26
set
2016

#futiconvida: E o que ficou pra mim desse tal espírito olímpico? 

Convidados, Lifestyle

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As Olimpíadas passaram, mas a sensação boa ficou. Por isso resolvemos aproveitar essa semana que estamos tirando uma folguinha juntas, para postar esse texto super legal que nossa leitora Carina nos mandou sobre o espírito olímpico!

Na Rio 2016, o Maracanã foi palco do acender e apagar das luzes de uma festa inesquecível, cheia de esperança e empatia. A abertura era o momento de mostrar ao mundo o que a nossa indústria cultural tem de melhor. Por lá apareceram grandes e já conhecidos nomes da MPB, como Gil e Caetano. Porém, o mais marcante foi a presença de jovens cantoras com letras carregadas de mensagens de representatividade. 

Ao som de “Rap da Felicidade” vimos Ludmilla e Lellezinha, nascidas em regiões periféricas do Rio de Janeiro, tomarem seu merecido lugar de prestígio nos palcos do estádio. Karol Conka e Mc Soffia se uniram para denunciar o machismo e a misoginia. E não foi só isso. A edição contou com o maior número de atletas “fora do armário” que se tenha notícia. Além disso, cinco dos ciclistas que puxavam as delegações dos países eram transexuais, incluindo a modelo brasileira Lea T.

Nas Paralimpíadas dois importantes recordes foram batidos, desta vez fora das quadras. Antes mesmo de começar a competição, os cariocas foram tomados por um sentimento nostálgico de “depressão pós-Jogos”. Porém, a tristeza deu lugar a inúmeras campanhas nas redes sociais que resultaram em uma venda inesperada de ingressos, 133 mil em um dia só. Quando os atletas entraram em jogo, não foi diferente. No primeiro final de semana, o Parque Olímpico registrou o maior número de visitantes desde quando foi aberto ao público. 

Ninguém sabia direito o que esperar dos jogos. Mas a cada 4 anos, o evento se renova. Por um momento, paramos para pensar na dor dos atletas paralímpicos. Uma dor, que além de física é emocional, causada por uma sociedade doente que faz bullying e rejeita. Hoje, torcemos orgulhosos por essas mesmas pessoas. Mesmo vivendo em um mundo predominantemente machista e homofóbico, apoiamos os atletas LGBT independente de sua orientação. Dançamos junto com as meninas da favela sem nos importar de onde elas vieram.

A festa acabou, mas o sentimento continua. Todos os dias devemos praticar este exercício de olhar mais para dentro e reconhecer talentos dentro do nosso próprio povo. Muito se fala no “legado das Olimpíadas”, talvez essa seja a contribuição que o evento tem a nos deixar. Por mais que existam divergências em relação à sua realização, devemos pontuar as vitórias da torcida. Aprendemos a torcer e aprendemos a respeitar. E espero que esse aprendizado nos torne melhores e no futuro nos permita criar crianças ainda mais tolerantes e acolhedoras.

Vamos seguir em frente com nostalgia, sem esquecer o verdadeiro legado dessa experiência tão transformadora.

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23
set
2016

Brincando de poesia, brincando de textos curtos!

textos curtos

Tenho escrito coisas curtas, coisas essas sem nome aparente. Primeiro pensei em não postar, depois pensei melhor e achei que tudo bem. Por que não? Se você gostar dê um like, comente ou me conte, se não curtir, me conte também. ;)

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MEU REFLEXO

Naquela manhã de domingo eu estava ali deitada, olhando fixamente pra você, quando você me perguntou se eu me lembrava da primeira vez em que eu me vi nos olhos de alguém.

Não tive coragem de dizer ali, mas a verdade é que até naquele instante a resposta seria nunca. Para minha surpresa me peguei me vendo num retrato tão transparente, jamais antes visto.

Nunca nenhuma pintura, foto ou imagem me foi tão fiel quanto meu reflexo nos seus olhos.

Sem defesas ou cobertas. Apenas nua e sua. Nunca me senti tão inteira antes daquele momento, talvez nunca venha a me sentir tão inteira depois.

Jamais poderia imaginar que o retrato mais fiel do meu sorriso seria meu reflexo visto nos seus olhos.

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22
set
2016

Book do dia: Silo, de Hugh Howey

Book do dia

Depois do sucesso de Jogos Vorazes, nada mais natural que editoras e produtoras começarem a apostar pesado em outros livros com o mesmo tema. Foi assim que surgiu Divergente, outro sucesso de vendas e de bilheterias. Jurava que pararia por aí, mas em 2014 foi lançado Silo, o primeiro de uma série de 5 livros, sendo que o terceiro acabou de ser lançado agora no Brasil, mais especificamente no dia 06 de setembro.

Na época que Silo lançou eu fiquei interessada mas acabei esquecendo. Até que há uns 2 meses atrás eu voltei a cruzar com ele nas sugestões do Kindle e resolvi finalmente comprar.

silo-livro-resenha

A sinopse: O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. 

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.

Mundo hostil pós apocalíptico – checado. População presa a regulamentos estritos, distribuída por tarefas e sob leis de um governo totalitário – checado. Uma heroína que vai comandar uma revolução e provavelmente mudar o mundo – checado. Como deu pra ver, a base não é muito diferente da que foi usada por seus predecessores, a diferença em Silo é que ela não é tão voltada para o público infanto juvenil. A grande maioria dos personagens têm de 25 anos para cima.

Eu tive sentimentos ambíguos durante as 512 páginas. Em um primeiro momento eu achei bem entediante ver a fórmula que eu já conhecia sendo usada para um público alvo mais velho. Depois eu achei que estava dando certo. E aí eu não sabia mais o que achar, mas terminei o livro curtindo bastante. Entenderam o caos? rs

Pensando bem, acho que o maior problema da narrativa é que as vezes ela se perde em explicações sem fim sobre cenas e detalhes que não fazem muita diferença pra trama, tornando a leitura um pouco cansativa em algumas partes. Hugh Howey consegue ser bem prolixo as vezes e nos leva para caminhos que a gente acha que vai levar para algum lugar aparentemente promissor que acaba sendo alarme falso. Algumas cenas acontecem sem nos preparar enquanto várias perguntas permanecem sem respostas, e isso é meio frustrante.

Ao mesmo tempo eu fechei o livro bem curiosa para ler Ordem, a parte 2 da série Silo. Concluindo, acho que essa não tá sendo uma boa resenha, né? rsrs Resumindo, o resultado final é bom mas o durante pode ser meio maçante em algumas partes. Mas vale a pena, principalmente se você está carente de séries como Jogos Vorazes e Divergente. :) Quem quiser comprar, tem aqui! 

Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

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