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0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.04.2017

África do Sul: Informações Gerais

Conhecer a África estava nos meus planos há muito tempo. Desde criancinha eu tinha o sonho de fazer um safári e ver os animais soltos em seus habitats naturais, com o mínimo de interferência do homem. Eu sei que muitos países na África oferecem esse tipo de experiência, mas como tudo que nos é desconhecido, eu tinha um pouco de pé atrás de ir para um país sem estrutura e passar algum tipo de perrengue.

Por isso, como ponto de partida para desbravar o último dos 5 continentes em que eu ainda não tinha colocado os pés, escolhi a África do Sul e as Ilhas Maurício (contei tudo aqui), num roteiro que gosto de chamar de África para iniciantes. Acredito que ambos estão entre os que oferecem melhor infraestrutura para receber turistas e maior facilidade para chegar desde o Brasil. E já adianto que foi uma escolha muito acertada!

Como Chegar

Chegar até a África do Sul desde o Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo para Joanesburgo das companhias South African Airways e TAM, além de vôos com escalas de outras companhias africanas como TAAG. Temos visto muitas promoções de passagem nessa rota atualmente, sendo possível comprar a passagem do Brasil até Joanesburgo por R$ 1.500 – R$ 2.000, um excelente valor!

Nós fomos de South African e voltamos de TAM (compramos as passagens com milhas LATAM), em vôos super tranquilos com duração média de 9 horas de/para São Paulo (depois mais 1h de/para o Rio).

 

Quando ir

Por estar no hemisfério sul, a África do Sul tem estações que regulam com as do Brasil: verão de dezembro a fevereiro e inverno de junho a agosto. A escolha da melhor época, entretanto, vai depender do que você quiser incluir no seu roteiro, uma vez que cada região tem o seu próprio regime de chuvas.

As regiões de safári na porção leste do país, próximas ao Kruger National Park (a maior e mais famosa reserva pública da África do Sul) têm verões chuvosos e invernos secos. Isso é especialmente importante porque quando chove a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos: eles conseguem se esconder na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente. Por isso, a melhor época para aumentar a chance de ver todos os bichos é o inverno, quando não existe abundância de água e de sombra, o que os obriga a fazer o grande esforço de se movimentar pelas reservas.

Mas isso quer dizer que não verei os animais se eu for no verão, por exemplo? Claro que não. Os animais ficam sim preguiçosos no verão, o que pode dar mais trabalho para procurá-los por entre os arbustos, mas eles continuam lá nos mesmos lugares e podem sim ser vistos.

Uma dica que eu dou é: reserve mais tempo para o safári se você for no verão. Dessa forma, você aumenta a chance de ver os “Big 5”, que são os animais mais cobiçados dos safáris (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte).

Em relação à Cape Town e arredores (a oeste do país), o clima é exatamente o oposto: os verões são secos e os invernos são chuvosos. Pense em Cape Town como o Rio de Janeiro, uma cidade com um relevo fantástico, praias e várias atrações a céu aberto. Você não vai querer pegar chuva quando for pra lá certo? Foi exatamente isso que pensei antes de bater o martelo: decidimos ir no carnaval, priorizando o clima ideal na região Cape Town, e acertamos em cheio! Conseguimos aproveitar o máximo toda a viagem, exceto na Panorama Route, onde demos um super azar com tempo (mas faz parte).

Como montar um roteiro?

Quando decidimos ir para a África do Sul, não tínhamos idéia que montar um roteiro seria tão desafiador. Nós tínhamos no total 2 semanas (além de 1 semana que iríamos ficar em Mauritius) e não foi nada fácil decidir o que fazer, uma vez que o país tem muitas atrações interessantes e super visitadas por turistas.

Começamos decidindo o que não podia ficar de fora de jeito nenhum: safári, Cape Town e vinícolas. Depois, começamos a procurar sobre os hotéis e regiões para fazer o safári e aí a coisa complicou mais ainda.

Existe uma infinidade de opções tanto de regiões quanto de lodges que te permitem ter a experiência de safári (quem me conhece sabe que eu travo quando tenho muitas opções de escolha), com preços muito variados. Como escolher então?

Foi numa dessas que, conversando com uma amiga que tinha voltado recentemente da África do Sul, acabei pegando o contato da Rhino Africa, uma agência de viagens local que tem consultores brasileiros também. Fui atendida pela Camila (santa Camila!), que me ajudou com todas as minhas dúvidas (que não eram poucas) e também com minhas reservas.

Normalmente, eu reservo tudo por conta própria. Na África do Sul, entretanto, achei que o atendimento personalizado da Camila, sempre disponível via Whatsapp, foi fundamental para fazer com que nosso roteiro ficasse redondinho, do jeito que nós queríamos. E o melhor: o preço dela era sempre um pouco melhor do que a reserva direta com os hotéis (no caso do safári era MUITO melhor).

Indico de olhos fechados, e não foi jaba do blog não, paguei tudinho! 

Camila Del’Amico  | +27 61 4410006 | camila@rhinoafrica.com

Nosso roteiro final foi o seguinte: 2 noites próximo à Panorama Route, 4 noites no Chitwa Chitwa (lodge que escolhemos para fazer o safári), 5 noites em Cape Town e 4 noites em Stellenbosch.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, a exemplo de Joanesburgo e a Garden Route, uma rota de 300km que atravessa o país e normalmente é feita de carro, passando por várias cidadezinhas fofas.

Achei o roteiro fantástico! Conseguimos aproveitar muito de todos os lugares que conhecemos, que são muito diversificados entre si (pareciam várias viagens em uma só, sabe?). Nós gostamos tanto da África do Sul que a única certeza que temos é que voltaremos para lá para conhecer o que ficou de fora.

 

Como se locomover?

Para os vôos internos, usamos a Air Link , uma companhia local da South African Airways que oferece trechos por todo o país. Esses vôos foram bem carinhos: compramos dois trechos internos que nos custaram uns R$ 1 mil por pessoa no total. Assim, sugiro planejar bem o roteiro para reduzir ao máximo a necessidade de utilização de avião dentro da África do Sul.

Já para a movimentação em solo, nós alugamos um carro na região de safári e outro na região de Cape Town e vinícolas.

ALERTA DE MÃO INGLESA:

Como é de se esperar de uma ex-colônia inglesa, na África do Sul se dirige “do lado errado”, o que já dá um frio na barriga dos brasileiros. Para facilitar nossa vida, alugamos carros automáticos e achei que foi uma ótima escolha (ter que passar a marcha com a mão esquerda é muito esquisito para quem não está acostumado).

As ruas e estradas são muito bem cuidadas (exceto no caminho para o safári, onde pegamos muita estrada de terra esburacada), não pagamos nenhum pedágio e no geral foi super tranquilo de estacionar, além de nos dar a liberdade de ir pra qualquer lugar a qualquer hora.

 

Em Cape Town, o carro vale a pena para quem for fazer passeios mais distantes como o Cabo da Boa Esperança e vinícolas (Stellenbosch e Franschhoek). Além do carro, usamos bastante o Uber para sair à noite e para visitar pontos turísticos super concorridos tipo a Table Mountain. É o mesmo aplicativo que já usamos no Brasil e o preço é bem razoável, vale muito a pena.


Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência em cada um dos lugares que conhecemos na África do Sul.

Aguardem, vai valer a pena! ;)

1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 27.04.2017

Você entra em crise na TPM?

Durante minha adolescência a TPM não era algo que eu notava. Sentia uma cólica mas a vida naquela fase já era toda tão dramática que não havia um divisor claro de águas pra mim, era só mais um dia no drama de ser adolescente. 

Aos 19 eu comecei a tomar pílula e assim eu segui por praticamente 10 anos, até que por motivos já explicados nos posts do “Novário”, eu me tornei uma dessas pessoas que tem real pavor de anticoncepcional.

Com os hormônios, eu sentia sempre uma vontade de comer tudo que tinha pela frente no dia de menstruar, era desejo por carboidrato e doce de uma maneira geral, mas meu corpo era tão alterado que eu não tinha muita consciência das mudanças dele. Tudo vivia mascarado e por isso eu não conhecia as reais fases que eu passava. Se eu me desestabilizava emocionalmente eu nem notava. Hoje tudo é muito diferente e eu acho curioso como existem coisas que antes dos últimos dois anos passavam desapercebidas.

Nesse domingo eu estava me sentindo mais ou menos estranha, não estava entendendo. Com o tanto de feriados que tem tido por aqui, eu confesso que estava perdida no meu calendário e não me atentei para o óbvio: eu iria menstruar. 

Ilustração: Harriet Lee Merrion

Eu notei que tinha algo errado porque do nada parecia que eu só estava vendo defeitos em mim e estava muito incomodada comigo. Logo depois, quando comecei a conversar com uma amiga, comecei a chorar. Pronto, nessa hora caiu a ficha: eu estava de TPM, fui no calendário e batata! Mesmo o assunto sendo importante, aquela não seria a minha reação cotidiana. Eu me conheço e sei que não seria. Eu estava emocionalmente à flor da pele.

Me lembrei do Bruno, um rapaz inteligente que me deu aula particular de biologia durante o colégio. Ele cursava medicina na época e uma vez me explicou os motivos pelos quais a Tensão Pré Menstrual era mesmo uma confusão hormonal muito mais complicada do parecia. Esse mês isso fez mais sentido do que nunca.

Eu olhava para o espelho e a barriga, o braço e a bochecha pareciam maiores que os outros dias. Era a pele que estava doendo, incomodando e estourou mais que o habitual. Era uma sensação chata de que eu estava menos feliz, menos interessante e menos bonita, quando na verdade eu me sinto diferente disso em boa parte do tempo, como vocês bem sabem.

Tive extrema dificuldade de lidar comigo, com o que sentia, com minha imagem e meu corpo. Eu, que sempre tentei me enxergar com tanta clareza depois de ter começado a tratar os transtornos alimentares, me vi completamente fragilizada emocionalmente (não racionalmente). Eu genuinamente me enxergo de uma maneira bem mais amorosa e acolhedora atualmente, abraço o que há de melhor em mim e por isso, tudo que estava passando pela minha cabeça soava muito estranho. Definitivamente domingo foi um dia difícil, atípico.

Meu sobrepeso foi um problema maior, minha acne um fardo mais pesado e meu tratamento já não parecia uma escolha tão boa quanto nos outros dias. Eu não amo minha bochecha mais cheinha ou meu braço mais gordinho mas nunca foco nisso, sempre procuro o que tem de melhor em mim no momento. Sempre olho com amor para minha cintura, minhas pernas bonitas ou pra proporção do peito no conjunto geral, coisas que eu gosto em mim. Adoro me sentir gostosa, sempre olho pro que faz com que isso seja verdade. No domingo minha técnica de procurar o melhor não funcionou tão bem, tudo parecia muito incômodo, fora e dentro. 

Eu não sei vocês, mas nesse momento bateu um lapso de consciência de que a TPM pode mesmo desequilibrar um circuito equilibrado.

Foi aí que me deu uma vontade ENORME de perguntar pra vocês se ALGUÉM MAIS passa por isso! Se alguém mais tem dificuldade de manter a autoestima, a auto imagem ou a auto análise nos níveis habituais durante a TPM. Bateu um desejo enorme de saber se essa hiper sensibilidade também acontece com outras pessoas durante um ou dois dias do mês. 

Num primeiro momento fiquei me sentindo meio doida. Depois pensei: ué, por que você se sente doida, Joana? São seus hormônios, eles vão oscilar sempre nesse dia e por enquanto a melhor coisa que você pode fazer é aprender a lidar com isso. Fiquei com vontade de tentar manter a calma, deixar a dor sair, chorar o quanto quisesse…  Porque no dia seguinte tudo iria acordar melhor e foi exatamente isso que aconteceu. Acho que só buscando viver em paz comigo, conectada com meu corpo, eu pude perceber o quanto essa mudança de hormônios pode ser pesada para algumas mulheres.

Quando percebi o que estava acontecendo procurei trazer pra consciência que em parte tudo aquilo estava super dimensionado emocionalmente e que eu deveria analisar tudo em outro momento. Como meu racional se mantinha intacto, optei por tentar acalmar meu emocional, respeitando as sensações e não as silenciando. Como tento fazer quando estou tendo apenas um dia ruim, ou mais vulnerável. 

Na manhã seguinte eu me senti muito mais conectada comigo, meu racional e emocional pareciam alinhados novamente e minha percepção da imagem já estava voltando a sensação cotidiana de conforto. A insegurança e a fragilidade excessivas pareceram ter me deixado. Me senti aliviada, ao mesmo tempo mais consciente do quanto pode ser difícil manter a plena consciência em dias complicados, independente do motivo.

Acredito que a TPM não muda a qualidade de trabalho de nenhuma mulher, inclusive odeio o termo “trabalha que nem homem” porque no meu mundo as mulheres que conheço trabalham mais duro que muito homem e alcançam resultados incríveis. Muito do trabalho fica no campo da ação e da racionalidade, essa tensão me atingiu mais no campo do sentir, da emoção. No fim, eu tomaria uma decisão de trabalho baseada na minha razão, mas não sei se decidiria algo pessoal inspirada na minha emoção durante essa sensação estranha que vivi no dia que antecedeu essa menstruação.

Menstruar faz parte da essência do feminino e pra mim tem sido interessante aprender mais sobre isso, me tornando mais consciente das mudanças do meu corpo e dos meus hormônios. Parece que aos pouquinhos estou entendendo melhor o que ele me diz e o que ele demanda de mim, isso me deixa bastante otimista mesmo que não seja tão fácil lidar com tudo isso em meio a vida moderna.

Enfim, vocês passam por isso? Alguém aqui também se sente desconfortável durante a TPM? Um, dois ou três dias por mês são muito tempo se somarmos toda nossa vida, assim sendo achei importante falar sobre isso aqui. Quero aprender a lidar com meus hormônios sempre da maneira mais confortável, acolhedora e leve que eu conseguir.

2 em Bolsas/ Moda/ Sapatos no dia 27.04.2017

Ju Ali & Capodarte para o Dia das Mães

Faz tempo que não faço um tipo de post desse tipo, em que mostro a coleção de uma marca, mas a verdade é que quando ficamos sabendo que a Ju estava assinando – e ilustrando – uma coleção de Dia das Mães para a Capodarte, a gente (sim, to falando pela Jo também) ficou tão feliz que parecia que era projeto nosso.

Caso vocês não saibam, a Ju – que além de amiga, colabora com o Futi com posts sucintos sobre assuntos muito relevantes – é uma artista de mão cheia e há alguns anos ela faz um trabalho bem bacana de customização de bolsas. Quando conhecemos ela, na época em que todas éramos do Fhits, conhecemos também seu trabalho, que ela divide no instagram pela #jucustomiza.

Naquele período a vida de blogueira da Ju era mais movimentada que a de artista plástica, mas de uns tempos pra cá, ela resolveu focar na sua arte e tem feito trabalhos cada vez mais primorosos. Eu, que sou uma apaixonada por ilustração, acompanhei toda a sua evolução e, acho que por causa disso, quando fiquei sabendo que uma marca de acessórios super bacana chamou ela para assinar uma coleção com uma ilustração exclusiva dela, eu vibrei tanto. Porque é merecido pra caramba e porque ela é super talentosa. E porque é muito bom ver alguém que você gosta fazendo um trabalho que ama e sendo reconhecida por isso. Então, como não prestigiar a amiga – e colunista? Olha só a rosa que ela fez e que está estampando slip ons, sandálias, sapatilhas e bolsas?

Quem for de São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre, ela estará em algumas lojas Capodarte durante o mês de Maio personalizando bolsas da marca (que podem ser presentes para mães ou para vocês também, claro!).

O evento nas lojas será mais ou menos isso, ó:

Quem não conhece o trabalho da Ju de customização de bolsas, vou aproveitar para mostrar algumas das bolsas que eu mais amo. Quem sabe não vai dando ideias? Só de curiosidade (e a Ju ficar sabendo também, porque eu nunca falei pra ela hahaha), eu tenho uma pastinha no computador que eu separo todos os trabalhos dela que eu mais gosto só para ver se eu me decido.

Sim, porque desde 2013 eu falo para a Ju que eu quero uma bolsa minha customizada por ela, sempre recebo uma resposta empolgada do tipo “agora, Carlinha! Claro! Vamos!” e eu ainda não fiz nada simplesmente porque fico muito indecisa.

Será que eu faço estilo Banksy?

Ou algo mais pop art?

Definitivamente pop art

Pera, será que ilustro com pontos turísticos da minha cidade preferida (tentada a botar o cristo redentor por motivos de saudades)?

Ou pinto o Jack?

Hmmm, posso fazer uma oncinha estilizada, né?

Ou quem sabe ter intervenção só em uma parte da bolsa??

Ahhh, não, vou querer estilo old school com certeza! :) Entenderam a minha dificuldade?

Quem quiser ver mais trabalhos da Ju é só começar a segui-la no insta @julianaali ou então procurar pela #jucustomiza!

Vai dizer, tinha como eu não prestigiar essa pessoa super talentosa?