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1 em Brasil/ Trip tips/ Viagem no dia 19.01.2017

Conhecendo o Pantanal Sul Matogrossense

Eu sou uma pessoa que durante muito tempo tive um certo preconceito de viajar pelo Brasil. Isso porque acho tudo caro, overrated, muvucado, mal cuidado. Normalmente, viajar pra fora do Brasil, se planejado com uma boa antecedência, acaba saindo mais em conta do que explorar o nosso país, o que é meio triste.

No ano passado, queria fazer algo diferente no meu aniversário, que todos os anos acontece em maio rsrsrs. Estava atrás de um destino que fosse perto o suficiente para que eu pudesse passar no máximo uma semana e que tivesse uma vibe aventura, já que minha viagem anterior tinha sido para a Tailândia e focada em praia (essa eu prometo que conto depois pra vocês).

Procurei, procurei e acabei descobrindo que a melhor época para visitar Bonito e o Pantanal sul matogrossense era justamente do fim de abril a meados de setembro, quando chove menos. Demos o braço a torcer e decidimos então por passar 2 noites numa fazenda no Pantanal e 5 noites em Bonito, o que vou contar no próximo post.

Escolher uma fazenda não foi uma tarefa fácil. As agências de Bonito que vendiam os passeios só tinham parceria com uma fazenda chamada São Francisco, que justamente por isso me pareceu ser muito cheia. Muitas pessoas saem de Bonito e passam o dia (num day use) nessa fazenda, o que definitivamente não era o que eu estava procurando.

Procurei bastante na internet mas também achei pouquíssimas referências. Depois de fuçar muito, descobri que a Fazenda Baía Grande ficava na região que eu queria (próximo a Miranda, MS) e que fazia parte do programa “Experiência” do Itaú Personnalité. Pra quem não conhece, esse é um programa para clientes do Itaú que oferece descontos em hotéis cadastrados. 

Não achei quase nada falando bem da Fazenda, mas também não achei nada que falasse mal, então resolvemos ir pra lá mesmo. E foi uma ótima escolha!

A Fazenda Baía Grande trabalha com esquema de pensão completa, ou seja, café da manhã, almoço e jantar estão inclusos (bebidas à parte).

Além disso, também está incluso no valor da diária os seguintes passeios: cavalgada, passeio de barco na baía com pescaria de piranhas, safári fotográfico, focagem noturna de jacarés e trilha na mata. Os passeios são realizados dentro mesmo da propriedade, que é enorme e que, como o próprio nome já diz, tem uma baía bem grande.

O clima lá é bem tranquilo e os dias se resumem basicamente a comer, dormir e ver bichos. Quer vida melhor?  

O dono da Baía Grande nos disse que mais de 90% dos seus hóspedes são gringos, o que eu achei bem curioso. Acho que o brasileiro está começando a descobrir o Pantanal só agora. Provavelmente foi por isso que eu tive tanta dificuldade em encontrar dicas e recomendações online. Realmente, só eu e meu marido éramos brasileiros, os demais hóspedes eram todos estrangeiros (europeus, principalmente).

 

 

Safári fotográfico

O safári é feito num tratorzinho que vai puxando uma caçamba com uns banquinhos. No primeiro dia, o guia Adriano nos levou para uma parte da propriedade num dia, onde pudemos ver vários jacarés. O mais engraçado é que o guia chamava os jacarés pelo nome (Juninho, Negão, entre outros), e super conversava com eles, tipo melhores amigos! Ele mora na fazenda há muito anos e sempre trabalhou ali, conhece toda a propriedade como a palma da mão, inclusive todos os jacarés que moram nos lagos.

Vimos uma capivara, um carcará, vários pássaros e também um tamanduá bandeira enorme (mas esse não tinha nome)! 

 

 

No dia seguinte, fizemos novamente o safari mas para uma parte diferente da fazenda. Fomos ver o Tuiuiu, que é a ave símbolo do Pantanal. De novo, o Adriano sabia onde tinha um ninho e nos levou direto lá. No meio do caminho encontramos uma família gigantesca de capivaras tomando um banho de sol. Pudemos chegar bem pertinho delas, foi muito bacana.

 

 

Cavalgada

O passeio de cavalo aconteceu no segundo dia pela manhã. Infelizmente o tempo não estava muito bom, o que prejudicou um pouco a experiência, mas ainda assim conseguimos aproveitar. A Fazenda tem muitas cabeças de gado e o Adriano nos levou para andar bem no meio delas. Me senti total na novela O Rei do Gado! Muito legal.

Demos uma boa volta de cavalo antes de voltar a sede para o almoço.

E sim, todos os cavalos tinham nome! A minha égua se chamava Pocotó! Gente, eguinha Pocotó? Rsrsrs!

 

 

Focagem noturna de jacarés

O guia nos pegou com uma pickup e nos levou ao lago da Fazenda. Quando chegamos lá, eles ligaram uma lanterna gigante e cada um pode ficar apontando pro lago, tentando achar os bichos que estavam escondidos.

Encontramos muitos jacarés (os olhinhos deles brilham quando a luz reflete) e um grupo enorme de capivaras! Muito legal!

Focagem de capivaras

 

Passeio de barco e pesca de piranhas

Antes de irmos embora, no último dia, resolvemos aproveitar o sol e fazer o passeio de barco na baía que dá o nome à Fazenda. Novamente nosso guia Adriano nos pegou e nos levou de caminhãozinho até a baía, onde pegamos uma balsinha. Depois, ele nos ensinou a colocar a isca e a pescar as piranhas. No início, achei bem difícil e nenhum peixe pegava minha isca.

Depois minha sorte mudou e eu consegui pescar várias!

 

De tempos em tempos vinha um jacaré intrometido pra perto da gente e tínhamos que mudar de lugar na baía (se não ele comia todas as piranhas e não sobrava nada pra gente pescar!). Achei bem divertido!

 

Quando estávamos indo embora ainda demos a sorte de ver um tatu bola correndo! Ficou faltando mesmo ver a onça, mas infelizmente não foi dessa vez.

Adorei a estadia na Fazenda e conhecer um pouco do Pantanal. Achei que 2 noites foram o suficiente para aproveitar os passeios e a preguicinha que é aquele lugar.

Depois de descansar muito, fomos nos aventurar em Bonito! Volto depois pra contar!

7 em Comportamento/ Destaque/ Reflexões no dia 18.01.2017

Sucesso x Fracasso: o perigo da comparação!

Uma das principais armadilhas do nosso ego é a comparação. Seja no quesito corpo, amor, beleza, amizade, profissional ou em qualquer aspecto da nossa vida. Toda mulher foi educada a se comparar, a se adequar e por isso esse assunto que deveria ser tão simples, se torna tão complexo. Volta e meia a gente pisca e nosso foco mudou de lugar, deixou de estar no nosso próprio jardim e pulou para a grama do vizinho. Quando a gente foca mais energia no outro do que na gente, um sinal amarelo tem que acender na hora. Fazer algo novo e diferente é mesmo mais trabalhoso e é muito mais fácil perder tempo invejando, criticando ou reclamando.

Ah, mas isso só acontece com gente malvada, invejosa e infeliz? Claro que não. A inveja é algo inerente do ser humano e quanto mais você reconhece a sua, mais você compreende o seu lado sombrio e transforma isso em algo que não te prejudica, então ela para de ter controle sobre você.

As pessoas amam dizer que a inveja do outro vai ferrar a nossa vida. Pode até mandar uma energia ruim, a gente pode até absorver quando o corpo não está fechado pra isso, mas o maior prejudicado pelo fator comparação é sempre quem compara e não quem é comparado.

Eu acho fácil ver isso na carreira, mas vezes na família ainda me pego com um ímpeto de me comparar com meu irmão. Quando me dou conta que isso só vai prejudicar a mim mesma me lembro que essa é uma armadilha muito perigosa do ego e não quero cair nela.

No início de 2016 eu andava meio perdida, sem entender para onde ir e os exercícios do coaching me levaram a olhar para o meu jardim. Parar de pensar no mercado, parar de pensar na concorrência, parar de pensar no que as pessoas me falavam e colocar toda a energia em mim, no que eu tinha feito aqui, no futi e fora dele.

Esse processo reverberou em tudo. Eu comecei a entender que funciono brilhantemente melhor quando não estou me comparando a ninguém. Seja com o cliente de look que perco para a menina que é magra, seja com a viagem que eu não fui chamada, no convite que não recebi ou no publieditorial que não fechei. Para que vou gastar tanta energia focando no que não rolou quando pode ter algo mágico acontecendo bem na minha frente?

A verdade é que para isso acontecer precisei fazer algumas mudanças de comportamento, precisei sair de um antigo padrão onde certas coisas eram normais. Quebrei conceitos antigos na minha terapeuta, mudei de hábitos e enalteci o que gosto de ver. Em todos os âmbitos da minha vida existiam aquelas pessoas que só sabiam reclamar dos outros, mas fazer algo novo e diferente? Isso não. Comecei a ver que em todas as esferas, do amor à amizade, o pessimismo só chamava negativismo. Eu precisava sair daquela vibração e plantar algo novo, mais otimista. Aquela espiral estava acabando comigo.

Quando me dei conta, eu tinha um jardim todo zoado pra replantar. Durante o coaching eu limpei todo ele, tirei as ervas daninhas e tudo que podia atrapalhar. Não tinha mais muito a perder então pensei que tinha que ser tudo diferente. No quesito profissional eu e Carla nos propusemos tentar algo novo, na minha vida pessoal idem, queria toda uma nova postura. Algo que fosse menos persona e mais essência. Sem medo de julgamento, sem buscar a unanimidade.

Assim sendo, tratamos o solo, escolhemos sementes lindas nas quais acreditávamos muito e plantamos. Regamos, cuidamos e por fim, começamos a colher os novos frutos. Ainda estamos no primeiro momento da primeira colheita, mas sem dúvida nenhuma entendemos que tirar o foco dos outros jardins que existem pelo Brasil fez toda diferença. O sentimento de inadequação foi dando espaço para um sentimento gostoso de estar fazendo a coisa certa, com muita verdade.

Falando por jardim do vizinho a gente pode abranger tudo, da promoção da sua colega de trabalho até o corpo da menina da recepção que te faz morrer de inveja. Quanto mais comparação, mas chance de sentir inadequação. A sua amiga de colégio não vai viajar menos porque você se incomoda, aquele casal fofo não vai terminar porque você manda umas indiretas, não adianta torcer pra sua chefe se ferrar, isso não vai te levar pra cima. Para obter o que você sonha de nada adianta se comparar e torcer contra a outra pessoa.

Foi nesse processo que eu aprendi que o meu SUCESSO não é o seu FRACASSO. O seu FRACASSO não é o meu SUCESSO.

Você pode estudar o comportamento do mercado para entender o que vai crescer melhor no solo único do seu jardim, mas só regando seu trabalho, seu corpo e seus sonhos que você vai colher o que deseja. Falar do jardim do outro não vai te trazer nada de bom, apenas te colocar vibrando numa frequência controversa.

Seu sucesso pode conviver com o sucesso da outra pessoa. Há espaço sob o sol pra todo mundo que trabalha bem feito, basta escolher o lugar certo para curtir a brisa. O seu fracasso também pode coexistir com o fracasso da outra pessoa. E serão apenas dois tristes fracassos. Parece simples e lógico, mas nem sempre é prático, as vezes a gente pisca e volta a fazer do jeito antigo! Por isso é importante lembrar.

Isso se aplica a homens e mulheres, mas como nós mulheres fomos educadas a competir e a procurar defeitos em outras mulheres, acho ainda mais pertinente falarmos sobre isso!

Não vamos sair por aí diminuindo outras mulheres só pra nos sentirmos seguras. Se sentir segura só depende de nós mesmas. Chamar outra mulher de gorda, desleixada ou questionar o trabalho dela não vai fazer de você uma mulher mais magra, arrumada ou competente.

Mudar de padrão de comportamento da noite para o dia não é fácil, mas proponho um ganho de consciência, porque ai isso vai acontecendo de forma gradual e consistente. Acredito que todas juntas podemos elevar a vibração do mundo, somando e crescendo juntas, elogiando e trabalhando com o coração.

Ah, sim, mesmo com toda essa tentativa de expansão de consciência aparecem situações tentadoras para eu perder o foco, mas to dando meu melhor para não cair nas armadilhas.

Beijos

No último live do grupo “um papo sobre autoestima” me sugeriram esse tema para o próximo. Dia 23 de janeiro as 21 horas eu vou falar sobre esse assunto para quem estiver online no nosso espaço facebook. Se esse assunto te interessa, coloca na agenda e vamos trocar figurinha por lá.