1 em Estados Unidos/ maternidade/ Viagem no dia 19.12.2016

Orlando com bebês

Eu sou louca por Orlando. Amo a rotina de ir para os parques, de entrar nas atrações, curtir as paradas e queimas de fogos, ver os personagens, andar nas montanhas russas  dirigir por lá. Desde 2006, eu e Bernardo já fomos para lá umas 5 vezes sendo que a última delas foi em 2012. Dessa vez, saímos de lá com a certeza que voltaríamos apenas depois dos filhos – e eu jurava que isso seria uns 5, 6 anos depois do filho nascer.

Isso porque antes de engravidar eu era a primeira a falar que achava um absurdo levar bebês para Orlando. Aceitava sem nem pensar o discurso de que essa era uma experiência que não valia a pena porque a criança não lembraria e não aproveitaria, já que não tem tamanho para ir na maioria dos brinquedos. Acreditava que o bebê ainda não entenderia a interação com os personagens e por isso não teria graça.

Depois de ter o Arthur eu continuei achando que iria esperar para leva-lo para a Disney. Vendo a forma que ele reage à estímulos tinha certeza que ele curtiria a experiência de alguma forma, mas ainda achava que era melhor esperar. Até o momento que fui vendo amigas indo e recomendando e foi aí que começou a surgir uma vontade tímida, mas que foi o suficiente para plantar uma sementinha na minha cabeça de que existia espaço para aproveitar com bebê pequenos.

Por coincidência surgiu uma oportunidade, um convite da Disney (preciso dizer o quanto fiquei honrada com isso?) e quando vi, lá estávamos nós, embarcando para Orlando para comemorarmos antecipadamente o aniversário de 1 ano dele!

Na Move It! Shake it! Dance & Play it!, um show de música e dança super legal  para as crianças, onde elas conseguem interagir e dançar com vários personagens

Na Move It! Shake it! Dance & Play it!, um show de música e dança super legal para as crianças, onde elas conseguem interagir e dançar com vários personagens

Ficamos 5 dias (que é pouco em termos de Orlando, eu recomendo ficar pelo menos uns 8 para curtir tudo com calma) e fomos no Magic Kingdom, Hollywood Studios, Animal Kingdom, Universal Studios e Islands of Adventure. Em todas as outras viagens sempre incluímos Sea World e Busch Gardens e um dia para outlets, mas dessa vez, como era pouco tempo, priorizamos Disney e Universal e nada de compras.

Dá trabalho? MUITO, mas é delicioso. Como uma amiga me deu a dica, viajar com criança é praticamente uma viagem para Europa por 1 mês no quesito malas, mas conseguimos dar um jeito e levamos uma mala grande para nós 3. Para o Arthur eu levei:

– 10 looks completos – fiz as contas de 2 por dia, não precisei sempre mas é sempre bom precaver, né
– 2 bodies e 2 calças extras para emergências
– 6 pares de meias
– 3 pares de sapato – porque ele já está dando umas andadas, apesar dele amar ficar descalço
– toalha de banho – importante! Quase esqueci rs
– 4 mamadeiras e a fórmula
– 2 potinhos para papinha
– um kit de lavar mamadeira em viagem – uma amiga me emprestou e foi a melhor coisa do mundo, indico para qualquer mãe que esteja pensando em viajar muito com os filhos que ainda usam mamadeira.
– uma nécessaire com produtos do dia a dia: escova, Nosefrida, pomada, shampoo para banho etc.

Nos restaurantes ele comia com a gente e participava, era só dar um canudinho que ele ficava super distraído (e quando o canudinho não resolvia, Galinha Pintadinha salvava!)

Nos restaurantes ele comia com a gente e participava, era só dar um canudinho que ele ficava super distraído (e quando o canudinho não resolvia, Galinha Pintadinha salvava!)

Se tem um lugar que é ótimo para ir com bebês, é Orlando. Sei que não estou falando novidades para ninguém, Disney e crianças são praticamente sinônimos, mas como eu nunca tinha ido com o status de mãe, eu realmente nunca tinha reparado nas facilidades. Todos os lugares são enormes, todos têm trocador, cadeirão e todas as pessoas que nos atenderam foram uns amores com o Arthur. E nunca é legal, eu sei, mas se tem local onde a criança é livre para gritar, chorar ou dar escândalo, é lá. Como a maioria ali também está acompanhada de seus filhos ninguém se importa, um paraíso para pais que morrem de vergonha de olhares tortos, como eu rs. Todos os restaurantes que fomos davam papel com giz de cera e em alguns até arrumaram pães ou frutinhas para darmos para ele comer com a gente. Até o voo eu achei tranquilo, várias crianças – e muitas bem mais choronas que o Arthur (que foi um santo no quesito barulho, só que tivemos que controlá-lo para não incomodar de tanto que ele abria e fechava a mesinha).

Assim que chegamos, fomos para o Hollywood Studios, mas não vou falar sobre isso agora. Na verdade, depois do parque, terminamos o dia no Publix e compramos o que faltava para o Arthur: fraldas, papinhas (que usamos menos do que imaginamos porque o Arthur adorou comer nossa comida!) e biscoito, basicamente. Como o hotel que ficamos tinha microondas e geladeira, também compramos coisas para a gente.

A questão é que eu não consegui seguir rotina com o Arthur. Tentei nos 2 primeiros dias, mas logo vi que ou desapegávamos ou ficávamos todos doidos, neuróticos e estressados. A hora de comer foi a única coisa que conseguimos manter religiosamente igual, apesar dele ter comido um pouco mais do que o costume, já que ele acabava aceitando várias coisas que estávamos comendo (frango, carne, purê de batata etc), mas de resto tive que ser mais leve e tranquila.

Hora da soneca, que hora mais feliz. Ele quase sempre chegava no parque dormindo e essa era a única soneca do dia

Hora da soneca, que hora mais feliz. Ele quase sempre chegava no parque dormindo e essa era a única soneca do dia

Os horários das sonecas ficaram estranhos, tinha dia que ele dormia, tinha dia que ficava acordadão, curtindo tudo (apenas um dia ele ficou realmente incomodado com a falta de sonecas). Outro problema que encontrei é que sempre fui de dar banho à noite antes de dormir, mas o Arthur acabava apagando no carro de volta para o hotel e no único dia que acordamos ele para dar banho foi um escândalo e ele só foi dormir definitivamente lá pelas 22:30. Depois desse dia, se chegássemos no hotel na hora que ele deveria estar no berço, a gente só trocava a roupa dele com cuidado, passava um paninho umedecido (o Water Wipes é só com água, só uso esse), botava pra dormir e só dava banho no dia seguinte, antes de sairmos.

Yoyo, carrinho prático e mão na roda!

Yoyo, carrinho prático e mão na roda!

Ah, e na dúvida entre qual carrinho levar – o UppaBaby ou o Yoyo – levei o menor e foi a melhor escolha! Obviamente eu sabia que no quesito praticidade o Yoyo ganhava, mas fiquei com medo da falta de espaço para guardar as coisas. Resolvemos isso também na praticidade: com uma mochila! rs Como o Arthur dorme nesse carrinho tranquilamente (e ele deita bastante, é ótimo, achei um dos mais confortáveis na categoria guarda chuva) ele definitivamente foi a melhor escolha, leve, fácil de fechar, de guardar e fácil de lavar também, já que ele voltou um tanto quanto sujo rs.

E se foi bom? Foi muito melhor do que eu imaginava, mas MUITO! O Arthur se divertiu horrores, prestou atenção em tudo, foi a todos os brinquedos que ele podia ir, andou, soltou gritinhos de alegria, viu o Fantasmic, a parada da Macy’s (que não consegui ver aqui em NY) e só não conseguimos ver o Wishes no Magic Kingdom porque no dia que fomos ele seria às 10 da noite e ficou tarde demais. Outra coisa que eu fui surpreendida foi em relação aos personagens. Várias amigas minhas que levaram seus filhos pequenos falaram que se frustraram na hora de levá-los para conhecer o Mickey ou os outros porque as crianças abriram o berreiro! Bem, o Arthur amou, quis brincar com todos, dava tchauzinho, soltava risadas, foi muito, muito fofo.

Deu pra ver minha cara de surpresa nessa foto, né?

Deu pra ver minha cara de surpresa nessa foto, né?

Bem, se eu já era fã de Orlando, eu nem tenho palavras para descrever como foi especial. Aquela Carla de 2012 definitivamente não sabia de nada e mais uma vez aquela minha teoria de que na maternidade quebrar a cara é maravilhoso se mostrou certeira! Foi incrível, mesmo sabendo que ele não vai lembrar de nada daqui a alguns anos, a gente vai lembrar de cada detalhe e brilho no olhar e isso não tem preço.

Quem tiver a oportunidade de levar seus pequenos para Orlando e a única coisa que estiver impedindo é a ideia de que eles não irão aproveitar ou lembrar, pode ir já pensando em mudar de ideia. Foi uma experiência muito deliciosa mesmo!

Em breve conto das rotinas dos parques!

Beijos!

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1 Comentário

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    Francieli
    21.12.2016 às 10:43

    Carla, gosto muito da forma que você leva a maternidade, sem muitas cobranças e regras. Criança não morre se dormir sujinho ou sem escovar dentes, por um dia ou outro. E uma amiga sempre dizia: viagem não é lugar de querer educar o que não se conseguiu em casa. Se a criança é ruim de boca, não vai ser na viagem que vai começar a comer legumes, frutas, etc. Crio o meu filho para ser adaptável. Quando fomos a NY, com 2 anos, ele praticamente só comia arroz e feijão, com regularidade. Até aqui no Brasil encontramos restaurantes que não tem feijão no cardápio. Então ele comia pão, biscoitos, sopinhas, batata frita, sucos, peixes, uns pedaços de carne, etc. Ninguém morreu de fome. Agora está cheio de opinião e continua adaptável. Em outros aspectos tb. Dorme em qualquer lugar, come o que tem (se não gosta de nada, fica sem comer), faz o que está na programação (as vezes resmungando, as vezes pede para ir embora e eu vou contornando), brinca com o que tem a mão…

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