salgada

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De fato, eu não ficaria mais de 1 noite no Tahiti porque acho que tem outras ilhas bem mais legais para conhecer por ali, mas uma vez que é necessário dormir lá, porque não aproveitar?

A Polinésia Francesa foi um dos lugares que mais me marcaram na vida. Fui realmente muito feliz lá e indico muito pra quem gosta de sombra, água fresca e um belo pedacinho de paraíso!

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Para seguir a Aline no instagram é só procurar por @alinerajao

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1 Comentário

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    Mara
    08.01.2017 às 21:55

    Meu Deus babei muito nessas fotos e em todos os posts da viagem! Tá tudo salvo na minhawishlist, quem sabe um dia!

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