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0 em Beleza/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 22.11.2017

Transformação do cabelo: muito além de um antes e depois!

Lembram que eu falei semana passada que eu ia mudar? Pois bem, mudei! Finalmente sábado consegui tirar um tempo – ou melhor, consegui ajustar a agenda do marido com a do salão, afinal, precisava que ele ficasse com o Arthur – para fazer meu cabelo.

Essa foi a foto que eu postei e recebi várias mensagens perguntando se tinha escurecido meu cabelo: não, isso foi resultado de 1 ano sem retocar as luzes! :)

Enquanto estava no caminho para o salão, com a linha completa de coloração que a Bio Extratus me enviou para experimentar, me deparei com uma frase que até postei no insta onde dizia: “não é mudando que você se ama, é se amando que você muda”. E isso nunca fez tanto sentido para mim, combinou perfeitamente com essa minha fase.

Porque talvez vocês não saibam, mas eu já tive cabelos pintados de vermelho. Eu tinha 19 anos, tinha passado o ano anterior enlouquecida com o vestibular, engordei, não tinha mais roupa, não sabia quem eu era e resolvi pintar o cabelo porque estava insatisfeita, sem me reconhecer. Queria me reencontrar e depositei todas as minhas esperanças na mudança da cor do cabelo.

Eu, com 19 anos, tirando foto no banheiro com Cybershot. rsrs

Obviamente isso não aconteceu. Por isso mesmo, acho que a mudança capilar não adiantou de muita coisa naquela época. Depositei muitas expectativas nessa mudança. Eu tinha pouca autoestima sobrando naquele momento, achei que essa transformação me ajudaria nesse processo de reconstrução, mas não aconteceu dessa forma. Mudar o cabelo foi uma mudança superficial naquele momento, ela foi efetiva só até certo ponto, mas seria muita pretensão que uma cor de cabelo reorganizasse tanta coisa desajustada naquele momento.

Engraçado como as cores podem ser parecidas, mas as motivações não poderiam ser mais diferentes. Dessa vez meu objetivo era outro: eu queria mudar porque eu estava muito segura de mim. Eu queria mudar porque minha relação com o meu cabelo está em sua melhor fase – então, por que não experimentar algo novo? Acho que meu cabelo nunca esteve tão bonito e foi uma delícia curtir isso e me sentir segura o suficiente para mudar, brincar com meu visual num momento tão gostoso da minha relação com o espelho, em que sinto que estou cuidando de mim pelas razões mais honestas que eu já tive. Foi justamente por estar achando ele bonito que eu senti vontade de aproveitar todo potencial de adorno que ele tem. E claro, minha experiência aos 19 anos, por mais que não tenha sido 100% bem sucedida no que eu esperava dela, me ajudou a não ter medo dessa mudança que, para muita gente que acompanhou, foi super radical.

Na verdade, a referência que eu tinha era algo muito mais claro do que está, quem leu meu primeiro post falando do lançamento de Bio Extratus Color sabe disso. A tintura que eu escolhi – a 9.4, loiro muito claro acobreado – é a ideal para quem quer o visual que eu mostrei aqui na semana passada. Só que chegando no salão, o Rogério – o profissional que mexe no meu cabelo desde que eu cheguei aqui em NY – achou melhor não chegar nessa cor logo de uma vez. Eu confiei, afinal quero mudar o visual, mas com todo cuidado que meu cabelo merece, não a qualquer custo.

Eu estava sem fazer luzes desde Dezembro de 2016, o que quer dizer que tinha muito cabelo virgem na jogada, castanho escuro ainda por cima. Para chegar naquele tom eu teria que descolorir, e ele achou que seria um procedimento bem mais agressivo para o estado que meus fios se encontravam. Também demoraria mais e gastaria um tempo que eu não teria naquele dia, coisa que as mães vão me entender perfeitamente. Preferi seguir com a opinião de especialista dele, e aí a gente vai clareando com o tempo. Se bobear é até bom para eu ir me acostumando com as tonalidades ruivas. :)

Só sei que quando virei para o espelho, lá estava a Carla com uma cor de cabelo super parecida com a da Carla de 19 anos. Por um segundo lembrei de todo aquele período de insegurança, mas quando olhei de novo, aquela Carla realmente não estava ali. Que sensação maravilhosa me dar conta que a Carla de frente do espelho em 2017 pode até ter outras questões e inseguranças, mas que não é mais aquela que deposita esperanças em mudanças externas.

E quanto ao cabelo em si? Para começar, eu fiquei espantada que a cor conseguiu chegar nesse tom logo de primeira. Ainda não é a cor final e ainda está mais escuro do que eu tinha planejado, mas levando em conta que não usamos o pó descolorante, eu achei muito bom! E o principal? Eu to apaixonada pelo toque. O tutano na fórmula, que é exclusivo da Bio Extratus e diferencial no mercado, ajuda a hidratar enquanto colore e isso realmente acontece. Lavei ele dois dias depois de pintar, e quando sequei (tá frio aqui, não tenho conseguido deixá-lo secando naturalmente), ele estava super sedoso, os fios nada embaraçados. O brilho também é notável. Confesso que fiquei pensando em não descolorir, afinal, por mais que eu cuide muito, é normal que resseque demais, coisa que a tinta claramente não fez. Veremos.

Aliás, percebi nessa semana que a tinta também está ajudando demais a controlar a oleosidade. Nesse período que eu estava com a raiz virgem bem comprida, eu cortei um dobrado com ele, porque ela voltou a ficar super oleosa em tempo recorde. A linha pós química de abacate com jojoba – que eu amo – é tão hidratante que a minha raiz não aguentou, só podia usar nas pontas. A mesma coisa aconteceu com a linha pós coloração, que é ainda mais hidratante e não funcionou tão bem (comecei a usar ela novamente essa semana, vamos ver como ela vai se comportar nessas outras condições capilares). Tem sido um alívio poder voltar a lavar meu cabelo dia sim, dia não sem me preocupar tanto se a raiz vai ficar oleosa.

Eu estou super satisfeita com o resultado e feliz por ter escolhido uma cor tão diferente do que eu tenho feito há tanto tempo, parece que essa cor combinou perfeitamente comigo e com esse meu momento de vida em Nova York. O que vocês não imaginam é como fiquei impressionada com o sucesso que a mudança fez no instagram!!!! Acho que não lembro de um post meu ter tido tantos likes, tampouco lembro de ter recebido tantas mensagens diretas antes. Não que a popularidade nas redes sociais influencie minha opinião, mas não nego que é uma injeção de elogios no processo de construir uma boa autoestima receber tanta mensagem positiva. Elogiar faz bem a quem faz e quem recebe. :)

Quem estiver pensando em mudar, sugiro conhecer a linha de Bio Extratus Color e conversar com o profissional que cuida dos seus cabelos para juntos, definirem a melhor ideia para vocês. Juro que não é só porque eles são patrocinadores do blog, mas o resultado foi muito melhor do que eu tinha imaginado, inclusive com a minha auto percepção. A marca demorou bastante tempo para lançar o produto até o resultado ficar do jeitinho que eles queriam, trazendo algo pro mercado que não tinha antes (espero que o tutano nessa fórmula traga o mesmo sucesso que o ingrediente em si trouxe para empresa anos atrás). O cabelo novo não foi feito para suprir nenhuma falta de amor próprio, mas estou amando me enxergar com novos olhos e me ver diferente nessa fase tão gostosa em que busco me conhecer cada dia mais e melhor.

3 em Autoestima/ Beleza/ Cabelo/ Convidadas/ Destaque no dia 21.11.2017

Meu cabelo não é como as pessoas esperam – por Rosana Maia

Minha relação com meu cabelo sempre foi muito confusa, para não dizer engraçada. Sou fruto do casamento entre uma negra e um branco, e aí já começou a esculhambação capilar na minha pessoa.

Sou negra, cabelo originalmente muito fino, ondulado e volumoso – eu sempre tive MUITO cabelo. E preciso mencionar que fui criança nos anos 70, onde não havia produtos no mercado voltados para os cabelos afro. Aliás, nesta época só havia produtos para peles claras, bem claras.Negros não eram reconhecidos pelos fabricantes como publico consumidor de produtos de beleza e afins, mas isso é outro papo.

Como não havia nada para auxiliar na hidratação dos cabelos, ou para ajudar na composição dos cachos, passei praticamente toda a infância de cabelos presos, nos famosos penteados da D. Nicélia que, neste caso, era minha mãe. Eram umas marias-chiquinhas TÃO apertadas que por vezes eu poderia ser confundida com uma japonesa, porque os olhos chegavam a esticar hahahahaah.

Na adolescência, já nos maravilhosos anos 80, o mercado de cabelos descobriu o maior nicho de mercado de todos os tempos – os cabelos afro! Choveu opções de produtos de hidratação e até mesmo para alisar os cabelos com menos agressividade. Surgiram os primeiros salões especializados em cabelos afro e… cadê que alguém arriscava alguma coisa pro meu cabelo?

Dos 10 até meus 17 anos usei o cabelo bem curtinho, tipo nuca batida e deixava um topetinho em cima – me sentia a ousada. Nesta fase, Michael Jackson lançou o penteado tipo mullet e eu me joguei com força porque era perfeito pra mim – batido dos lados, e bem volumoso no alto da cabeça até as costas. Assim mesmo, vibes cacatua. Confesso que devem ter sido momentos difíceis pra minha mãe hahahhaahah.

Depois disso, descobri uns produtos que davam uma “relaxada” na raiz e hidratavam os cabelos. Aliados à outros produtos de definir cachos, tive a maior juba cacheada que você respeita. Era um super cabelon comprido (molhado chegava abaixo da minha bunda) mas que dava o maior trabalho do universo porque os cachos não eram originários do meu cabelo.

Como falei, ele era ondulado, não cacheado. Daí tinha que amassar cabelo com 1093428475427 produtos – pentear não podia jamais, somente molhado e no banho, com um pote de creme do lado. Eu lavava a cabeça TODOS os dias porque eu detestava o cabelo desmilinguido que ficava quando eu acordava. E assim nesta trabalheira, fui vivendo até que engravidei. Durante a gestação aconteceram umas coisas esquisitas com meu cabelo, que murchou. Foi ficando com muitos fios brancos, e os fios brancos eram bemmm diferentes dos fios originais. Com o nascimento da minha filha, tive que optar: ou mantinha o cabelo e todo o trabalho que ele dava ou criava o bebê. E por motivos de força maior, fui ali criar o bebê e cortei o cabelo.

Mal sabia eu que já havia acontecido a mutação capilar. Meu cabelo foi ficando cada vez mais grisalho e cada vez mais lisão de um jeito esquisitão. Não era um cabelo liso bonito, era tipo cabelo alisado, espigado e grosso. Um enorme contraste com os cabelos ondulados, finíssimos e secos originais de fábrica.

Como não seguro cabelos grisalhos, comecei a me jogar nos tonalizantes. Eles são menos agressivos e foi a melhor coisa para esses cabelos novos, que eram bastante frágeis e por tudo caiam.

Procurei um dermatologista porque precisava entender o que havia acontecido e ouvi uma explicação interessante: eu sou uma mistura tipo um leite + achocolatado, daqueles que o chocolate se acumula em alguns pontos do copo. E meu cabelo branco veio me mostrar exatamente isso, que sou uma mistura. Assim sendo, mudou tudo na minha vida e na forma de cuidar do cabelo. Não posso passar produtos em geral com química porque ele cai. Não posso usar tinta de cabelo porque ele cai. Preciso trocar o tonalizante de vez em quando, porque ele cai.
Faço umas escovas destas de Botox, queratina ou qualquer outra menos agressiva e sem formol, duas vezes por ano, pois os cabelos que ainda são originais de fábrica se descontrolam um pouco com a falta de hidratação, e como os cabelos brancos tendem a ser oleosos, não posso usar muitos cremes hidratantes.

Entretanto, o pior disto tudo, nem foi minha autoestima porque sou zero apegada à cabelos – eles crescem novamente, e no meu caso, numa velocidade absurda. O pior disto tudo é o julgamento das pessoas sobre os motivos de eu não “assumir” mais meus cachos, que só eram meus porque eu botava bigudin pra dormir, amassava cabelo, fazia 2984528 rituais pra cachear os cabelos.

Eu sou negra, e como tal, as pessoas esperam que eu tenha cabelos crespos, cacheados ou black, e se uso os cabelos lisos, é porque aliso os cabelos “numa tentativa de me embranquecer” ou sei lá o que elas acham. Precisamos parar de achar que só é negro quem usa cabelo afro/black/crespo/nagô/dread. Nós negros podemos usar tudo o que quisermos usar. E isto é o mais maravilhoso de se nascer uma “black canvas” – vc pode ter a cor/forma que quiser nos seus cabelos e ficar deslumbrante.

Na verdade, eu tento fazer a melhor limonada possível com os limões cabelísticos que vieram pra mim. E eu afirmo à todos, que mesmo que eu alisasse os cabelos, isso não faria de mim menos negra. Como disse a médica, a mistura pode não ter sido tão homogênea, mas tem chocolate pra caramba aqui, viu?!
2 em afiliado/ Looks/ Moda no dia 21.11.2017

Look da Cá: a chemise virou cropped

Eu já falei por aqui que se tem uma peça que eu não tenho no meu armário é top cropped. Sempre tive mil neuras, achava que só quem tinha barriga que não dobrava que podia usar (e na época eu realmente só via gente mais magra do que eu usando, ou seja, não tinha nem onde me inspirar), até chegar em 2015, quando em menos de uma semana usei dois looks com tal peça, um mais ousado, outro mais dentro da minha zona de conforto.

Um mês depois desse último look descobri que estava grávida e preferi o conforto. Sei que muitas grávidas aproveitam esse período para botar a barriga de fora, mas não foi o meu caso. Eu simplesmente não me via com nenhuma roupa que deixasse o Arthur “pro lado de fora” e acabei me jogando em blusas e vestidos mais largos. Esqueci que em algum momento já tinha usado.

Eis que Arthur nasceu e apesar de meu corpo até ter voltado mais rápido do que eu imaginava, minha barriga nunca mais foi a mesma MESMO. E por mais que eu realmente nem ligue para isso na maior parte do tempo (ela não me incomoda quando eu olho no espelho, por exemplo) e que eu saiba que qualquer pessoa que olhar essas fotos vai se questionar por que eu tenho essa neura, a minha insegurança ficou mais forte do que nunca. Tanto que de uns tempos pra cá prefiro sempre biquinis com hot pants e jeans cintura alta. Por isso mesmo, jurava que top cropped realmente não ia ter vez nunca mais no meu armário.

E até o momento isso vem acontecendo de fato, mas durante essa temporada que passei no Rio, estava com uma chemise branca que bate no meio da coxa e na preguiça de trocar de blusa para ir embora, resolvi botar o short e amarrá-la acima do umbigo. Quando vi, estava com a tal parte da barriga de fora que sempre me incomodei em botar. E o melhor? Até gostei.

Curti muito o resultado, resolvi trazer pra cá:

Chemise: Folic (muito antiga) | Short Madewell | Colar Dafiti | Óculos Francisca Jóias | Sapato Cavage 

Fotos: Gabriela Isaias

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Eu tanto gostei que cheguei em casa assim, saí pra jantar e não lembro da neura da barriga que não dobra bater em algum momento. Ainda não tenho nenhum top cropped no meu armário, mas depois desse dia a possibilidade com certeza se abriu.

Achei que valia a pena dividir essa pequena vitória com vocês, mas quero saber: qual foi a última pequena vitória que você teve na moda?

Beijos!