16 em Comportamento/ Reflexões/ Relacionamento no dia 29.04.2015

Relacionamento: uma doença chamada insegurança!

Semana passada marquei um encontro “ao vivo” no Periscope. O tema? Insegurança no relacionamento. O mesmo foi sugestão de uma leitora e o que eu não tinha prestado atenção era o que ele queria dizer, na verdade, afinal, ele é multifacetado e, no fim, quer dizer outras coisas se a gente souber ler nas entrelinhas. 

Insegurança no relacionamento com o outro está diretamente ligada à insegurança no relacionamento consigo. Esse é o ponto e nos primeiros 5 minutos de transmissão a ficha tinha caído para mim. Não iríamos discutir o outro, iríamos discutir o amor próprio, a auto aceitação, a cobrança pela perfeição e coisas do tipo. Tudo voltado para o nosso relacionamento conosco e quanto nós exigimos de nós mesmas.

No fim, nos aceitarmos e nos amarmos reflete diretamente no nosso relacionamento com o peguete, marido ou namorado. Quão mais confiante você é de si mesma, melhor será o que você vai transmitir, e provavelmente melhor será seu relacionamento. 

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Não precisamos de grandes estudos de casos para ver que nas auto estimas mais bem resolvidas estão os melhores amores. As vezes a menina é linda, está com tudo em cima, mas não consegue ir para frente com ninguém, e na grande maioria dos casos o diagnóstico é um só: problemas de auto estima. E isso não pega só na hora de arrumar namorado. Pega sempre, dentro de qualquer tipo de relacionamento. E são dessas questões mal resolvidas dentro da gente que vem as inseguranças.

Muitas vezes precisamos quebrar a cara com força para entender que o pulo do gato não se resume a ficar cantando um mantra de “fique mais segura, confie nele” ou mesmo “você não precisa ter ciúmes, ciúmes faz mal”. Repetir isso no vazio não vai dar em nada. É preciso mudar as coisas dentro da gente, e como já diziam algumas pessoas muito espertas, mudar dói.

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Sim, a insegurança precisa ir embora e o ciúme em doses não homeopáticas pode destruir o melhor dos relacionamentos, mas a verdade é a seguinte: você não muda para o outro, você muda para si e isso pode vir a refletir na sua relação com o outro.

Claro que tem homem e mulher que dão motivos, plantam insegurança ou mesmo vacilam feio. Inclusive já falamos aqui de relacionamentos abusivos, não é mesmo? Claro que é mais fácil confiar em quem nunca fez nada de grave ou tangível, mas no fim, tudo termina do mesmo jeito: ou você confia e se joga, ou você cai fora. 

A grande sabedoria está em discernir se seu namorado é um pilantra que te faz de boba e você se transforma na louca do ciúmes ou se ele é legal, leva uma vida normal e você e sua insegurança que veem maldade em tudo.

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Existe muito dos dois casos. A “cura” para ambos os problemas é bem diferente, os métodos para lidar com ambos também são distintos, mas no fim, um pouco de amor próprio pode ajudar nas duas situações. Ou para você confiar, se jogar e aproveitar de forma bem mais sadia aquele relacionamento, ou para você ver de forma transparente que daquele mato não vai sair cachorro, é apenas um jogo de relacionamento abusivo.

As vezes é mais fácil ver de fora, do que quando é com a gente. Depois de uns banhos de água fria, confesso que sou boa de ver essas coisas.

Por não ser muito ciumenta muitas vezes não consigo enxergar o que leva uma mulher a mexer no celular do namorado, mas é aquilo, meu namorado nunca me deu motivo para isso, então é normal que eu tenha uma postura tão bem definida. Sou radicalmente contra uma espiadinha gratuita, mas também acho que quando o caos está rolando, esse artificio horroroso pode ser uma forma de confirmar um problema.

Confiança é algo que se conquista, vem de um plantio onde quanto mais você rega, mais ela cresce e, no fim, a gente colhe isso. Acredito que os casais precisem confiar mais, conversar mais e no fim colher mais frutos que levam à confiança.

Acho que na melhora da auto estima e no controle dos impulsos de ciúmes estão as maiores chances de qualquer casal mudar, se transformar e melhorar.

Mudar pode doer um pouco, crescer também, mas nada se compara à sensação de você ver o quanto você melhorou com você mesma, o quanto seu relacionamento progrediu e o tanto que aquela confiança fez com que a paixão de ontem se transformasse no amor de hoje. Com muito mais qualidade, sono leve e abraços apertados.

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Então se você é a louca – ou o louco – da insegurança, procure ajuda. Esse mal ataca mulheres e homens de forma igual, acreditem. Converse, seja com o melhor amigo, a terapeuta ou com alguém da família. Você precisa se cuidar, se amar e confiar primeiro em você, para depois confiar no outro. E assim sucessivamente, inspire confiança e deixe os joguinhos de ciúmes para as páginas do passado.

Acredito que é gostando mais da gente que conseguimos dar o primeiro passo para gostar de verdade de alguém.

Beijos

Ps: quero saber o que vocês acharam desse tipo de reflexão. É estranho para mim escrever sobre o problema de outras pessoas, que não os meus, então não sei se interessa, não sei o que vocês acham.
Ps2: fiquem de olho no  periscope (@futilidades), vou discutir muitos temas de comportamento por lá!

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16 Comentários

  • RESPONDER
    Nanci
    29.04.2015 às 10:35

    clap clap clap, Jô!
    Amei ler sobre isso porque ultimamente ando beem insegura. A vida é feita de fases e a minha não é das melhores neste aspecto.
    Obrigada!
    Beijo

    • RESPONDER
      Joana
      29.04.2015 às 11:07

      Só o fato de você entender que você está passando por isso já é um primeiro passo. :)
      Aos poucos va se valorizando e entendendo que você é maior do que tudo isso.
      Conte conosco, com a nossa turma de periscope e com a galera que vai comentar aqui para te animar. Não entra nessa pq insegurança é que nem raiva e ódio, só destrói.

  • RESPONDER
    Monique
    29.04.2015 às 11:01

    Jô, parabéns pelo post, um dos melhores que já vi aqui! Me identifiquei muito. Acho que isto está totalmente ligado ao texto sobre relacionamentos abusivos que você escreveu e que também achei maravilhoso. Eu já vivi de tudo um pouco, um relacionamento que era bom mas que eu destruí em função de um ciúme louco (e ninguém aguenta isso, hoje em dia nem eu aguentaria). Depois acho que tive uma super queda de auto estima e só conseguia entrar em relacionamentos abusivos nos quais eu me submetia a coisas que hoje jamais me submeteria, aceitava coisas que hoje não aceitaria nem sob tortura, mas eu tava com a auto estima tão abalada que achava que aquilo era o máximo que eu conseguiria e não terminava por medo de ficar sozinha e por achar que jamais seria possível arranjar alguém melhor (RISOOOOS).
    Fiz um tempo de terapia e posso dizer que mudou minha vida. Aos poucos fui me fortalecendo e entendendo que a gente pode ter tudo que a gente quer e que sempre sonhou, tudo isso depende só da gente e do nosso equilíbrio interior.
    Hoje vivo um relacionamento que jamais achei que viveria, maduro, tranquilo, sem um sufocar o outro e respeitando o espaço um do outro. Entendo também que a minha felicidade não está atrelada ao relacionamento. Claro que o relacionamento me faz feliz e claro que eu ficaria triste se acabasse, mas a minha vida não está pautada nisso. Acho muito importante que as pessoas encontrem seu equilíbrio sozinhas, sem depender de fatores externos. Você conseguiu colocar em palavras tudo aquilo que eu penso sobre o assunto!
    Adorei!!

    beijoo

    * desculpa pelo comentário gigante, acabei me empolgando.

    • RESPONDER
      Joana
      29.04.2015 às 11:06

      Que legal Monique, AMEI ler seu comentário e acho que foi incrível você dividir sua história!
      Pode ajudar quem esteja passando algum problema. :)

      Obrigada mesmo!

  • RESPONDER
    Carina
    29.04.2015 às 11:57

    Jo, você é incrível! Quando a gente tá com auto-estima baixa, muitas vezes é diffícil de assumir pra si mesma, mas ler um post desse é como se fosse uma “wake up call”…. Muitíssimo obrigada!!! Você não tem ideia da diferença que isso vai fazer pra minha vida e do quanto eu tava precisando desse conselho. Obrigada mais uma vez!

  • RESPONDER
    Thamy
    29.04.2015 às 12:13

    Oii, sou do #melhorgrupo
    AMEI esse texto, sério!!
    Muitos amigos me criticam por eu deixar meu namorado sempre “muito solto” mas não é isso, juro. Só acho que se for pra ele aprontar vai ser comigo em cima ou não, então se eu posso levar as coisas de maneira leve, pra que complicar ainda mais?
    Muito sucesso, adoro seus textos!

  • RESPONDER
    Isabella Bastos
    29.04.2015 às 15:56

    Oi Jô!
    Eu tive o prazer de estar com vc no periscope nesse dia e vou falar que amei falar não só com vc mas com as meninas e meninos que também estavam lá! Muito legal esse pessoal que te acompanha, adorei eles.
    Parabéns pelo post, vc conseguiu colocar aqui tudo o que falamos por lá!
    Beijo, Bella

  • RESPONDER
    Juliana
    29.04.2015 às 18:33

    Jô, acho muito legal esses posts mais reflexivos! Acho que você devia escrever mais sobre esses assuntos!

  • RESPONDER
    Nome (obrigatório) :Vivi
    29.04.2015 às 18:50

    Adoro esse tipo de post! Às vezes a gente precisa de uma chacoalhada, né? Amor próprio e confiança é tudo. Ninguém merece ter que ficar se desdobrando por causa de ciúmes ou insegurança… Nunca fui muito ciumenta, mas esse post veio em boa hora. :) Acho interessante, também, ressaltar que a insegurança nem sempre vem em forma de ciúmes mas, também, naquele velho sentimento de “não sou suficiente”, “ele é melhor do que eu”, etc.

    • RESPONDER
      Larissa
      30.04.2015 às 22:34

      Engraçado vc falar em insegurança na forma de “não sou suficiente” ou “ele é demais pra mim”.. Nunca fui ciumenta, apenas qdo, eventualmente, via algo diferente, mas normalmente sou super de boa. Terminado um relacionamento de forma complicadíssima, cheia de confusões e decepções, iniciei um outro, à distância… Qdo o conheci, tinha certeza q eu era a quarta pessoa depois de ngm.. Ele bem sucedido, inteligente, viajado… E eu tão pouco.. Às vezes chegava a me perguntar o que ele tinha visto em mim, acredita? Eu que sempre fui tão bem nesse aspecto, me vi absurdamente insegura, sabotando minha felicidade, às vezes. Tenho procurado mto refletir, até mesmo voltei a escrever pra ver se consigo entender tanta insegurança e não prejudicar um relacionamento tão bom, apesar de morarmos tão longe.. Às vezes acho q minhas amigas nem aguentam mais escutar as coisas que falo e a insegurança que tristemente adquiri logo qdo acho q encontrei a pessoa q eu sempre busquei…

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    Amanda
    29.04.2015 às 22:56

    Nunca comentei aqui, mas os textos do blogs sempre são tão verdadeiros que dessa vez me deu vontade de comentar. Eu vivo um daqueles relacionamentos em que somos livres pra fazer o que cada um quer dentro do normal, porque se for pra fazer coisa errada arruma qualquer hora e qualquer lugar. Acho muito bom trazer isso a tona porque tem muitas mulheres que tem esse problema de insegurança, me acho segura, mas penso que passo por momentos escuros em que me questiono sobre minha vida e fico pensando se isso é normal.
    Penso que sim, mas lembro que tá tudo certo, as vezes a gente procurar colocar defeito em tudo porque fugir do controle das nossas mãos, achei ótimo o seu texto. Você tá de parabéns Jô!

  • RESPONDER
    Viviane Soares
    29.04.2015 às 23:52

    Jô. estou sempre contigo no periscope, kkkk Isso faz com que nós, leitoras, nos sintamos mais próximas de você. Parabéns pela inteligência e pela disposição para conversar com todas nós.
    Sobre o post, eu adorei. Acho super válido e interessante esses posts.. nos faz parar um pouquinho no dia e refletir sobre diversas coisas. Continue, com certeza. <3

    Beijos :**

  • RESPONDER
    Carolina
    30.04.2015 às 9:19

    Gosto bastante desses posts de reflexão. Além de ser legal para entender vocês, permite que a gente acompanhe a ‘evolução’ pessoal de vocês. Porque um dos pontos mais legais é que vocês deixam claro que estão em construção, e não aquela sensação de “perfeitamente-resolvida-e-totalmente-informada”.
    Bjo

  • RESPONDER
    Silvia
    01.05.2015 às 4:51

    Ficou bem legal o texto! Bom saber que as conversas no Periscope estão rendendo bons assuntos e ajudando as pessoas.

    Beijos!

  • RESPONDER
    Monica
    01.05.2015 às 9:14

    Oi Jo! Ficou muito bom o texto! Refletiu muito nossa conversa desse dia no #periencontro. E o mais legal é que todas as reflexões discutidas naquele dia podem ajudar pessoas que passam por isso. Vamos fazer mais! Beijos

  • RESPONDER
    Luana Luz
    01.05.2015 às 10:56

    Acho que sou insegura desde que nasci. Insegura comigo mesma, assim como você descreveu. Então, a mim faz muito bem ler esses textos.Por favor, continue escrevendo.
    Uma pena ainda não ter o Periscope para android. Queria te acompanhar… :(
    Beijos

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