24
mai
2016

#babynofuti: aceitando o pedido para ser madrinha!

#babynofuti, Lifestyle

Esse já é meu terceiro post no #babynofuti desde que o nosso pequeno nasceu. Isso significa que a Tia Jô está muito apaixonada e que não consegue não refletir sobre o que a cerca, até mesmo quando o tópico não a diz respeito direito ou direto.

Hoje vou falar de uma das coisas mais importantes que me aconteceu nos últimos tempos: o convite para ser madrinha do Arthur. Vou falar da minha percepção. Do meu ponto de vista de madrinha, que pegou o convite no susto, sem a mínima ideia do que estava por vir (ok, dada a altura do campeonato).

Como foi que essa história de “madrinha e afilhado” começou? Simples, da forma menos óbvia do planeta. Os pais simplesmente não me contaram nada sobre esse convite. Já havia passado mais de 4 meses desde o nascimento do Arthur e eu tinha certeza que já existia uma madrinha. Eu não sabia quem era, mas imaginava que seria alguém que eles julgariam ser boa na tarefa. Para ser educada e não colocar a Cá numa saia justa, eu não perguntei quem seria a madrinha. Só combinei que não perderia o batizado, afinal ela tinha dito que fazia questão da minha presença. Eu também fazia questão de estar junto de todos nesse dia.

Um belo dia, mais precisamente no dia 4 de maio, a Carla me disse que queria me mandar a foto mais fofa do Arthur.

Pausa para a fofura:

madrinha-do-arthurQue tipo de pessoa aguenta os 9 meses da gestação + 4 de vida do bebê sem contar isso pra amiga? A Carla, já que eu certamente não conseguiria. Eu vi essa foto e chorei, fiquei toda emocionada. Achei tão bonitinho e imprevisível. Claro que teve muito mais graça porque eu não fazia ideia.

A primeira coisa que eu fiz foi agradecer a confiança. Para mim essa tarefa é séria e muito especial. Acho que vocês não sabem, mas eu tenho os padrinhos mais presentes e incríveis que eu já vi na vida. Eles nunca foram marido e mulher, são de universos distintos e cada um faz o melhor que pode desde que eu sou muito pequena. Tenho dezenas de memórias de amorosidade, acolhimento, amizade, fé e confiança com meu dindo e minha dinda, que eu carinhosamente chamo assim mesmo tendo quase 30 anos de idade.

Minhas referências são as melhores nesse sentido, então é natural que eu leve tudo tão a sério, principalmente quando eu já amava esse pequeno garotinho. Agora, aos 5 meses, eu já posso dizer que o Arthur e a Carla me ajudam a desconstruir muitos mitos que cercam a maternidade. Ser madrinha é ter a oportunidade de aprender a ajudar em tantas atribuições que envolvem criar um ser humano em 2016.

Semana passada eu e a Carla fomos na igreja e fizemos o curso de pais e padrinhos. Desde então eu tenho pensado muito no que isso tudo significa pra mim.

madrinha

foto: Richard Romero

Nós, padrinhos e a família vamos levar a criança para seu batizado, seu dia de nascimento no universo cristão e vamos todos juntos a partir dai ensiná-lo a caminhar com fé. Não vejo necessidade de dogmas religiosos, mas vamos todos amá-lo e fazer o possível para que ele se transforme num ser humano muito especial, digno e capaz de mudar o mundo à sua volta.

Apresentar o Arthur para Cristo vai ser uma tarefa muito bonita para mim. Jesus tem muitos ensinamentos lindos para inspirar a humanidade e pretendo trazer isso pra minha relação com meu afilhado. Tenho em mente a ideia de evitar os dogmas de religião, mas incentivar tudo que alimente a sua fé, sua espiritualidade. Respeitando o universo dele e dos pais, é claro.

Prestando atenção no curso entendi que na teoria nossa missão é ajudar a criança a andar na fé, a compreender Jesus. Cuidar e apresentar o amor de Deus para nossos afilhados. Na prática, acho que dá para fazermos mais do que isso. 

Por mais que eu quisesse transformar o ato de ser madrinha ou padrinho numa fórmula de sucesso, me dou conta que isso é impossível. Então no meu coração a regra vai ser: fazer o melhor possível. Ajudar os pais e a criança da maneira mais amorosa que der. Independente da distância, afinal Rio – Nova Iorque não será a mesma coisa que uma ponte aérea para Congonhas.

Vou usar a tecnologia a meu favor para não perder nenhuma fase. Hoje eu já me encontro dando meu melhor. Já aprendi a colocar para arrotar, a dar a mamadeira, a brincar, a conversar, a coçar a gengiva e fazer rir. Aliás, ando boa nisso de fazer rir. Já dormi com eles, já levei pra passear e fiz as mais variadas coisas para evitar um choro. Dancei, fiquei descabelada, mordi os pés (que se transformou em um hábito irresistível, como vocês podem ver rs) e nos melhores momentos recebi abraços espontâneos, que junto aos barulhinhos de felicidade eu posso dizer que se tornaram os momentos mais plenos pra mim.

Diferente do que todo mundo disse, não fiquei louca pra ter filhos, não agora. A verdade é fiquei louca pra curtir cada dia e cada hora que terei com a Ca e com o Arthur até a hora da mudança. Nem sei como vou aguentar ficar tanto tempo no Ceará sabendo que ele está no Rio. Engraçado, nunca poderia pensar que consideraria isso.

Ser madrinha do Arthur tem me ensinado a importância e a responsabilidade que tem quem educa, mas também me mostra o quanto pode ser linda e gratificante essa tal de maternidade. Ver a Carla como mãe é um respiro aliviado no meu universo. Costumo ver tanta mãe neurótica que é um alivio ver alguém tão gente como a gente, que dá tanto espaço para que eu aprenda junto com ela essa caminhada.

Ela me deixa fazer tudo, acho isso divino. Posso não ser a madrinha mais presente fisicamente, mas com certeza sou uma das mais empenhadas em aproveitar todas as fases, aprendizados e risadas. Ser madrinha pode mudar a sua vida se você tiver disposição.

Espero poder fazer por ele tudo e mais um pouco do que meus padrinhos fizeram por mim. Quem sabe aconselhar durante as fases que a relação com os pais fica complicada,  ajudar os pais a cuidar em ocasiões que eles precisem, que eles não precisem também,  encarar cada data importante como uma oportunidade de estar junto, amar, cuidar, realizar sonhos e ajudar no que for possível.

Me emociona ver um ser tão pequenino aprender, e acredito que vai me emocionar sempre. 

Hoje acho que escolher a madrinha ou padrinho de um filho é uma grande responsabilidade, maior do que eu achava antes. Não quero ser madrinha de 10 crianças como aconteceu nos casamentos das minhas amigas, a tarefa é maior nesse caso. Quero fazer o melhor que puder nessa missão. É só isso que posso prometer para a Carla e o Bernardo.

Então, ao fim dessas quase mil e duzentas palavras, não tenho como entregar nenhuma “to do list” do que fazer como madrinha. Só tenho rezado para estar preparada para amar muito meu afilhado por toda minha vida, ajudando no que for possível. Com muito amor, valores e ética. 

Não tenho como compartilhar nada de sabedoria, só a intenção de não perder nada e a gratidão de poder viver esse sentimento totalmente novo pra mim.

O que vocês ponderariam para escolher padrinhos? O que vocês, madrinhas, têm para me aconselhar? Quais são as percepções que vocês têm sobre essa “tarefa”?

Quem sabe a Cá não se anima pra falar sobre isso aqui, hein? Eu acho que seria um ótimo post, dado que escolher padrinho e madrinha para um filho deve ser algo muito pensado.

Beijos

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24
mai
2016

Filmes da Sil: X-Men: Apocalipse

cinema, Lifestyle

É gente, essas semanas estão complicadas… Alguns filmes maravilhosos estrearam mas mal ficaram em cartaz! Ou entraram em UMA sala aqui em São Paulo… Até quero fazer uma enquete depois e saber se vocês querem dicas de filmes que saíram em Blu-Ray, Netflix ou nos canais de Tv a cabo também. Assim, na próxima semana que acontecer algo no gênero, a gente fala de algum filme bacana que por acaso também não teve sua oportunidade nos cinemas. O que acham? Mas agora vamos falar do que interessa, X-Men: Apocalipse.

xmenE chegamos ao terceiro grande filme de quadrinhos do ano: X-Men: Apocalipse! Talvez esses mutantes vocês conheçam um pouco mais, afinal eles eram um desenho famoso na década de 90 no Canal FOX, a responsável por trazê-los para a telona. Bem, se você não os viu na TV, aposto que a maioria sabe pelo menos quem é Hugh Jackman. Ele, que nem era dos mais conhecidos antes de seu papel como o Wolverine no primeiro filme da série, ganhou notoriedade por causa do personagem – e eu assumo que fui no segundo filme só para ver mais dele, risos! Essa nova fase dos X-Men traz James McAvoy e Michael Fassbender como os novos protagonistas – Professor Xavier e Magneto – e também colírio para os olhos. Só que um filme não é feito só de homens bonitos ou charmosos, certo?

Eu sempre tenho certeza de uma coisa em filmes de heróis: eles são feitos para serem divertidos e passar o tempo. Não adianta irmos ao cinema esperando um filme digno de Oscar, só iremos nos frustrar. Outra coisa é que X-Men foi o primeiro filme da era nova dos filmes de HQs em 2000 (lembram que eu expliquei sobre a Era de Ouro dos Quadrinhos? Esse seria o começo da Era de Ouro no Cinema). Hoje, mais de 16 anos depois, muito mudou – inclusive nós, que não somos mais o único público alvo desses filmes. Aliás, vamos combinar que nem mesmo todos os críticos têm a mesma idade e empolgação que tinham ao verem os primeiros filmes, especialmente os críticos estrangeiros que inspiram muito os nossos. Então é por isso que vemos uma enxurrada de críticas destruidoras e não entendemos bem o porquê. Ora, é difícil manter pessoas de 40 anos ainda empolgadas com os quadrinhos que idolatravam aos 15. E é por isso que eu sou do time que, tirando raríssimas exceções, acha que cinema pipoca é feito para divertir e ponto!

AH! Acho que é hora de combinarmos algo importante: quando escrevo aqui, me sinto super à vontade para falar o que eu penso e para conversar com vocês que estão lendo. Posso levantar aqui algumas predileções ou dizer alguns atores que não curto, mas estou falando como uma amiga, e às vezes vou gostar de um filme que outros não vão gostar e vice versa. Tudo na boa, na troca, na amizade, no respeito, certo? ; ) Ao mesmo tempo eu não vou chegar aqui dizendo que um filme é horrível porque eu odeio um diretor – algo que tem acontecido muito – um ator ou um roteirista, mas não vamos desvalorizar o filme porque não gostamos de alguém nele, certo? Vou tentar separar a história e o que é interessante do resto, combinado?

Voltando aos nossos queridos Mutantes, eles já tiveram uma longa saga, sendo 3 originais, 2 do Wolverine e 2 que são o início da história de Xavier e Magneto. A idéia de recomeçar voltando a história para o passado dos dois principais Mutantes foi uma excelente forma de transformar os X-Men em algo mais próximo da sua realidade. Os mutantes foram criados nos quadrinhos como adolescentes que sofriam perseguições por serem diferentes.

Além de ser um ótimo pano de fundo para histórias de ódio, racismo, intolerância e preconceito, os alunos do Professor Xavier precisam lidar com seus novos poderes e como agir diante desse novo mundo agora que não são mais crianças. E é isso que o novo filme, X-Men: Apocalipse tem de especial: ele finalmente trás para as telas o que fãs gostariam de ver: Jean Grey, Ciclope, Tempestade e Noturno – alguns dos mais antigos e mais fortes X-Men – descobrindo os seus poderes.

turmaAliás vamos combinar que o elenco feminino de Apocalipse mandou bem: Sophie Turner, atualmente mais conhecida como “Sansa Stark”, fez a primeira Jean Grey que eu gostei na minha vida. A Olivia Munn maravilhosa fazendo a tão falada Psylocke – eu saí do filme querendo voltar correndo para a Academia para ficar badass como ela. J.Law de Mística, mostrando que quando se é a pessoa que fez mais lucro para Hollywood ano passado você pode até ser você mesma. Para contextualizar, alguns fãs reclamaram que a personagem deveria aparecer pintada de azul o tempo todo – e portanto, “pelada” – e isso só não aconteceu pois a atriz era a Jennifer. Para terminar, a gatíssima Alexandra Shipp – a nova Tempestade – que encantou não só o vilão do filme (momento fofoca: dizem que ela estaria namorando o recém divorciado James McAvoy).

A Marvel, e em especial os X-Men, sempre foram conhecidos pelas personagens femininas fortes. Algumas mais fortes que os homens até, mas até agora não tivemos nenhuma representação real disso. Apocalipse começa a virar a mesa e mostrar que machismo não está com nada na hora de escolher seus Cavaleiros do Apocalipse. E nem o lado dos heróis deixou apenas a cargo dos homens a função de salvar o dia.

Lógico que eu ouvi algumas reclamações de “por que personagem X apareceu tão pouco?” ou “por que fizeram personagem Y?” mas honestamente eu não gasto nosso tempo entrando nesses pormenores. O filme é um filme grande, mas que conta muita história e para isso, às vezes, é preciso diminuir o tempo de tela de algumas pessoas. Além disso, ele é um novo começo de acordo com o próprio diretor Bryan Singer que esteve envolvido com todo o projeto X-Men desde 2000. De acordo com Singer, finalmente teremos uma turma, novos alunos, novos mutantes e novas possibilidades. Não sabemos se o trio Fassbender, McAvoy e JLaw estarão envolvidos no próximo filme – confesso que sentirei muita falta de Fassbender se ele estiver de fora – mas uma coisa não precisamos nos preocupar: Patrick Stewart brincou recentemente dizendo que finalmente ele e o mundo já estavam preparados para que ele assumisse o papel de Mística! Sim, o ex-Professor Xavier, ou Capitão Piccard, disse para Singer que se Jennifer não fizesse mais a Mística, ele não teria problemas de se vestir com a pele azul da personagem! Já imaginaram?

misticaBem, é o mundo da fantasia e um mundo onde as personagens principais são mutantes, portanto um mundo onde podemos quase tudo. E por onde duas horas das nossas vidas nossa função é torcer para que o bem vença o mal, afinal outra vantagem de filmes de heróis é que na maioria das vezes mocinhos e vilões são facilmente reconhecidos. Infelizmente do lado de cá da tela, as coisas estão cada vez mais complexas e bem X mal, preconceito, ódio, racismo e intolerância deixam de ser problemas apenas dos quadrinhos.

Confesso que eu fiquei um tempo pensando em uma fala do vilão Apocalipse sobre o fim do mundo e a construção de um mundo melhor sobre as cinzas daquele em que vivemos; mas até quando teremos que destruir esse mundo para começarmos a construir o nosso mundo melhor?

Beijos,

Sil

23
mai
2016

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

1 – Blake Lively e a bunda

Já rolou um post aqui no blog contando como Blake Lively é maravilhosa no instagram. A atriz vive usando essa mídia social para postar suas fotos com legendas espirituosas e mostrar que é da zuêra mesmo.

Nessa última temporada do Festival de Cannes, Blake foi uma das atrizes que mais chamou a atenção dos fotógrafos, das revistas e dos sites em geral. Todos os looks usados foram pensados para valorizar sua barriguinha de grávida, mas um deles em especial acabou valorizando um outro, digamos, ângulo.

blake-lively-booty-19may16Blake nem se fez de rogada, postou a foto de frente e de trás e a legenda foi uma parte da música Baby Got Back do Sir Mix-a-Lot, que fez sucesso nos anos 90. Por que deu o que falar isso tudo? Porque a parte da letra postada dizia: “Rostinho de L.A. com bunda de Oakland”, sendo que Oakland era uma cidade com população majoritariamente negra na época que a música foi lançada. Muita gente se ofendeu com o fato de uma mulher completamente dentro dos padrões estar usando o corpo de mulheres negras para fazer piada e assim criou-se a polêmica.

Como Blake não se manifestou sobre o assunto, a Page Six, famosa coluna de fofocas, achou o próprio Sir Mix-a-Lot para falar sobre o assunto. Segundo Anthony Ray, nome real do rapper, ele criou a música em uma época onde a magreza era exaltada de uma forma que quem não seguia o padrão não era bonita e quem tinha um corpo mais voluptuoso era chamada de gorda ou prostituta. Ele viu que o padrão das mulheres reais não era esse e quis criar uma música para encorajar essa aceitação (mas há controvérsias, afinal, se formos parar para analisar a letra, essa “”aceitação”” só acontece porque tem um homem dizendo que homens gostam de bundas grandes).

Anthony disse que achou que a legenda de Blake mostra que as normas mudaram e as pessoas dentro do padrão estão aceitando esse ideal de beleza. Será?

2 – Britney como nos velhos tempos

Ontem quando Britney Spears chegou no Billboard Music Awards com um body preto com transparências e uma “sandabota” (da Schutz, inclusive) acima dos joelhos, lançando sorrisos meio congelados (o que ela fez nessa boca, gente??) achamos cafona mas acabamos ignorando tal fato porque é Britney.

britney-spears-2016-billboard-music-awards-in-las-vegas-nv-1_thumbnailAlém do histórico de looks questionáveis em red carpets, vamos dizer que ela tem certa liberdade poética, sem contar que ela seria a grande homenageada da noite com o Millenium Awards, então a expectativa era grande apesar de ficarmos sempre com um medinho de não vermos a Britney de outrora no palco (nota da Cá: eu vi o show dela em Las Vegas e ela estava em um daqueles dias sem muita vontade de fazer nada, apesar de ter cantado todas as músicas, eu não curti o show porque não vi energia nenhuma da parte dela)

Não foi o que aconteceu. Foram 8 minutos de show com direito aos maiores hits, muito bate cabelo, aqueles looks de palco que só funcionam nela, muita sensualidade. Enfim, era a Britney!

tumblr_o7lwdtE9zd1uul194o1_540-1O sorriso congelado que vimos no tapete vermelho? Nem sinal dele, durante aqueles minutos Britney mostrou que It’s Britney, Bitch.

A Carla e a Joana de 15 anos ficaram muito felizes! Quem quiser ver o vídeo, o Papelpop postou!

3 – Misturados, caricatos e criticados

Já faz alguns meses que a C&A lançou uma coleção genderless, isso é, sem definição de gênero e que pode ser usada por homens ou mulheres. Na teoria – e nos comerciais – tudo parece lindo, mas muita gente que foi conferir a coleção nas lojas alertou para alguns problemas, como por exemplo, as roupas continuaram separadas por feminino e masculino, alguns atendentes olharam de forma estranha para homens que resolveram experimentar as peças mais femininas e a modelagem de certas peças que não funcionavam muito bem nos diferentes tipos de corpos.

Mesmo assim, a C&A continua apostando nessa área sem gênero, tanto que o comercial de Dia dos Namorados que já está sendo veiculado chama-se Dia dos Misturados. A campanha deu o que falar mas nem tudo foi positivo.

Para começar, a cantora gospel Ana Paula Valadão usou seu Facebook para tentar promover um boicote à marca pois era um absurdo incentivar homens a vestirem roupas de mulheres e vice versa.

Apesar de odiarmos o discurso intolerante e acharmos que ninguém tem nada a ver com o que as outras pessoas querem vestir, achamos que o principal problema do comercial são alguns problemas em relação ao conceito genderless como, por exemplo, uma cena em que aparece um casal que troca de roupa incluindo os sapatos. Ele aparece com um scarpin, enquanto ela está com um sapato masculino alguns números maior. O estilo boyfriend, com roupas que têm carinha de que foram roubadas do armário do respectivo, existe e até está incluso nesse conceito agênero, mas isso não quer dizer que a menina precisa pegar o sapato do namorado para sair de casa com o pé sambando dentro de um calçado. Já existe no mercado inúmeros mocassins e oxfords – inclusive as alpargatas, mais sem gênero impossível! – com uma pegada masculina e na numeração certa. #fikdik

Logo depois começaram a surgir alguns outros questionamentos interessantes e mais profundos sobre o comercial, tais como: Por que tantas pessoas ruivas? Por que só casais hetero trocando de roupas? Por que tantos casais com o mesmo tipo físico?  O Modices fez um texto bem legal explicando melhor esses erros de conceito e como a C&A não teve êxito em passar a mensagem de quebra de preconceitos e estereótipos.

No fim, achamos que a intenção foi ótima mas errou no excesso de caricatura e na confusão sobre o que realmente é ser genderless (e olha que vários looks ficaram legais tanto nos homens quanto nas mulheres). Vocês curtiram o comercial?

 

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