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0 em Autoestima/ Saúde no dia 17.10.2018

Outubro Rosa: Lu Curtinovi

Olá! Eu sou a Lu Curtinovi, tenho 38 anos e estou aqui, no mês do Outubro Rosa, pra falar um pouquinho da minha experiência com o câncer de mama 

Quando eu tinha 20 anos, minha mãe foi diagnosticada com um CA de mama com diagnóstico tardio, já em estágio avançado. Ela fez o tratamento todo, porém 2 anos depois apareceu metástase e ela veio a óbito.

Na época a médica dela disse que eu e minhas irmãs, deveríamos fazer um acompanhamento anual devido a história familiar. Eu fugi da minha gineco por uns 2 anos de medo do diagnóstico. Confesso, eu tinha esse bloqueio. Depois tive coragem e iniciei a rotina de exames anual.

Quando eu tinha 30 anos, durante uma eco mamária foi encontrado um pequeno tumor que a princípio, pela aparência, era benigno, porém pelo meu histórico familiar, foi solicitada biopsia… sorte a minha!! Obs: eu não sentia nada!

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Eu fui sozinha ao médico receber o resultado porque tinha a certeza que era benigno. Porém era um tumor maligno, pequeno (8 milímetros) em um estágio muito inicial, porém de um tipo muito agressivo. Naquele momento o médico me deu a opção de operar ou não (eu poderia procurar a opinião de um outro profissional se eu quisesse). Decidi operar.

Eu já saí da consulta com a minha cirurgia agendada. Desci do prédio procurando clínicas próximas e realizei alguns exames pré-operatórios. Eu não tive tempo de “surtar”, foi tudo muito rápido!

Um vídeo que eu fiz para a prefeitura de Osório sobre o Outubro Rosa

Após o diagnóstico, em 48 horas eu estava operada e tecnicamente curada, como disse o meu médico. Eu tinha um tumor e ele foi retirado, o tratamento que eu viria a fazer seria preventivo para evitar metástase.

Vocês podem imaginar o quão difícil foi pra mim ouvir as palavras biópsia, maligno, metástase. Toda a história da minha mãe voltava. Mas de certa forma, por incrível que pareça, foi bom… Eu arranjei forças por ela, eu me comprometi a vencer por ela. Se ela não conseguiu, eu iria conseguir por ela!!

Com o resultado da análise do tipo do tumor eu tinha alguns parâmetros para realizar quimioterapia e alguns pra não realizar. O médico me deu a opção de fazer ou não, mas decidi fazer. Eu não ficaria tranquila se não fizesse sabendo que talvez não fiz tudo que poderia…

O tratamento todo durou 8 meses. Eu fiz 4 quimios e 33 radios. Apesar de tudo, foi um dos melhores anos da minha vida! Estive sempre rodeada de amigos, tenho um milhão de histórias engraçadas e de histórias lindas pra contar desse período.

Eu entendia que eu não estava doente, era apenas reação da medicação que eu estava tomando e que no momento que cessasse o tratamento, todos os sintomas desapareceriam… A fraqueza não era minha! A queda do cabelo não era minha! O enjoo não era meu! A queda na imunidade a quase zero não era minha…era tudo do medicamento! Meu corpo estava perfeito, apenas respondendo a medicação.

Eu venci por mim, eu venci pela minha mãe!

Depois do tratamento, eu fiz revisões trimestrais, depois semestrais e agora são revisões anuais. Sempre dá um medinho, e é normal, eu não sei o dia de amanhã, mas a verdade é que ninguém sabe.

Eu acredito que a prevenção é o caminho. O que eu entendi pra minha vida e pra vida de todo mundo, é que a prevenção deve ser a mesma, os cuidados também. Devemos ter uma vida leve, menos estressada, uma alimentação saudável, praticar atividade física regular, ter amigos, dar muitas risadas, dormir bem, beber água e realizar exames de rotina com coragem.

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Hoje eu tenho 38 anos, já ganhei quase 8 anos de vida…8 anos incríveis, onde realizei uma viagem dos sonhos, comecei e terminei a faculdade de Nutrição e vi o João nascer, crescer, me chamar de dinda, dizer que me ama e me encher do amor mais puro que pode existir!!

O Outubro Rosa traz a conscientização do cancer de mama, e eu sou a prova viva que prevenção vale a pena! Tem muita coisa linda pra ser vivida!

0 em Autoestima/ Destaque/ entretenimento no dia 16.10.2018

O casamento da princesa Eugenie e uma verdadeira inspiração para vermos nossas cicatrizes com orgulho

Acredito que a maioria de vocês viu que na última sexta-feira (12), a princesa Eugenie, neta da Rainha Elizabeth II, se casou no Castelo de Windsor, em Londres. Muito se falou da sua fantástica tiara nunca antes exibida com esmeraldas avaliadas em muitos milhões, mas quero focar na segunda coisa que foi muito focada: seu vestido. Assinado por Peter Piloto, muita gente costuma olhar e analisar essas escolhas sob um viés fashion ou até mesmo sob as lentes românticas da realeza, mas para a princesa Eugenie havia muito mais que isso na escolha dele.

Mais importante que a cauda ou o tipo de decote foi a parte de trás, um corte em V profundo, que ia até a metade de suas costas, e que foi pensado estrategicamente para mostrar a cicatriz da cirurgia que se estende por toda a sua coluna vertebral. 

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Antes do evento, Eugenie compartilhou que ela especificamente selecionou um decote que não escondesse sua cicatriz. “Eu sou patrona do Royal National Orthopaedic Hospital Appeal e fiz uma operação quando tinha 12 anos de idade”, disse ela na ocasião. “É uma maneira adorável de homenagear as pessoas que cuidaram de mim e uma maneira de defender os jovens que também passam por isso.” Ela acrescentou: “Eu acho que você pode mudar a maneira como a beleza é, e você pode mostrar às pessoas suas cicatrizes e eu acho que é realmente especial defender isso.”

Muitas mulheres – e homens – começaram a compartilhar suas histórias e mostrar também suas cicatrizes – alguams iguais às da princesa, muitas bem diferentes – através do Twitter, o que foi um movimento sensacional.

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Eu tenho uma cicatriz no braço, e ela é bem grande. Eu operei o braço depois de quebrá-lo num acidente de carro. Apesar de muito grande, ela não me incomoda em nada e eu mesma só fui me dar conta que a tenho quando parei pra pensar em escrever esse texto. Só que justamente por ser muito grande, sempre aparece alguém para me perguntar, então fico imaginando o quanto muita gente deve esconder suas cicatrizes por aí. 

Há quem se incomode com a cicatriz da cesárea, de uma cirurgia feita de emergência, de um tombo grande quando criança, no rosto, enfim. Mas porque deveríamos nos incomodar com isso? Assim como a princesa Eugenie, eu entendo a minha cicatriz como algo que não afeta como eu me enxergo, mas afeta a minha vida diariamente. Graças à ela meu braço se restabeleceu e hoje tenho todos os movimentos perfeitos, portanto, eu deveria ter orgulho dela.

Entendo que muitas vezes a cicatriz pode trazer lembranças tristes, de momentos difíceis e sofridos, porém, estamos todas aqui para contar histórias. E ter uma cicatriz é a prova viva de que vencemos essa fase da nossa vida, certo? Apenas por isso já deveria ser um motivo para não ficarmos tão incomodados com isso.

Nos cobram tanta perfeição que nem mesmo podemos ter marcas de coisas que a vida vai nos deixando, e isso é muito ruim. Assim como cada história é única, nossos corpos e nossa pele também, e é claro que tá tudo bem em termos marcas e cicatrizes. São lembranças do que vivemos e, mais ainda, que sobrevivemos para contar ela história, ou para ao menos nos lembrarmos que mesmo os momentos difíceis passam.

Que possamos todas sermos orgulhosas de nossas marcas. Nós vencemos e estamos aqui pra dizer isso.

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 16.10.2018

Por quê você ainda é a mesma pessoa que conheci?

crônica inspirada nessa ilustração da @bymariandrew. Tradução: Por quê você não é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar? Por quê você ainda é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar??

crônica inspirada nessa ilustração da @bymariandrew.
Tradução: – Por quê você não é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar?
– Por quê você ainda é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar??

8 anos juntos. Quando começamos nosso relacionamento, eu era praticamente uma adolescente. Eu sei que 20 anos não é mais adolescente, mas hoje eu olho para trás e acho que era. Tinha acabado de conseguir ser promovida no meu estágio, finalmente estava ganhando meu primeiro salário, achava que era dona do mundo. Ao mesmo tempo, eu era imatura, sonhadora, era aquele tipo de pessoa que precisava agradar tudo e todos e me deixava sempre por último.

“Por quê você não é mais a mesma pessoa que conheci? Cadê aquela mulher que eu me apaixonei?” – Você me perguntou na nossa última conversa. E foi aí que a ficha caiu.

É verdade. Eu não sou mesmo a pessoa de 8 anos atrás mesmo. Em 8 anos muita coisa pode acontecer, e aconteceu comigo. Eu amadureci, eu cresci, eu corri atrás dos meus sonhos, eu mudei de emprego, eu saí da casa dos meus pais, eu conheci lugares do mundo, eu expandi meus horizontes. Você sabe disso porque nesse tempo todo você estava do meu lado.

O problema é que, no nosso relacionamento, você não acompanhou. Enquanto meus sonhos iam ficando cada vez maiores e mais ousados, os seus permaneceram os mesmos. Enquanto eu fui percebendo um mundo cheio de possibilidades ao meu redor, você preferiu continuar com o que você tinha. Enquanto eu fui conhecendo pessoas novas e aumentando meu círculo de amizades, você quis continuar com a sua turma de amigos que te acompanha desde o colégio. Enquanto eu fui aumentando minha inquietação, você preferiu se manter seguro na sua zona de conforto. Nada disso que eu apontei aqui é uma crítica. Não me acho melhor que você por ter mudado ao longo desses anos, mas talvez essa seja a hora de eu devolver a pergunta que você me fez: “Por quê você ainda é a pessoa que eu conheci?”

Sei que o preço que eu tenho que pagar pelas minhas mudanças não é pequeno. Amadurecer dói, aprender a se botar em primeiro lugar e correr o risco de desagradar algumas pessoas, machuca. Arriscar-se frequentemente traz alguns arranhões e nem sempre é fácil lidar com as consequências inesperadas que acontecem depois de fazermos certas escolhas na vida. Como essa.

>>>>> Veja também: Você quer um relacionamento saudável com o outro? Pense em você primeiro <<<<<

A decisão de terminar nosso relacionamento aconteceu justamente depois de eu entender que eu não posso cobrar que você me acompanhe. Da mesma forma que não quero ser cobrada da minha mudança, não posso cobrar que você mude, que você seja outra pessoa. Se isso não parte genuinamente de você, não cabe a mim tentar te transformar. Eu estaria sendo injusta contigo, e muito egoísta.

Me dói pensar nisso, não tá sendo fácil tomar essa decisão. Sei que você é uma pessoa bacana, sei que você me fez feliz por muito tempo, sei que você ainda vai fazer alguém muito feliz e me machuca pensar que eu não serei essa pessoa. Por isso mesmo, com dor no coração eu pergunto: “por quê você ainda é o mesmo de quando eu te conheci?”.