3 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 20.05.2013

Deu o que falar…

1 – A vez da Angelina

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Essa semana o assunto foi a revelação de Angelina Jolie ter feito uma mastectomia dupla depois de saber que tinha 87% de chances de vir a ter cancer de mama. Saiu em todos os jornais, revistas, portais e o assunto foi amplamente compartilhado.

Por aqui, a opinião é bem dividida. Enquanto eu, Carla, que prefiro prevenir a remediar, concordei com a atitude, a Jo ainda se encontra em cima do muro, por achar um procedimento muito agressivo.

Atitude extrema ou não, a verdade é que essa é uma cirurgia conhecida por diminuir a auto estima das mulheres, e ter uma pessoa tão pública quanto Angelina falando abertamente sobre isso é uma ajuda e tanto.

PS para diminuir a tensão: Mais alguém imaginou Jennifer Aniston p. da vida?

2 – Menos auê, mais autenticidade

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Outro dia, lendo o Hoje Vou Assim Off, ficamos sabendo da história do vestido que fazia parte da coleção Agatha para C&A que podia ser encontrado no E-bay, por muitos reais a menos.

De uns tempos pra cá, o que mais temos ouvido são dúvidas em relação à essa quantidade enorme de parcerias, e aproveitamos a oportunidade para responder: também não sabemos o motivo e não entendemos por que tantas em tão pouco tempo (e com algumas marcas que não fazem sentido, como a Daslu para Riachuelo, por exemplo).

O resultado dessa quantidade de parcerias, uma atrás da outra, não poderia ser diferente: qualidade ruim, pouca identificação com o DNA da marca parceira, importações da China, peças quase iguais à outras que não são de coleções especiais, e por aí vai…

Lá fora essas parcerias com fast fashion continuam um sucesso porque não chegaram nem perto da banalização. Ainda é algo único, especial, de marcas que realmente são de luxo.

Nós entendemos que essa fórmula é um sucesso, traz públicos diferentes para as lojas, gera vendas, movimenta o consumo. Mas será que não está rolando um exagero?

Estamos com a Ana na campanha “Pela volta das coleções assinadas realmente interessantes, com estilistas brasileiros, com qualidade superior e etiqueta “feito no Brasil”.”

3 – O novo “Aham, Claudia, senta lá”.

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Alguém ainda fala “aham, claudia” quando não tá muito interessado e/ou acreditando em alguma história? Nem vamos falar para parar de usar porque essa giria é boa demais para cair no ostracismo, mas quem quiser, pode atualizar o vocabulário porque Xuxa dit it again!

A menina foi comentar no Facebook pedindo ajuda para se tornar cantora e qual foi a resposta da Rainha dos Baixinhos? Falou para a menina entrar no The Voice! Sério, e ainda quer receber esse título? hahahahahahaha Piada pronta, né?

Então anotem aí, da próxima vez que alguém vier te pedir algum favor maluco, é só mandar um “xi, marcella, entra no the voice” e não se manifestar mais. Depois dessa, é só partir pro leque, leque, leque.

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3 Comentários

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    Letícia
    20.05.2013 às 20:30

    Não sei se vocês já tiveram um caso de câncer de mama na família ou de alguém próximo. Na minha família, graças a Deus, não temos esse histórico. Mas uma amiga da minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama com menos de 40 anos. Ela fez um procedimento cirúrgico, mas depois teve que fazer a masectomia total. Infelizmente, ela acabou tendo metástase e faleceu com menos de 50 anos. Não teve tempo de ver o filho casar e nem conhecerá os netos. Penso que se ela fosse minha mãe e eu ainda tivesse filhos pequenos, não teria muito o que pensar: tiraria tudo. Acho que a reflexão (e eventual decisão) sobre o assunto depende muito das experiências pelas quais passou, porque além do falecimento precoce é batalha muito muito muito dolorosa para o paciente e para a família. De qualquer forma, a Angelina merece aplausos por trazer o tema à discussão e eu, particularmente, louvo sua decisão porque não é fácil decidir extrair todo o seu seio e reconstruí-lo.

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    Silvia
    20.05.2013 às 23:22

    Ano passado uma amiga teve câncer de tireóide, 30 anos. Outro amigo na hipófise tb com 30 anos. Minha prima está com um tipo diferente de câncer na hipófise e ela ainda nem fez 25 anos. Os dois primeiros casos, foram cirurgias de sucesso e ambos farão tratamento hormanal para a vida. Minha prima a princípio não vai precisar operar mas o tratamento hormonal ao qual está sendo submetida está deixando-a péssima. Minha tia (a do anel) teve leucemia, fez quimio, radio e morreu depois de sofrer com todo o tratamento de pneumonia algumas umas semanas depois de ser dada como curada.

    Eu conheço uma mulher que teve uma câncer no timo qdo jovem (aquele órgão linfático q fica no tórax e vai “atrofiando” qdo ficamos adultos). Ela precisou de quimio e radioterapia, mas se curou completamente. A avó materna dela morreu de câncer de mama e, se não me engano, ela teve outras mulheres com tipo de câncer femininos na família. Depois de ter dois filhos e amamentá-los, ela não teve dúvidas, retirou o tecido mamário e colocou silicone. Isso antes dos 40, antes da Angelina. De acordo com ela: pq correr o risco de passar por tudo aquilo de novo e ainda ter q fazer uma mastectomia de qq jeito, se ela podia diminuir absurdamente as chances dela de ter um câncer? Meu pai foi considerado louco por muitos pq recomendou q uma paciente fizesse esse tipo de cirurgia uns 15/20 anos atrás depois dela perder avó, mãe e irmã para o câncer de mama. A moça fez e está muito bem obrigada. Já li casos de meninas de 16 que fizeram a cirurgia pois já estavam começando a ter pequenos nódulos e tinham o gene BRAC1.

    É uma escolha complicada, claro que é. Mas por enquanto é a melhor solução para previnir que essas mulheres desenvolvam o câncer de mama. 87% é uma probabilidade muito alta para deixar com a “sorte”. Se te disserem que uma pessoa tem 87% de chance de ganhar na loteria, ela jogaria certo? No caso ela tinha uma chance absurda de desenvolver a doença, então acho q no lugar dela faria a mesma coisa. Se parar para pensar, lutando contra o câncer de mama uma mulher pode ter q fazer mastectomia de um jeito ou de outro e ainda levar um tempão para colocar uma prótese e nem sempre o tecido do seio é conservado, o q deixa o resultado estético muito mais desconfortável. Existem mulheres que diminuem os seios e colocam silicone para deixa-los no lugar (seios caídos). Lógico q a cirurgia da Angelina foi mais complexa e demorada, mas nos casos que relatei ambas colocaram o silicone no mesmo dia ou num período menor de tempo. E é claro que é preciso de muito apoio psicológico durante o processo, mas acho q nesse caso a sensação de “mutilação” é menor do q no caso das mulheres que fazem mastectomia durante o tratamento e precisam fazer cirurgias reconstrutoras.

    É importante frisar que não devemos sair por aí “cortando” fora as nossas mamas para não termos câncer, essa cirurgia profilática é para casos específicos. Agora entendo a opinião da Jô e espero que felizmente nenhuma de nós precise saber o que é tomar essa decisão tão complexa. Mas posso garantir que uma das pessoas q tomou não se arrepende e diz que faria tudo de novo. E sempre é importante levar em conta o apoio q a pessoa vai ter.

    É… Esse caso do vestido preto foi a gota d’água. E ele parece mais bonito na foto do EBay q na da C&A! Outro dia eu estava rindo da tal etiqueta “produto importado” q a C&A usa pq eu só via produto fabricado na Índia! E sabemos q o trabalho na Índia pode ser tão escravo qto o da China, ou seja, não faz a menor diferença! Me parece de vez em quando que o brasileiro importa boas ideias mas consegue “estraga-las” como é a loja da Sephora. A do Village Mall é linda, ok, mas a do Rio Sul… E vocês comentaram aqui sobre a de Sampa, não? A ideia das parcerias é ótima, mas a vontade de “ganhar dinheiro a qq preço” está banalizando as coleções e vai desvalorizar a imagem da C&A se eles não repensarem na estratégia. Ou eles vão voltar a ser um fast fashion igual aos outros mas com preços hiper valorizados.

    Beijos meninas!
    PS: Sobre a Xuxa eu não vou gastar nem meio neurônio com ela! Deixa ela lá com os duendes/gnomos dela! :)

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    Giuli Castro
    21.05.2013 às 9:59

    Oi Girls,
    Concordo plenamente com o a Ca, no caso da Angelina Jolie. Inclusive, fiz um curso de Oncologia no AC Camargo em 2008 e na disciplina de Genetica, a medica comentou sobre o mapeamento genetico e que sim, ela aconselha a todas as mulheres que tem alta % de cancer de mama, retirar as mamas. Tenho um caso na familia, minha tia (na verdade, casada com meu tio) faleceu de cancer de mama, a mae dela teve cancer de mama e hj a minha prima (q é medica) tem 2 nodulos, 1 ate com caracteristicas de alerta, porem ate onde eu estava acompanhando o mastologista dela foi bem conservador e esta acompanhando por exames, sem nenhum tratamento por enquanto. Eu, no lugar dela, com certeza tinha retirado as duas mamas, mesmo sem ser mae ainda… Tb cncordo com a Jo que é bem agressivo, mas ainda acho que é melhor prevenir do que remediar…
    Sobre o caso eBay & C&A, ontem ainda comentando com uma amiga minha… bizarro… ;é pra pensar tb… Mas eu volto uma pergunta para vcs: será que com todas parcerias, uma seguida da outra, a C&A tem vendido bem?! Eu ja passei por varias lojas e tinha bastante coisas de todas as colecoes ainda… Acho que e hora da C&A pensar mesmo se vale a pena fazer parcerias seguidas… sera q o lucro esta sendo bom mesmo?
    E a Xuxa… ah essa nao tem jeito, ne?! hahahahahaha
    Beijos!

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