13 em Autoconhecimento/ Comportamento no dia 30.08.2016

Pensando as mudanças do meu comportamento de consumo!

Em tempos de crise eu me vejo comprando cada vez menos e quando compro busco coisas que julgo ter um custo benefício melhor. Aqui não se encaixam coisas necessariamente muito baratas, e sim coisas que acho que se eu investir vai durar bastante e vou aproveitar. Acho que cada vez mais vivemos numa geração de incentivo de consumo consciente, mas ainda falta muito para melhorarmos e abrirmos mãos de certos exageros.

Se antes eu tinha 5 bases caras, hoje tenho uma. Se antes eu tinha 20 paletas de sombra, hoje tenho 5. Se antes eu acabava refém apenas de produtos gringos de maquiagem, hoje a maioria das maquiagens que uso são nacionais – até porque a qualidade da maioria não deixa nada a dever para as makes de fora.

Nos últimos anos vim me tornando uma pessoa mais ciente do valor do meu dinheiro e fazendo escolhas que julgo melhores pra mim.

consumo

Como sempre fui apaixonada por viajar, comprar sempre foi um plus, um algo a mais, mas nunca minha meta inicial. Antes eu viajava com o dinheiro todo separado: custos fixos, custos variáveis do dia-a-dia e compras (roupas + beleza e/ou uma bolsa mais cara). Hoje não consigo manter esse padrão, por isso fui usando meu pseudo-choque de realidade para dar maior valor ao meu dinheiro. O que é mais importante pra mim? Pagar minhas contas mês a mês e viajar quando possível. Claro não sou de ferro, compro uma coisa aqui outra ali, mas não como antes, não por impulso ou para preencher um vazio. 

Nunca comprei uma bolsa mais cara visando pertencer a um grupo de meninas, mas sempre achei que elas faziam sentido no meu mundo profissional e como desde criança sou louca por bolsas, me deixei comprar algumas das que amei no meu caminho. Eu diria que boa parte delas valeu a pena, mas sempre tem aquela que não foi uma pedida tão boa, que foi mais dinheiro jogado fora. Hoje não posso me dar a esse luxo, então mantenho comigo só as que uso mais e vou me desfazendo de diferentes formas do que não cabe mais.

A verdade é que sempre doei muita coisa por acreditar na importância da energia circular como já falei aqui, além da lei do retorno. Tudo que a gente joga pro mundo, volta pra gente.

Já fiz boas compras, aliás, desde que me percebi adulta acho que fiz boas escolhas do que valia ou não comprar, mas assim como todo mundo, tive que passar pelos meus erros e acertos para melhorar minha relação com o dinheiro, com o consumo. Até mesmo com minhas viagens, porque por mais que eu tenha dificuldade em admitir isso em voz alta, eu viajei demais e juntei de menos, mas tudo fez parte para que hoje eu fosse quem eu sou.

Ainda falta muita coisa pra minha evolução visando um consumo mais consciente.  Visando juntar dinheiro para diferentes objetivos, diferentes prioridades, como vi no meu processo e coaching.  De toda forma hoje o que mais importa é que me vejo andando pra frente e acreditando cada dia mais que ser e ter não estão nada ligados. Muita gente tem muito e não é nada. Muita gente tem pouco e é muita coisa. 

Claro que continuo gostando de coisas de qualidade, mas estou aprendendo a por na balança quais são os produtos e itens que valem meu maior investimento e quais são aqueles que um bom, bonitinho e barato suprem todas as minhas demandas.

No mundo da maquiagem está fácil fazer substituições, no do cabelo eu ainda misturo muito, agora quando o assunto é pele eu ainda não consigo. Os produtos que dão mais certo pra mim quase sempre não são tão baratos. Na moda eu topo tudo que vestir bem, já nos acessórios eu sou um pouco mais criteriosa. Assim vou levando. De toda forma vou aprendendo a equilibrar minhas contas e julgar quais são os itens que eu realmente preciso/quero e vou usar.

Já tive ano de viajar e voltar com uma verdadeira fortuna em compras, já tive ano de voltar com 2 camisetas e uma máscara de cílios compradas. Já teve férias que eu gastei em maquiagem o que eu gastei em uma viagem inteira no ano seguinte. Aliás, em um ano eu mudei radicalmente minha forma de gastar com esse item que tanto me tenta. O importante é vivermos de acordo com a nossa realidade, sem comprometer nossa qualidade de vida para atender à demandas superficiais.

Adoro quando meu pai fala que muita gente compra o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para agradar a outras pessoas de quem nem gostam. Então por isso antes de comprar sempre me pergunto coisas como: eu preciso disso? Isso cabe no meu orçamento agora? Eu vou usar de fato? E em 99% dos casos funciona perfeitamente pra mim. Já tem alguns anos que eu não compro coisas que não uso e adoro isso em mim. 

Eu ainda posso comprar uma bolsa dos sonhos? Com certeza, mas só se eu estiver fazendo isso por mim, numa boa hora para minhas economias. Ano passado desisti de comprar uma bolsa da Chanel (que eu queria muito) para fazer a minha viagem da Chapada Diamantina com meu grupo de meditação e a minha viagem da Amazônia. Não me arrependo por nenhum minuto, ambas as viagens mudaram minha vida pra muito melhor. Acho que cada um tem que julgar quais são as suas prioridades e quais são os momentos em que podemos fazer certas indulgências conosco. 

Quanto mais a gente perde a crença de que se precisa ter algo para ser quem queremos ser a vida fica mais leve, o consumo fica mais inteligente e nossas oportunidades se dão de uma forma melhor.

Se for pra ir num restaurante caro, que seja porque ele vale a pena e não porque seria legal postar o mesmo no instagram. O mesmo vale para itens que a gente compra.

A verdade é que mudar o padrão de vida, a forma como nós nos locomovemos, as marcas que consumimos e os programas que fazemos não mudam quem nós somos. Viver uma vida do nosso próprio tamanho é viver uma vida mais consciente de quem somos e alinhar nosso potencial de consumo e de economia. A meu ver isso é mesmo um desafio interessante de autoconhecimento e aprendizagem.

Estou longe de ser quem eu quero ser, mas mais perto do que já estive. Curto essa frase e acho que ela se aplica nesse processo de evolução.

Quem quiser partilhar mudanças de consumo, dicas de consumo consciente e afins pode chegar, adoro esse assunto e acho que podíamos discutir mais ele por aqui. 

Beijos

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13 Comentários

  • RESPONDER
    Mayara Fernandes
    30.08.2016 às 9:44

    legal ver um post pé no chão aqui no futi! <3 muito muito amor!

    ja tenho lido muito sobre esse assunto em outros blogs, está muito alinhado com a vida que eu levo/busco levar, e inclusive ja deixei de acompanhar vários blogs que pregam consumo desenfreado. a realidade é que é muito fácil dizer que "voce PRECISA ter essa mascara de cílios/voce PRECISA vestir essa nova tendencia" quando as blogueiras ganham isso tudo de graça e, no meu caso, aquirir essas coisas me custa muitos dias/horas/semanas de trabalho suado.
    aprendi a diferenciar a muito custo a minha vida, da vida das blogueiras que acompanhava, deixei de seguir muitas delas e me mantive fiel a poucos e bons blogs que falam da vida REAL!
    muito surpresa e feliz, por ler aqui no futi uma reflexao cada vez mais atual e necessária que cabe a todas nós!
    afinal, INDEPENDENTEMENTE DE CRISE FINANCEIRA, vale pensar: ter tanta coisa 'cabe' mesmo na nossa vida, ou é apenas uma busca sem fim para suprir um vazio/carência e fechar um espaço que jamais será preenchido por essas coisas?

    amo o futi, amo vc e a cá, sigo sendo fã e espero que essas reflexões se tornem mais e mais corriqueiras!
    beijos!

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    mariana
    30.08.2016 às 10:03

    Que texto ótimo Jo. Não só pela reflexão em utilizar o dinheiro de forma consciente e moderada mas em expor a forma da sua evolução, e que por mais que seja um blog de moda, e o consumismo é algo atual e real nas nossas vidas, vcs não seguem tendências desenfreadas como ter todas as bolsas da moda como muitas blogueiras fazem. Texto gostoso de ler. bj

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    Ligia Migliorini
    30.08.2016 às 10:10

    Jô!!!!! Parabéns pelo post e pela sua postura!!! Concordo muito com você e tenho tentado fazer o mesmo! Não é fácil mas a gente precisa pensar um pouco mais antes de gastar. Eu sou economista e tenho muito cuidado com meu dinheiro, mas caia sempre na história do eu mereço! E na verdade a gente merece tanta coisa… Viajar, ter a conta no azul no fim do mês… Enfim, é quase uma mudança no estilo de vida!!!
    Bjosss

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    Marielly Andrade
    30.08.2016 às 11:03

    Que texto maravilhoso! Vc se superou nesse Jo!!

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    Aline Ramos
    30.08.2016 às 11:07

    Adorei seu post, sempre estou acompanhando seu blog esta sempre com post legais como esse parabéns !Aline Ramos

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    Bruna
    30.08.2016 às 11:23

    Jô,

    Muito feliz em ler um texto assim. Tenho evitado seguir ou ler blogs que pregam consumo, tendências, o famigerado TEM QUE TER. Mesmo que sejamos mulheres adultas, essa propagação do consumo pelo consumo afeta muito a nossa autoestima e a conta bancária. Beijos de luz e meus parabéns. Vcs e o Coisas de DIVA evoluíram MUITO.

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    Martha
    30.08.2016 às 12:02

    Jo, tenho este mesmo problema. Por isso, te pergunto, onde você compra skinceuticals aqui no brasil? É tão caro!

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    Gabriela
    30.08.2016 às 13:50

    Adorei o post. Nunca fui de comprar muito, e agora muito menos porque quero viajar mais. Realmente precisamos comprar em menos quantidade e investir em coisas que durem e podemos usar de várias formas. http://www.alemdolookdodia.com

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    Amanda Gomes
    30.08.2016 às 14:53

    Amei demais esse texto!
    Realmente esse tema precisa ser mais discutido aqui no blog, afinal só falta ele para o blog ficar ainda mais perfeito.
    Amo o trabalho de voces. Sucesso!

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    debora
    30.08.2016 às 15:46

    Maravilha de texto…levando em consideração o estado da nossa economia, é muito válido trocarmos dicas de como utilizar melhor o dindim, que suamos tanto para ganhar!!

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    Patricia
    31.08.2016 às 7:24

    Adorei esse post. Também tenho tentado praticar esses valores na minha vida. Valorizar mais o interno é uma pitadinha do externo e da vaidade. Parabéns!!

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    Gabi
    31.08.2016 às 15:31

    Foi maravilhoso pra mim ler isso, eu tenho 22 anos, estou terminando a faculdade e estou naquele momento em que todos pensam: o que será da minha vida depois disso? Ainda mais por viver nessa era, de pessoas que largam tudo pra viver os sonhos, mas a realidade não é bem assim. Eu acordei pra realidade e percebi que a vida é muito mais do consumir desenfreadamente pra apenas postar fotinhos bonitas no instagram e ser aceito socialmente, é difícil admitir isso mas eu pensava e agia assim. Por isso ler tudo isso que você escreveu me motiva a ser uma pessoa melhor e mais consciente.

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    mary
    01.09.2016 às 14:22

    amei o testo,fiz o armario capsula e aprendi muito com ele experimenta

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