26 em Comportamento/ Reflexões/ Relacionamento no dia 08.04.2015

Relacionamento: o perigo invisível do abuso emocional!

Quando falamos em violência dentro de um relacionamento, quase todo mundo associa com violência física, ou até mesmo verbal. Por mais que doa muito, em ambos os casos é possível decodificar o aquilo que está acontecendo. Infelizmente, isso não quer dizer que seja simples sair de relações assim, mas é mais fácil diagnosticar que existe um problema.

Hoje vou falar de um outro caso de violência, um caso quase invisível e que muitas vezes, leva mais tempo para ser identificado. Sabe aquele caso em que um tapa na cara pode vir disfarçado de um cartão bonito ou bouquet de flores? Então, é disso que eu estou falando.

A violência psicológica e/ou abuso emocional é mais silenciosa e comum passar despercebida, mas as marcas podem ser tão profundas quanto as de qualquer outra violência.

Eu namoro há quase 6 anos e vivo um relacionamento sadio. No entanto me custou muito chegar até aqui. Foram muitas paixões, algumas desilusões, uns três ou quatro corações partidos e, por fim, muitas horas de terapia. Sem contar o tempo gasto no ouvido das amigas, coitadas delas.

Em meio a essa montanha russa, eu aprendi muito e quando vi, o olhar de vítima havia dado lugar a uma boa conselheira. Fiquei conhecida por ter uma boa inteligência emocional e por enxergar padrões de comportamento nos relacionamentos turbulentos. Assim, passei da amiga que sofria para a que ouvia tudo e depois dava conselhos. Foi nessa hora que eu comecei a enxergar coisas que antes eram “invisíveis aos meus olhos”.

Nunca me foi dito para não usar batom vermelho, tão pouco vivi a patrulha da saia curta, mas experimentei algumas coisas que eu apelidei (não muito) carinhosamente de “castradoras de auto estima”. No video da Jout Jout fica claro que um parceiro deve te jogar para cima, te fazer se sentir bonita e acrescentar. Somar é fundamental, tão fundamental quanto o amor próprio.

Mais nova, eu tive uma relação daquelas que passou como um furacão na minha vida, quando vi parecia que ele era o ar que eu respirava e eu já não me sentia confortável para ser eu mesma, estava sempre tentando me moldar. Não queria sair sozinha, não queria que ele saísse sozinho, não confiava e não enxergava que ele mesmo plantava tal insegurança em mim. Ele era o máximo e eu a sortuda por ele ter me escolhido. Só rindo né? Melhor que chorar.

Dois fatos graves deveriam ter acendido o sinal vermelho: recusei uma viagem para a Disney para não abrir precedentes dele viajar sozinho (nessa hora eu estava tão doente quanto ele) e muito nova me vi muito feliz por estar usando uma aliança de compromisso, quando essa na verdade, descobri depois que isso era um grito desesperado por estabilidade e segurança, coisas que nunca existiram na relação.

Lendo meu próprio texto eu já saberia dizer para vocês que tal relação não era saudável, saberia inclusive dar os conselhos ideais para ver se a coisa “caminhava” para melhor ou chegava a um fim. No entanto, é ai que fica o pulo do gato: na hora, tudo era invisível para mim. Precisei de um tempo sozinha e aprender a ser bem resolvida para conseguir ver o quanto estava tudo errado.

Uma adolescente apaixonada pode ser mais cega que todos os cegos de “ensaio sobre a cegueira” juntos. Ufa! Repeti tantas vezes a mesma palavra como recurso linguistico para dar destaque à tanta invisibilidade. O pior cego é aquele que não quer ver, e esse era exatamente o meu caso.

relacionamentos2

Minha baixa auto estima me fez atrair uma pessoa viciada em auto estimas baixas, o que não anula o fato de que eu fui vítima da situação. Não quero mexer em vespeiro adormecido, mas fato é que só estou falando sobre isso pois sei que muitas de vocês podem estar passando por isso, ou mesmo ter uma amiga numa relação assim e as fichas precisam cair. Mais do que malhar o corpo, é preciso malhar a auto estima para ela ficar em dia, seu amor próprio é a sua salvação.

Na época, minhas amigas foram as primeiras a perceber e tentaram me avisar, mas eu? Eu estava ocupada demais sendo outra pessoa, que eu achava que eu realmente queria ser. Eu estava optando por me enganar e eu não sei nem bem o motivo, acho que tem a ver com a bolha de que a Julia fala no vídeo.

Eu não era tão bonita quanto as outras, não tão rica, nem tão bem vestida ou qualquer coisa do tipo. Hoje eu acredito que eu era apenas uma peça num quebra cabeça. Se não fosse eu, seria qualquer outra menina com a auto estima como a minha. Se não fosse ele poderia ser qualquer cara com as mesmas questões. De uma forma ou de outra, como eu não me julgava merecedora de algo melhor, me permiti viver “feliz da vida” uma relação repleta de insegurança.

Não acredito que todas as pessoas manipulem e reduzam as outras de forma consciente. No fim, é um jogo nocivo de gente que não está muito legal consigo mesmo e acaba levando consigo mais vítimas. Tudo isso é muito subjetivo, cada caso é um caso, mas contra fatos não há argumentos. Um relacionamento em que a pessoa te faz se sentir mais feia, insegura e não te permite ser você mesma não é um relacionamento sadio. Ponto. Se esse for o seu caso, por maior que o amor possa parecer, se escolha. Cuide de você, floresça o seu jardim e depois pense nas tais borboletas.

Se você achou tudo isso um absurdo, eu quero te dar os parabéns já que seu amor próprio te salvou de muita loucura que existe pelo mundo afora. Infelizmente, violência psicológica e abuso emocional ferem muitas pessoas todos os dias. E quando você não está bem com você, dificilmente estará bem para amar outra pessoa.

Em que planeta Joana Cannabrava iria recusar uma viagem de graça para Disney? No planeta dos cegos, na órbita das apaixonadas e no “sistema solar” das relações abusivas.

O medo paralisa, te deixa descrente do futuro, mas nada como uma boa dose de auto confiança para mudar a sua vida.

No meu caso a ficha não caiu, não como eu gostaria, mas eu brinco que Deus é muito bom e fez com que ele quisesse cair fora (ou partir para outra). Hoje eu acho que eu fiquei arrasada pelo fim de uma fase que foi longa até demais. Terminar gostando é muito difícil, independente da idade e do quão ruim fosse a relação. Não é à toa que a comunidade de “ex bom é ex abduzido” bombava no orkut, né? 

Todo grande término é dolorido, esse meu não foi diferente. Demorei uns 6 meses para me recuperar por completo e dar ao coração o direito de uma nova paixão. Isso já é pauta para outro dia, mas depois de toda tempestade vem o arco irís e depois dele, vem o pote de ouro.

Eu brinco que o pote pode até não vir logo, afinal, temos que estar preparados para aproveitar o pote quando ele vier, mas sem dúvida, nas primeiras oportunidades que você der para a vid,  ela vai te dar algumas boas moedas. (que analogia terrível rs)

Foi assim que Deus me fechou uma porta abrindo muitas janelas. Eu vivi muitas histórias, muitas paixões e desamores. Conheci pessoas incríveis que me fizeram aprender muito e aprendi também a conviver comigo. Foi me amando que eu aprendi a amar de verdade, um clichê muito verdadeiro. rs

relacionamentos-1

Não sei o quê o futuro guarda, mas hoje já me sinto muito feliz por ter passado por tudo isso. Por ter vivido paixões, por ter aprendido muito numa relação ruim e por ter descoberto que sou uma ótima companhia para mim mesma. Foi depois disso que as melhores oportunidades apareceram, as melhores paixões, os melhores dias e o melhor amor.

Ufa! Me desculpem pelo texto longo, infelizmente não consegui escrever sobre isso sem falar tanto e/ou sem trazer o video da Jout Jout para cá.

Beijos

Obs: No caso de violência física e verbal as mulheres são vítimas dos homens todos os dias, precisamos lutar contra isso. Os homens não podem bater, não podem xingar e nem mesmo ditar o que a mulher deve ou não vestir. Nenhum homem pode definir quem você é, só você pode. Não foquei nesse tema para não perder o fio da meada, a ideia era discutir o invisível “abuso emocional”, independente do gênero.

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26 Comentários

  • RESPONDER
    Lady Cat
    08.04.2015 às 22:28

    Tb já vivi altas paixões e chorei muito… mas hoje estou feliz e bem casada

    bjs

    http://ladycatblog1.blogspot.com/

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    Marcela
    09.04.2015 às 0:37

    Jo, passei por algo muito parecido com o que você escreveu, e hoje estou há 5 anos junto com meu noivo (nos casamos ano que vem!), em um relacionamento muito saudável e maduro.
    Resolvi comentar pois após o término desse meu ultimo namoro nada saudável, como você descreve o seu, algo me marcou muito. Já fazia 1 ano e meio e sentia que ainda não havia superado o término, e resolvi fazer um mini intercâmbio para a Espanha. Lá mesmo, comprei o livro “Ele não esta tão a fim de você”, o livro que inspirou o filme, e que para mim foi um divisor de águas! Consegui o absorver de tal forma que mudou totalmente minha forma antiga de agir nos relacionamentos. 6 meses depois, encontrei meu amor! Hoje em dia, sinto que atingi uma inteligência emocional bem razoável (a custo de muita leitura, oração e terapia!), então os conselhos do livro pra mim já estão incorporados, mas recomendo DEMAIS para as meninas que estão na “sofrença” rsrsrsrs. Sempre que alguma amiga esta se metendo numa furada, eu recomendo o livro, eh realmente sensacional, e a mensagem dele eh tão simples: “não existe desculpas, não as invente. Ele simplesmente não está a fim de você”!
    Novamente, parabéns peo blog! Bjus

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    Carla Patricia
    09.04.2015 às 9:02

    Jo, lendo seu post um filme foi passando na minha cabeça relembrando a história do meu relacionamento. Ele foi meu primeiro amor e eu era totalmente insegura, boba, enganável :(
    mesmo com todos os conselhos. Namoramos entre mentiras, sumiços, desculpas… por 2 anos. Então acabou numa sexta e no sábado ele estava com outra (na verdade já estavam juntos né?!!!). Quando soube chorei tudo que uma criatura podia chorar. Me lembro da sensação, a tristeza, a dor, cada vez que eu lembrava dele. Mas então, depois de uma crise de choro resolvi que seria a última. E foi. Guardei TUDO que lembrava, botei o namoro numa caixa escondida e fui viver. Triste, mas segui. Certo tempo depois nos encontramos em uma festa ( a menina também junto). Fiquei tão nervosa que me deu ânsia de vômito. Fui educada, mas distante, idiferente. Percebi naquele momento o PODER da autoestima. Ele tentava puxar conversa, estar perto, mas me mantive distante. Duas semanas depois ele me procurou e pediu pra voltar. Não havia mais confiança, todos a minha volta eram contra, mas eu me arrisquei. Voltamos, só que eu não era mais a mesma. A experiência negativa me fez ver que eu não morreria sem ele, eu já havia sofrido tudo possível, então minha atitude mudou. Eu estava segura do relacionamento que queria e mesmo amando com todo coração não estava disposta a ceder. Então ele mudou. E o namoro que estava fadado ao fracasso, se transformou em algo verdadeiramente bom.
    Acredito sinceramente em tudo que você falou Jô! Aprendi a amar amando. Amadureci e só consegui ser feliz quando estive segura de quem eu era, do que eu queria do relacionamento, mesmo me arriscando muito. Bjs.

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    Paola Alves
    09.04.2015 às 9:11

    As pessoas acham que terminar um relacionamento desse é fácil e super simples.. até acontecer com elas né? Nunca passei por isso, mas entendo e não desejo isso a ninguém! http://simsemfrescura.blogspot.com.br/

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    Roberta
    09.04.2015 às 11:57

    Jô, que texto maravilhoso! Eu também já tive um relacionamento super abusivo, que durou 6 anos e que começou quando eu era muito novinha, com apenas 15 anos. Você fica presa nessa teia e acha que não tem saída (na realidade, você acha que não existe a opção de sair daquilo). Só devo dizer que eu consegui e que foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida! Hoje sou casada há 05 anos e vivo um relacionamento muito maduro e construtivo com uma pessoa que só me faz bem e quer me ver cada dia mais feliz e melhor. Sair de relacionamentos destrutivos é possível e o primeiro passo é você mesma começar a enxergar o quanto o outro te faz mal. Beijos grandes

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    Marina
    09.04.2015 às 12:04

    Amei o texto… Apesar de nunca ter passado por isso, estou num momento problemático e ter lido isso foi ótimo!!!!

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    Giovanna Silva
    09.04.2015 às 12:27

    Ei Jô,
    Dia desses comentei em uma foto de look seu no insta que seu estilo de vestir era bem parecido com o meu e hoje percebi que sua história de vida também é muito, muito, parecida com a minha… Já passei a muito tempo da fase da adolescência mas recentemente vivi um relacionamento exatamente assim… O abuso emocional teve proporções inimagináveis no meu caso e sim apesar da cegueira típica desses casos eu, por mais incrível que isso possa parecer, tinha vislumbres de que aquele relacionamento não era bacana e mesmo assim insistia em continuar me contentando com as migalhas que me eram oferecidas. E assim como no seu caso esse relacionamento só terminou porque Deus em sua infinita bondade intercedeu por mim e o cara arrumou outra e, veja bem, a outra pelo que ouço falar é uma pessoa não satisfeita com sua aparência e extremamente carente emocionalmente. Sofri horrores, tenho muitas recaídas, ainda me pego com saudades (aff) mas sigo a passos largos em direção da cura completa. Que bom ler seu relato! Que maravilha encontrar na web pessoas como você! Que delícia ter o Futi em minha vida!
    Beijo grande e mais uma vez obrigada!!!

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    Carolina
    09.04.2015 às 13:54

    Amiga Jô, como eu sempre te disse, auto estima é tudo na vida… e nós já constatamos isso das mais diversas formas. Infelizmente problemas com auto estima são enfrentados por grande parte das pessoas em alguma fase da vida, sei lá, acho que é efeito do mundo moderno, dos padrões impostos pela sociedade, enfim… de qualquer forma a partir do momento em tomamos consciência disso precisamos reagir. Agora, certeza maior é a de que pessoas que submetem outras a relacionamentos abusivos são as mais inseguras e precisam colocar o outro para baixo para se sentirem bem. Aparentemente, aos olhos dos apaixonados, são as melhores pessoas do mundo, lindas, seguras e etc. Entretanto, não é o que elas sentem, e acabam por isso buscando relacionamentos em que a outra pessoa “aceite” (inconscientemente) andar atrás dela, e não ao lado. Ótimo texto amiga! Adorei o vídeo! Sou muito orgulhosa por toda a sua evolução ao longo desses muitos anos de amizade! Acho que fazer discursos é muito fácil, reconheço a dificuldade de perceber e reagir, mas seria tão bom se cada uma dessas pessoas soubesse as qualidades e o poder que elas tem nas mãos de ser feliz! E concordo plenamente que precisamos primeiro aprender a ser felizes sozinhos, para depois ser feliz com outra pessoa. Ninguém pode depositar no outro a esperança da felicidade. Beijos :****

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    Danielle Facundo Brescia
    09.04.2015 às 14:28

    Pois é, Jô infelizmente ainda está cheio de relacionamentos desses por aí…
    Mas sabe o que mais? Não são só os relacionamentos amorosos que podem ser problemáticos. Relações de trabalho, amizades e até relações familiares podem ser abusivas… Pensei nisso enquanto lia seu texto… Fui lá na Jout Jout e escrevi um pouco sobre esse tipo de relação abusiva também.
    E viva a auto estima!!

    Beijos!!!

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    Silvia
    09.04.2015 às 14:47

    Eu Já estive do lado onde a gente se preocupa muito com alguém que está em um relacionamento claramente abusivo. A pessoa é quase uma irmã mais nova minha e tinha uns 19 anos. Eu chegava a ter medo que o rapaz que era grande e faixa preta de alguma luta fosse bater nela. Quando conversei e ela disse que não via futuro com ele, eu perguntei pq e a resposta foi “Pq eu não quero ficar sozinha”… Muito triste! Eu disse q ela nunca iria ficar sozinha q tinha amigas, família e várias pessoas ali por elas de nada adiantou. Precisou de tempo e uma oportunidade fora do país para ela se livrar dele.

    Com namorados e ficantes eu nunca dei mole, mas já tive em relações abusivas com amigas. Sim é possível, aliás é possível ter esse tipo de relação q bombardeia nossa auto estima até com nossos pais. Então é preciso ficar atenta e não deixar que essas pessoas diminuam quem nós somos, mas é mais fácil falar do que agir, infelizmente. Até pq normalmente a gente se torna quase que dependente da opinião daquela pessoa, mesmo q só sejam coisas negativas. :/

    Fico feliz que você conseguiu se livrar dessa e espero q um dia todas mulheres consigam enxergar que realmente é preciso ser feliz sozinha para depois ser feliz acompanhada! E para não dizer que não exige o contrário, também conheço um rapaz que está em um ralacionamento abusivo com a namorada. Ele tem baixa auto estima e ela aproveita disso. É triste mas não são só os homens que são capazes disso.

    Beijao!

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    Luana Luz
    09.04.2015 às 15:18

    Não passei por isso ainda e nem quero passar, mas sou uma pessoa bastante insegura e foi muito bom poder ler sua história.
    Que bom que você deu a volta por cima!
    Adoro seus textos!
    Beijos

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    Erica
    09.04.2015 às 16:35

    Jo!
    Mais uma vez vc arrasou no texto e mostrou que é possível falar de relações anteriores com clareza e um já sarado!

    Passei por uma situação similar na adolescência e sei o quanto é libertador sair disso e depois encontrar alguém que te valorize, ame e respeite! Sou agradecida a Deus por ter tido pais que me ajudaram nesse momento e por ter o melhor marido do mundo agora =)

    Só tenho um comentariozinho sobre a observação do final… A questão da violência verbal (mais do que a física) tb acontece de mulheres a homens… Muitas mulheres acham q podem diminuir o homem ao lado p tentar se fortalecer na relação através de gritos, xingamentos e etc.. e o que acontece é o inverso… Desrespeito não é admissível em nenhum dos lados, e afinal não é nada melhor que ter um homem forte ao lado que a ame e a respeite igualmente!

    Equilíbrio é a palavra-chave. Amor e respeito tem que ser regados diariamente! =)

    Tá aí o que eu acho! rs

    Bjs e continuem arrasando meninas! #soufa

  • RESPONDER
    Déborah
    09.04.2015 às 17:03

    Jô, eu nunca comento por aqui, mas me identifiquei muito com o seu relato.
    Faz 7 meses que terminei um relacionamento de 5 anos. Ele era muito ciumento e desde o começo aceitei o comportamento dele e me deixei ser presa por essa teia, que me consumia diariamente. Meus amigos se afastaram de mim (não porque não gostavam de mim, apenas não gostavam da pessoa que eu era quando estava com ele), eu estava muito infeliz e demorei um tempo pra perceber isso. Deixei de fazer muitas coisas pelo meu ex, sempre ficava esperando pela aprovação dele pra poder tomar alguma atitude. Até quando consegui meu primeiro estágio, na época da faculdade ele brigou comigo, ficou semanas sem falar comigo, como se eu tivesse feito algo terrível. Ele vivia constantemente me dizendo coisas pra me diminuir, eu passei a acreditar nas coisas que ele me falava. E ai que eu passava a ter cada vez menos coragem de terminar com ele, pois eu achava que eu não era boa o suficiente pra conseguir mais ninguém. No último ano do namoro eu já tinha certeza que não queria mais estar com ele, mas não tinha coragem pra tomar uma atitude e colocar um ponto final. Depois de conversar muito com meus pais e retomar algumas amizades, tomei coragem e terminei.
    Hoje, vejo o quão ruim a minha vida estava ao lado dele. Estou super bem agora, feliz, e as pessoas que me encontram dizem que estou até mais bonita! E de fato, me sinto assim! Meus amigos diziam que ele ofuscava o meu brilho, agora eu entendo o que eles queriam dizer com isso. Eu abri mão da minha personalidade por ele, eu não era mais eu mesma. Quando percebi que eu não sabia mais quem eu era, nem onde eu queria chegar, me vi desesperada! Fico muito feliz por ter conseguido tomar essa decisão, que no abismo em que eu vivia, não era uma tarefa fácil.
    Agora estou solteira e muito feliz! É importante a gente dar um tempo pra descobrir quem a gente é, sem precisar querer agradar alguém, ou precisar de uma permissão pra ser!

    Achei que seria legal compartilhar essa minha experiência por aqui, pois achei muito legal da sua parte contar um pouco da sua história! Gosto cada vez mais do blog e de vcs! Sou fã mesmo! Beijos

    • RESPONDER
      Cristine
      14.07.2017 às 23:32

      Estou passando pela situação .. A 2 meses e meio sai de um relacionamento de quase 5 anos em que eu me via nesse estado . . Todas as brigas eram culpa minha, eu me sentia inferior a ele e pra mim ele era o melhor cara do mundo e eu estava ao lado dessa pessoa maravilhosa . . Tempo foi passando e as coisas acontecendo , ele terminou comigo 2 vezes , uma porque eu era mimada e precisava mudar e outra porque ele estava cansado de ter uma pessoa ao lado dele que só pensava embeba materiais porque eu queria um iPhone rs .. Enfim, me humilhava muitas vezes pra ele não terminar comigo porque não conseguia sem ele , e tenho um grave problema com auto estima , sempre me puis pra baixo sempre , eu falava pra ele que tinha medo dele me trocar por outra porque as outras eram melhores que eu . . Eu tinha os lhos totalmente vendados só pra ele , completamente doente por ele , e depois que comecei a facul ele disse que eu não tinha mais tempo pra ele e ao mesmo tempo disse pra minha mãe que eu o sufocava , e pediu um tempo pra pensar porque estava precisando de Deus porque estava com problemas .. Depois disso passou uma semana, eu morrendo de chorar, de dor , descubro que ele tinha ido pra uma festa e ficado com outra na frente de todos.
      Meu mundo desabou , liguei pra ele desesperada e ele negou tudo , aí fui e terminei o relacionamento , e ele dizendo que iria me arrepender que ninguém iria suprir a falta que ele iria me fazer .. Depois disso fui descobrindo as traições , debaixo dos Meus olhos , e hoje ele está namorando outra , postando foto , desfilando com ela pra cima e pra baixo em uma cidade que é um ovo ..
      Sinto minha vida por um fio, nada faz sentido , estou fazendo psicóloga , tentando me reencontrar porque sinto totalmente perdida , nada tem graça , sinto extremamente a falta dele, mesmo com os gritos na minha cabeça , quando brigávamos por tdo e ele sumia por dias , e ainda assim esse amor ainda continua ..
      Rezo e peço a Deus muita força porque não sei a razão da minha vida , está sendo uma luta dia após dia , mas tenho comigo que Deus me livrou de algo pior ..
      É sempre bom ler relatos de pessoas que hoje estão bem , sei que vai passar , o que todos falam , mas a pior parte é passar por isso , Meu Deus , é horrível ..
      Vou continuar lendo os relatos pra poder ir aceitando tudo isso porque ainda não consigo aceitar . . Um abraços a todas e espero que um dia posso vir comentar alqui embaixo que eu venci .. 🙏🏼🙏🏼

  • RESPONDER
    Cris
    10.04.2015 às 14:53

    Perfeito o texto, Jô! Muito importante manter esse tema do relacionamento abusivo sempre em voga, pois infelizmente ainda é bem comum encontrar mulheres se submetendo a isso e achando tudo normal. Aliás, acho que todas nós já passamos por isso. Fica o alerta para se policiar sempre e reconhecer o quanto antes os sinais de um relacionamento que só traz prejuízos.

    http://www.blogamorreal.com.br

  • RESPONDER
    Luana Melo
    14.04.2015 às 11:46

    Obrigada por me dar uma tapa na minha cara.

    Estou num relacionamento complicado. Estou no fim dele na verdade.

    O meu namorado (ou ex) é uma pessoa extremamente complicada, ciumenta, possesiva.
    Estou descobrindo coisas cada dia mais que me afastam dele.
    Ele tem simplesmente um histórico da minha vida impresso. Ele sabe com quem eu estive ou deixei de estar antes de estar com ele.
    Não gosta das minhas amigas, discutiu com minha mãe.
    Estou tomando coragem pra seguir em frente mais é complicado.
    Tenho medo do que pode acontecer, do que pode ser meu futuro daqui pra frente.
    Estamos longes, afastados um do outro e este fim de semana vou conversar e assim finalizar o se começou a quase 1 ano e meio.
    Me sinto vigiada, controlada, apreensiva e sei que não é normal.

    Bom, estou seguindo em frente e tomando coragem.

    • RESPONDER
      Joana
      15.04.2015 às 2:45

      Nossa Luana, acho que nem preciso dizer “sai dessa” pois você já sentiu que é isso que deve fazer.
      Vai doer terminar, infelizmente vai, mas quando tudo passar você verá que você fez o melhor que podia fazer.
      Espero que o texto tenha ajudado mesmo!

  • RESPONDER
    Juliana Eloah
    15.04.2015 às 1:06

    Nossa, Jô! Como você é maravilhosa!
    Que você continue corajosa, honesta e inspirada pra continuar ajudando tanta gente (inclusive eu) com essa transparência do teu trabalho!
    Eu sou leitora assídua do blog. Mas, nunca tinha deixado recadinho aqui. Hoje foi impossível me abster! Eu também, já vivi como tantas um relacionamento como este e só eu sei o que passei e como foi difícil superar pra estar “aqui” hoje. O dano psicológico foi tamanho que até emprego e faculdade eu larguei. Hoje eu sou um caso de superação e de busca do meu bem estar pela auto estima.

    Parabéns, parabéns e parabéns! Cada dia mais fã!

    • RESPONDER
      Joana
      15.04.2015 às 2:43

      Que legal ler seu comentário, que bom saber que você está se superando mais e mais! :)
      Obrigada pelas doces palavras viu?

  • RESPONDER
    Luiza Barreto
    15.04.2015 às 10:38

    Muito legal a postagem, quase ninguém fala nesse assunto, penso que muitas mulheres estão lendo, mais mesmo assim por estarem tão roubadas de si mesmas, pensam não se encaixar na situação descrita aqui.

    Li o livro Quem me Roubou de Mim, do Padre Fábio de Melo, fala disso tudo que foi sintetizado aqui, é um livro forte e revelador para quem está vivendo um relacionamento assim.

    Meninas, pensem bem em seus relacionamentos, é possível sim se apaixonar/amar por seu agressor seja físico ou psicológico, isso é serio e necessita procurar ajuda.

    Espero que o texto desperte o alerta. ;)

  • RESPONDER
    Denis Costa Oliveira
    04.10.2015 às 21:35

    Texto verdadeiro e muito bem escrito e descrito. Este não é um tipo de acontecimento exclusivamente feminino. Não que eu não tenha dado motivos num passado longínquo, hoje vivo uma relação parecida, ou igual, em todos os parágrafos descritos no texto.

  • RESPONDER
    Livre de Psicopatas
    22.12.2015 às 21:04

    Adoramos esse texto! É super simples e super esclarecedor, principalmente para quem ainda está na “névoa” de achar que o cara “é só ciumento”, “só complexo”, “só deprimido/estressado”, etc. Esperamos que muita gente leia, caia a ficha, e consiga sair dessa! :) E o vídeo da Jout Jout é um ótimo adendo!

  • RESPONDER
    Amanda Ferreira
    12.01.2016 às 11:46

    Oi Joana! Amei seu texto! Precisava mesmo disso!
    Há 3 meses me envolvi com um homem 13 anos mais velho que veio de 2 relacionamentos que deram errado. Na verdade, o conheci um ano antes, quando estava passando por uma separação de 7 anos, ele se mostrou interessado por mim, pois ao nos conhecermos através de uma amiga em comum, nos identificamos com nossas separações, como eu estava meio perdida ainda não o correspondi e ele se afastou. Passados 10 meses, ele reapareceu, novamente interessado em mim e dessa vez eu correspondi, ele já havia se mostrado uma boa pessoa de início e por isso eu abri meu coração pra ele. Ele “supostamente” estaria saindo de um namoro de 5 meses, algumas pessoas tentaram me avisar que ele não havia deixado ela por completo, que não se apegava a ninguém, que era uma furada eu me envolver com ele, mais como ele negava e mostrava interesse eu resolvi ignorar a informação e pagar pra ver. Meu erro: Abri meu coração pra uma pessoa que mal conhecia. Me lasquei! Paguei caro! 3 meses depois, mesmo me tratando como namorada, ele nunca me assumiu, nunca me levou na casa dele, nem nas reuniões de família e amigos e a evidência que realmente ele era um cafajeste foi ficando bem claro na minha vida, até o dia em que viram ele entrando no carro da suposta ex dele. Com muita dor e tristeza, eu sabia o que deveria fazer… tira-lo da minha vida, embora ele negasse a traição. Teve a coragem de me dizer que não queria mais que ainda tinha algumas coisas pendentes com ela ( um namoro de 5 meses que nem filhos tinha), ele alegava que a mãe dele gostava dela, que ela ia na casa dele por isso e que precisava preparar a mãe dele pra me aceitar. Simplesmente me responsabilizou por jogar tudo fora não demonstrou nenhum interesse em mudar a situação, assim nos viramos as costas e fomos embora. Isso tem uma semana. Sei que fiz o melhor por mim, sou nova, bonita e independente, não preciso mesmo me submeter a esse tipo de relacionamento nem de homem, mais dói muito ainda o que ele fez comigo, me sinto uma idiota e me foge da razão entender tanta crueldade, já que sempre fui verdadeira e dedicada a ele, sei que isso vai passar, mais ainda tenho muita dificuldade de perdoa -lo, e só assim seguir em frente.

  • RESPONDER
    Elvis Leite
    03.06.2016 às 9:58

    Cara, foi um dos melhores artigos que li nos ultimos tempos. Parabens!

  • RESPONDER
    lyy
    06.07.2016 às 17:14

    Olá, vou por meu nome como ly porque nao quero me identificar, algum tempo atrás venho procurando sobre este tema e até mesmo ajuda, e acabei vindo parar nesta página, que inclusive me identifiquei muito. Conheci meu namorado a quase três anos, porem temos 1 ano de namoro, ficamos na enrolação porque durante um tempo. Descobri a pouco tempo que estou em um relacionamento abusivo, de tanto minha melhor amiga pedir para eu ler sobre este tema. As vezes me pego pensando se não é coisas que estou aumentando ou da minha cabeça. Meu namorado é to tipo que não posso usar calcinha fio-dental porque é vulgar, não posso gostar de estilo de música diferente das deles, não pode me acompanhar em show de cantor que gosto pq ele nao curte e nem posso ir sozinha, se não tenho que ir solteira. Meu final de semana tem que ser todo dele, porque trabalho a noite e não tenho tempo para ele, não posso mesmo ficar com a minha familia. Não posso ficar sem sutiã dentro da minha própria casa porque meu irmão e meu pai mora nela, não posso cantar uma musica que eu gosto e ele nao pq ele me olha com cara de que vai me matar, controla minha rede social, sempre tenho que fazer o que ele pede (na vdd faço porque quero ser companheira, não sou uma namorada chata e controladora), sou amiga dos amigos dele e meus amigos detestam ele, minha melhor amiga nem se fala, os dois se odeiam. Algum tempo atrás minha mãe veio percebendo isso e até ela parou de gostar dele. E eu não sei o que faço, eu ja tentei conversar, ele sempre melhora no começo e volta fazer as mesmas coisas, até cheguei terminar, mas ele vem pedindo desculpa e pedindo para mim ajudar a muda-lo. Tenho o coração muito mole, em cima dei alguns exemplos, mas são várias coisas que acontece diariamente. Só quem passa por tudo isso sabe como é, me sinto insegura de terminar, gosto muito dele, muito mesmo. Estou sofrendo bastante com tudo isso e sinceramente não sei o que faço. Estamos brigados e estou realmente quase pondo fim em tudo e seguir em frente, mas algo me diz para não fazer isso. Queria muito ajuda e conselhos de quem ja passou por isso. Porque realmente estou sem chão. E me sinto culpada por parte nisso, porque eu deixei chegar nesse ponto, eu fui dando liberdade para ele me controlar, essa é a parte mais dolorida de aceitar. Mas foi esclarecedor tudo isso. Seu texto foi otimo Jô, parabéns, me identifiquei muito.

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    luana
    29.03.2017 às 10:05

    Oi estou passando por algo parecido hoje. Meu namorado age exatamente assim. Tenho 33 anos, sou médica, independente financeiramente, faço academia diariamente, cuido bastante de minha aparência, todos me dizem que sou linda demais para ele mas não consigo me sentir assim…me sinto menor, ele vive me recriminando, me afastou dos meus amigos e familiares. Percebi hoje pela manhã que estou em um relacionamento abusivo quando as 6 da manhã sai para trabalhar já ouvindo os xingamentos, os palavrões tem se tornado rotina e cada vez piorado. Ele me pune quando é contrariado, nunca fisicamente, mas verbalmente, o que não penso ser menos grave. Ele se sente superior e me faz sentir como se eu tivesse mesmo a sorte de ter sido escolhida. Estou física e mentalmente destruída por esse relacionamento, juntando forças para conseguir sair dele, sei que irei sofrer muito e tenho medo de ficar sozinha, mas hei de conseguir. Obrigada pelo depoimento, espero q me ajude a sair desse relacionamento o quanto antes.

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