0 em Comportamento/ entretenimento no dia 24.05.2016

Filmes da Sil: X-Men: Apocalipse

É gente, essas semanas estão complicadas… Alguns filmes maravilhosos estrearam mas mal ficaram em cartaz! Ou entraram em UMA sala aqui em São Paulo… Até quero fazer uma enquete depois e saber se vocês querem dicas de filmes que saíram em Blu-Ray, Netflix ou nos canais de Tv a cabo também. Assim, na próxima semana que acontecer algo no gênero, a gente fala de algum filme bacana que por acaso também não teve sua oportunidade nos cinemas. O que acham? Mas agora vamos falar do que interessa, X-Men: Apocalipse.

xmenE chegamos ao terceiro grande filme de quadrinhos do ano: X-Men: Apocalipse! Talvez esses mutantes vocês conheçam um pouco mais, afinal eles eram um desenho famoso na década de 90 no Canal FOX, a responsável por trazê-los para a telona. Bem, se você não os viu na TV, aposto que a maioria sabe pelo menos quem é Hugh Jackman. Ele, que nem era dos mais conhecidos antes de seu papel como o Wolverine no primeiro filme da série, ganhou notoriedade por causa do personagem – e eu assumo que fui no segundo filme só para ver mais dele, risos! Essa nova fase dos X-Men traz James McAvoy e Michael Fassbender como os novos protagonistas – Professor Xavier e Magneto – e também colírio para os olhos. Só que um filme não é feito só de homens bonitos ou charmosos, certo?

Eu sempre tenho certeza de uma coisa em filmes de heróis: eles são feitos para serem divertidos e passar o tempo. Não adianta irmos ao cinema esperando um filme digno de Oscar, só iremos nos frustrar. Outra coisa é que X-Men foi o primeiro filme da era nova dos filmes de HQs em 2000 (lembram que eu expliquei sobre a Era de Ouro dos Quadrinhos? Esse seria o começo da Era de Ouro no Cinema). Hoje, mais de 16 anos depois, muito mudou – inclusive nós, que não somos mais o único público alvo desses filmes. Aliás, vamos combinar que nem mesmo todos os críticos têm a mesma idade e empolgação que tinham ao verem os primeiros filmes, especialmente os críticos estrangeiros que inspiram muito os nossos. Então é por isso que vemos uma enxurrada de críticas destruidoras e não entendemos bem o porquê. Ora, é difícil manter pessoas de 40 anos ainda empolgadas com os quadrinhos que idolatravam aos 15. E é por isso que eu sou do time que, tirando raríssimas exceções, acha que cinema pipoca é feito para divertir e ponto!

AH! Acho que é hora de combinarmos algo importante: quando escrevo aqui, me sinto super à vontade para falar o que eu penso e para conversar com vocês que estão lendo. Posso levantar aqui algumas predileções ou dizer alguns atores que não curto, mas estou falando como uma amiga, e às vezes vou gostar de um filme que outros não vão gostar e vice versa. Tudo na boa, na troca, na amizade, no respeito, certo? ; ) Ao mesmo tempo eu não vou chegar aqui dizendo que um filme é horrível porque eu odeio um diretor – algo que tem acontecido muito – um ator ou um roteirista, mas não vamos desvalorizar o filme porque não gostamos de alguém nele, certo? Vou tentar separar a história e o que é interessante do resto, combinado?

Voltando aos nossos queridos Mutantes, eles já tiveram uma longa saga, sendo 3 originais, 2 do Wolverine e 2 que são o início da história de Xavier e Magneto. A idéia de recomeçar voltando a história para o passado dos dois principais Mutantes foi uma excelente forma de transformar os X-Men em algo mais próximo da sua realidade. Os mutantes foram criados nos quadrinhos como adolescentes que sofriam perseguições por serem diferentes.

Além de ser um ótimo pano de fundo para histórias de ódio, racismo, intolerância e preconceito, os alunos do Professor Xavier precisam lidar com seus novos poderes e como agir diante desse novo mundo agora que não são mais crianças. E é isso que o novo filme, X-Men: Apocalipse tem de especial: ele finalmente trás para as telas o que fãs gostariam de ver: Jean Grey, Ciclope, Tempestade e Noturno – alguns dos mais antigos e mais fortes X-Men – descobrindo os seus poderes.

turmaAliás vamos combinar que o elenco feminino de Apocalipse mandou bem: Sophie Turner, atualmente mais conhecida como “Sansa Stark”, fez a primeira Jean Grey que eu gostei na minha vida. A Olivia Munn maravilhosa fazendo a tão falada Psylocke – eu saí do filme querendo voltar correndo para a Academia para ficar badass como ela. J.Law de Mística, mostrando que quando se é a pessoa que fez mais lucro para Hollywood ano passado você pode até ser você mesma. Para contextualizar, alguns fãs reclamaram que a personagem deveria aparecer pintada de azul o tempo todo – e portanto, “pelada” – e isso só não aconteceu pois a atriz era a Jennifer. Para terminar, a gatíssima Alexandra Shipp – a nova Tempestade – que encantou não só o vilão do filme (momento fofoca: dizem que ela estaria namorando o recém divorciado James McAvoy).

A Marvel, e em especial os X-Men, sempre foram conhecidos pelas personagens femininas fortes. Algumas mais fortes que os homens até, mas até agora não tivemos nenhuma representação real disso. Apocalipse começa a virar a mesa e mostrar que machismo não está com nada na hora de escolher seus Cavaleiros do Apocalipse. E nem o lado dos heróis deixou apenas a cargo dos homens a função de salvar o dia.

Lógico que eu ouvi algumas reclamações de “por que personagem X apareceu tão pouco?” ou “por que fizeram personagem Y?” mas honestamente eu não gasto nosso tempo entrando nesses pormenores. O filme é um filme grande, mas que conta muita história e para isso, às vezes, é preciso diminuir o tempo de tela de algumas pessoas. Além disso, ele é um novo começo de acordo com o próprio diretor Bryan Singer que esteve envolvido com todo o projeto X-Men desde 2000. De acordo com Singer, finalmente teremos uma turma, novos alunos, novos mutantes e novas possibilidades. Não sabemos se o trio Fassbender, McAvoy e JLaw estarão envolvidos no próximo filme – confesso que sentirei muita falta de Fassbender se ele estiver de fora – mas uma coisa não precisamos nos preocupar: Patrick Stewart brincou recentemente dizendo que finalmente ele e o mundo já estavam preparados para que ele assumisse o papel de Mística! Sim, o ex-Professor Xavier, ou Capitão Piccard, disse para Singer que se Jennifer não fizesse mais a Mística, ele não teria problemas de se vestir com a pele azul da personagem! Já imaginaram?

misticaBem, é o mundo da fantasia e um mundo onde as personagens principais são mutantes, portanto um mundo onde podemos quase tudo. E por onde duas horas das nossas vidas nossa função é torcer para que o bem vença o mal, afinal outra vantagem de filmes de heróis é que na maioria das vezes mocinhos e vilões são facilmente reconhecidos. Infelizmente do lado de cá da tela, as coisas estão cada vez mais complexas e bem X mal, preconceito, ódio, racismo e intolerância deixam de ser problemas apenas dos quadrinhos.

Confesso que eu fiquei um tempo pensando em uma fala do vilão Apocalipse sobre o fim do mundo e a construção de um mundo melhor sobre as cinzas daquele em que vivemos; mas até quando teremos que destruir esse mundo para começarmos a construir o nosso mundo melhor?

Beijos,

Sil

Gostou? Você pode gostar também desses!

Sem Comentários

Deixe uma resposta