papo sobre Autoestima

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0 em Autoestima/ Beleza no dia 21.09.2018

Seja – essa – vendedora de maquiagem!

Essa semana eu fui comprar um corretivo. Eu tenho olheiras desde que me entendo por gente e isso já me incomodou muito. Hoje, eu vivo bem com elas e saio numa boa sem maquiagem a maior parte do tempo. Porém, como uma pessoa que ama maquiagem, eu gosto sim do ritual e admito que o corretivo é meu produto preferido. É talvez o produto que eu conheça a maior variedade, já tenha testado quase todos do mercado e com o qual não lamento pagar caro.

Esses dias fui a uma loja de maquiagens comprar um corretivo novo. E eu não vou aqui fazer resenha da minha escolha, mas vou falar que saí de lá totalmente diferente, e nem foi porque comprei algo que resolveu a minha demanda, e sim porque eu fui atendida por uma vendedora especial.

Quando falamos em maquiagem, estamos falando de autocuidado também, ainda que numa escala um pouco mais superficial. Mas se você reparar, muitos produtos existem com finalidades de resolver questões que nós temos, o que é o caso do corretivo. Você chega lá focada no problema, a olheira. E assim foi comigo. Porém, no meio de todo o processo de venda, ela simplesmente disse uma frase: “você tem um rosto lindo para maquiar”. Elogio todo mundo gosta e toda vendedora faz, mas sabe quando caiu de um jeito diferente?

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Enquanto estamos ali, pensando em algo no nosso corpo ou na nossa personalidade que não gostamos e nos incomoda, o que se destaca ou o que as pessoas estão notando é outra coisa – e geralmente é uma coisa boa! Mas, se não fossem pessoas como essa vendedora, seria fácil continuar nos sentindo péssimas em relação ao que estava nos incomodando, em vez de nos concentrarmos no que nos faz feliz. Eu saí de lá me sentindo o rosto perfeito para ser maquiado, e esqueci completamente das minhas olheiras, apesar de ter comprado um corretivo.

Quero incentivar vocês a serem pessoas que incentivam pessoas, que elogiam. Não apenas um “tá linda!”, “arrasou”, que podemos dizer até mesmo sem prestar atenção apenas para ajudar – e ajudam não parem de fazer isso – mas aquelas que realmente notam algo de verdade. Que vão dizer “essa cor realçou seus olhos”, ou “esse penteado valorizou o seu tipo de cabelo”, ou ainda “adorei a delicadeza do seu brinco”, entende? O mesmo vale para a personalidade das pessoas. Dizer “admiro como você encara os desafios”, ou “Fico feliz que você tenha tomado sua decisão de maneira racional”, coisas que de fato vão fazer diferença e que a pessoa vai se sentir reconhecida, por ser uma característica dela.

Isso ajuda não apenas a empedrar e fazer com que a outra mulher perceba que suas qualidades ou seu empenho foi notado, mas também a diminuir a competição, onde os elogios, quando acontecem, soam falsos! Isso aumenta a sororidade, já que a sensação de acolhimento é maior e nos faz mais unidas e fortes, o que é fundamental também na construção da nossa autoestima. 

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 20.09.2018

3 crenças que prejudicam a percepção da sua imagem corporal!

As pessoas começam a debater sobre nossos corpos desde muito cedo. Todo mundo tem aquele parente que desde que nos entendemos por gente comenta sobre nosso corpo, não importa sobre qual aspecto dele. Quem de nós não tem aquela tia que te mesmo só te vendo duas vezes por ano gosta de apontar possíveis “melhorias” que você poderia fazer? Poucas serão as mulheres privilegiadas que poderão dizer que não ouviram sugestões de mudanças sobre seus corpos. Tem de tudo. E existem diversas razões para que as pessoas comentem os corpos de seus familiares ou até mesmo amigos. Para alguns será por amor, para outros instinto de proteção, para terceiros pode ser um ataque no lugar que dói, mas não importa se a intenção é boa ou não, o resultado quase sempre é aprisionador, carregado de julgamentos e crenças que prejudicam a percepção da imagem corporal.

Comentários sobre nossa aparência acontecem a vida toda, nos mais variados contextos. Certamente não sou a única pessoa que já passou por isso. Eu, você, Cá e Jô, todo mundo já teve que lidar com essas questões. São tantas as crenças que nós escutamos diariamente que resolvi separar algumas das quais acredito que precisamos repensar. Se você está lutando com a sua imagem corporal, aqui estão três conceitos que você pode começar a reformular na sua cabeça:

1. Você precisa mudar algo para se sentir melhor consigo mesma!

Em algum momento da vida já achamos, convivemos ou até mesmo apenas cruzamos com alguém que tinha certeza absoluta que precisava mudar algo em si para se sentir bem com a sua própria imagem. Isso pode até ser uma verdade pra elas, mas não obrigatoriamente precisa ser pra você. Perder peso, mudar de cabelo, comprar um guarda-roupa totalmente novo e fazer todos os procedimentos estéticos que as revistas dizem que são efetivos é uma das febres da nossa geração. Todo mundo pode fazer o que quiser, mas podemos sempre optar por esse caminho de forma mais consciente, se questionando sobre os reais motivos e expectativas daquela decisão e entendendo que ela não vai solucionar todas as questões da sua vida.

Todas essas ferramentas podem te deixar mais dentro do padrão e fazer com que você se sinta mais confortável. Você, eu, ou qualquer pessoa podemos optar por isso, mas é ideal que a gente saiba que essa mudança não vai obrigatoriamente resolver todos os nossos problemas de autoestima. Atender o padrão pode trazer uma mudança da percepção de beleza, mas em geral não traz nem autoestima propriamente dita, nem mesmo felicidade. As vezes pode até ser uma armadilha, pois te dá uma alegria temporária até o próximo incomodo, quando mais uma vez você terá a oportunidade de lidar com suas questões como um todo. Aprender a amar a si mesmo exige mais (muito mais) do que apenas mudar sua aparência, tem a ver com se conhecer e desenvolver segurança por ser quem si é.

2. Autoconfiança significa se sentir bem consigo mesma para sempre!

Muita gente acha que a pessoa autoconfiante não terá problemas de autoestima, só que autoestima não é um diploma que uma vez que você conquistou, nunca mais perde. Até a mais autoconfiante das pessoas terá dias difíceis consigo mesma, pode ser no trabalho, no relacionamento e até mesmo com relação a sua aparência. Exigir um amor próprio duradouro e inabalável não deixa de ser mais uma ditadura de beleza. Todo mundo tem medo de algumas das escolhas que faz, não dá pra confiar no próprio taco sempre e está tudo bem. É tudo parte de um processo de desenvolvimento pessoal.

Entender que teremos dias melhores ou piores, situações em que ficamos confortáveis e situações em que ficamos desconfortáveis é parte do processo de se conhecer, podemos ser confiantes no geral e passarmos por inseguranças pontuais. Confiança nem sempre resolve, mas nos dá força para lidarmos com um desafio de uma forma melhor. Não ter a autoconfiança idealizada sempre pode ser uma forma de perceber as dificuldades e aprender com elas.

3. O que vemos no espelho não é precisamente quem somos!

A questão que pega quando falamos de imagem corporal não é uma ciência exata. A maneira como nós percebemos a nossa imagem não é exatamente como os outros nos veem, no entanto a maneira como a gente se sente com relação a gente é o que passamos pra frente. Se nós nos sentimos fracassadas, feias ou incompetentes muitas vezes essa é a mensagem que vamos transmitir.

Não somos precisamente o que nos vemos no espelho, talvez hoje a gente nem enxergue isso, mas no futuro as fotos irão contar que nosso cérebro nos passou a mensagem diferente da realidade e, no fim, o que importa é como nós nos sentimos sobre nós mesmas.

Parte de se sentir bem consigo mesmo é compreender que a imagem corporal é basicamente como nos vemos. Como os outros nos vêem é (ou deveria ser) irrelevante. Não há muito controle sobre isso e não podemos pautar nossa estima por nós mesmas no outro. Como a gente se sente conosco é que muda, o olhar amoroso e acolhedor para conosco ajuda nessa hora.

0 em Autoestima/ Destaque no dia 19.09.2018

Não faça loucuras para caber no vestido de noiva

Outro dia chegou para mim duas mensagens de cortar o coração. Na verdade, nem foi diretamente para mim, mas atingiu como se fosse. A primeira era de uma pessoa que estava desabafando com uma amiga minha e disse que o sonho dela era casar na igreja mas tinha medo porque ela teria que usar vestido branco, e branco engorda. A segunda era um relato de uma noiva que não pôde participar da própria festa porque passou mal devido à uma dieta super restritiva que fez antes do casamento. 

Curioso, e meio triste, pensar como emagrecer para o casamento é visto como algo normal. Eu tenho vários exemplos perto de mim, tenho certeza que todas vocês também. Umas fizeram dieta, outras intensificaram os exercícios e teve quem tomou remédios para ajudar na perda de peso. Eu fiz quase tudo, só não tomei remédio. Mesmo assim meu medo de não caber no vestido estava ali, tanto que minhas amigas me levaram para o McDonald’s dois dias antes do casamento, para ver se eu deixava de neurose.

foto: renata xavier

foto: renata xavier

Resolvi trazer esse tópico no grupo e algumas das respostas que apareceram foram essas (senta que lá vem textão):

“Eu trabalhava com cerimonial e encontrei uma noiva no pronto atendimento pq ela estava doente por não conseguir comer. E uma outra agravou seriamente o transtorno alimentar que já tinha, perdeu uma quantidade de peso absurda e por mais ajustes que fossem feitos no vestido era impossível acompanhar.”

“Eu não tenho história pré-casamento (até mesmo pq nunca casei) mas tenho pré-formatura. Enquanto eu nunca tinha feito dieta na vida até então, comecei a malhar e fui num nutricionista que me passou uma dieta bem restritiva. Eu perdi 4kg em 4 semanas (para alguém que pesava entre 50-60kg,era bastante coisa) e ainda tive que ouvir do nutricionista que podia ter emagrecido mais (que cara mais cheio de tato e bacana, né non?). Só sei que depois de emagrecer esse tanto, vários amigos falaram que eu estava magra demais. E minha maior insegurança, minha barriga (que pra mim eu tinha pancinha), para mim, continuava lá. Ou seja, não foi emagrecendo que resolveu meu problema. (até aqui, nenhuma novidade do que vemos no grupo hahah)
Adivinha o que aconteceu depois?
Voltei a engordar, passei o peso que eu costumava ter, não conseguia me alimentar direito, com paz e equilíbrio (coisa que eu conseguia antes). Na dieta que fiz tinha o dia do lixo e só esse ano consegui tirar da minha cabeça esse dia.
Então, menos de 5 anos depois, voltei a ser o que eu era antes… como com paz, com atenção, quando quero, essas coisas. Fui numa nutricionista comportamental que além de ser uma fofa, me ajudou super!
O que mais buga a minha cabeça foi que isso foi por causa de UMA dieta, que eu achava inofensiva. Doce ilusão. Mas eu não voltaria atrás, acho que foi um processo necessário de aprendizado.”

“Bem, antes do meu casamento eu ouvia constantemente que deveria emagrecer. Meu casamento foi em Julho, e em Maio participei de um evento com a família do meu marido, onde todos são obcecados por peso, dietas e emagrecimento. Hoje olhando a foto do tal evento, eu morro de pena daquela menina magra sendo massacrada por comentários em busca de um padrão inatingível.
Pois bem, após me olhar no espelho, me achar gorda e ter medo de não caber no meu vestido, comecei a dieta que me indicaram….Depois de duas semanas na dieta, eu emagreci quase 8kg e fui parar no hospital, tive uma infecção renal gravíssima e teria que fazer uma dieta baseada em carboidratos para não forçar mais os meus rins.
Resumo da ópera: um mês e meio antes do meu casamento, engordei os 8kg e muito mais para recuperar a saúde dos meus rins, e não coube mais no meu vestido. Precisei correr para um designer que pudesse fazer meu vestido em tempo record e com isso gastar muito mais dinheiro. Meu vestido ficou pronto UM DIA antes do meu casamento….
Essa história tem seu lado bom também, no dia do meu casamento, depois de ter gasto uma fortuna com vestido e festa, me dei conta de que independente do peso eu estava me divertindo ao máximo! E naquele dia fiz as pazes com meu corpo, sempre priorizando a saúde ao invés de comentários.”

Fiquei noiva em dezembro de 2015, depois de quatro anos e meio de relacionamento. Foi um momento lindo, estávamos viajando em um dos nossos lugares preferidos no mundo (Nova Iorque) e ele me pediu em casamento no Central Park. Depois de chorar muito, a minha primeira reação foi dizer: “vou emagrecer para o nosso casamento”. Eu não me achava digna para ser noiva estando acima do peso (como existisse uma regra que noivas devem ser magras).
Começou, então, a saga para emagrecer. Minha meta era perder 25 kg (em busca de um peso que nunca tive). Meu casamento ocorreu um ano e sete meses depois do noivado, período em que fiquei obsessiva por emagrecimento. Acabei perdendo 10 kg, mas ainda faltavam os outros 15.
Tive muitas crises físicas de ansiedade, acabei por procurar um psiquiatra. Cheguei ao consultório dele e falei sobre os meus sintomas e a proximidade com meu casamento, sem mencionar nenhuma vez a questão do emagrecimento. Ele disse que provavelmente eu estava daquele jeito porque queria emagrecer para “ficar bem no vestido”, que ele me daria remédios para me ajudar com isso, que eu emagreceria e tudo ficaria bem. Além disso, suspendeu o medicamento que eu estava tomando para enxaqueca, indicado por um neurologista, porque disse que engordava. Eu fiquei pior ainda, porque eu nem tinha falado do emagrecimento e ele tocou no assunto, pensei: “devo estar imensa mesmo, já que ele notou”. Bom, ele me deu alguns remédios tarja preta para ansiedade, os quais eu tomei uma vez só e decidi que não queria. Também nunca mais voltei a esse médico. Parte de mim queria alguém que dissesse que eu não precisava emagrecer para casar, mas ninguém disse.
O tempo passou e eu fui vivendo essa angústia. Porém, um mês antes do casamento, troquei de emprego. Foi um momento completamente novo para mim e eu estava muito feliz, acabei deixando a obsessão de emagrecer de lado e comecei a me sentir bem do jeito que eu estava. Mas, uma semana antes do grande dia, fui a um lugar para fazer drenagem linfática. A moça que me atendeu, ao saber que eu casaria em breve, disse que eu precisava fazer outros procedimentos para emagrecer e “ficar bem no vestido”. Naquela hora, eu me senti um lixo. Ela acabou me convencendo a fazer uma criolipólise, com carboxiterapia, lipocavitação e mais meia dúzia de procedimentos. Segundo ela, fazia milagres. É claro que não funcionou, gastei um dinheirão à toa e fiquei toda dolorida e cheia de roxos até o dia do casamento.
Enfim, casei totalmente descontente da minha imagem e por muito tempo detestei as fotos. Confesso que até hoje sinto uma pontada no coração por não ter sido a “noiva bonita” que eu sempre sonhei em ser.”

“Uma amiga minha casou e nem 10 dias antes da festa, no dia do seu casamento na igreja, só falava que tinha que treinar pra emagrecer pra festa do casamento (ela casou na igreja antes, foi separado). Comentei que ela tava bem e ia ficar linda. Ela insistiu na ideia. Só consegui falar: “Não é agora que vai fazer diferença. Se você inventar coisa a essa altura pode até se machucar, torcer um pé por exemplo, aí não vai nem conseguir curtir a festa. Relaxa que você tá ótima e no dia nem vai lembrar.” A mãe dela falava o tempo todo o quão ridícula ela ia ficar pro casamento, que ela não se controla e etc… Na frente de todo mundo.”

” Meu ex vivia me cobrando que precisava emagrecer pra casar, pois havia engordado um pouco desde que começamos a namorar. Não consegui e fiquei mal, me senti culpada e achei meus braços gordos…hoje olho a foto daquele dia e percebo que não havia nada de errado comigo, eu era apenas uma menina que se casou com uma pessoa com tendências abusivas…”

“Nesse penúltimo domingo estive no chá de cozinha de uma amiga . E estava rolando várias brincadeiras e uma delas era dizer para a noiva coisas que não poderiam faltar no relacionamento… E todo mundo dizendo coisas lindas , engraçadas quando uma solta .
– O que não pode faltar são uns kilos á menos amiga.”

“Eu fiz uma dieta ULTRA restritiva assim que marquei o casamento (10 meses antes), sendo que olhando hoje (isso faz 14 anos) eu vejo que estava com um corpo lindo. Mas o mais chocante é que dois meses antes do casamento fui ao meu endocrinologista da época (monitorava a tireóide) e ele me passou remédio pra emagrecer!!! Sem eu pedir!! Pra eu “ser uma noiva linda” (Jesus!!) e pior ainda..eu aceitei e tomei. Gente! Fico chocada como pude fazer isso. Ainda bem que a gente se desconstrói e aprende a se amar. No final das contas casei “magra” mas em dois meses engordei 8 quilos e depois de um tempo fiquei com um peso maior do que antes da dieta maluca.”

“No meu casamento estava o mais magra que pude, depois de muito esforço. Na porta da igreja, prestes a entrar com meu pai, minha avó disse: “de nada adianta esse vestido lindo se a noiva está gorda assim”. Nem sei como não chorei, mas entrei com essa frase em mente…triste demais essa percepção bizarra de que magro = bonito e gordo = feio.”

 

Como uma das donas de um blog que fala sobre autoestima, amor próprio e respeitar seu próprio corpo, não tinha como eu deixar esse assunto de fora. Aliás, me choca perceber que eu só fui me dar conta da normalização desse tipo de emagrecimento dois anos depois de começarmos a falar sobre o assunto. Até então eu via amigas que nunca na vida falaram de dietas se preocupando em “caber no vestido” e não achava nada demais nesse movimento. Eu via conhecidas tomando remédio tarja preta e não ficava alarmada.

Esses relatos que eu separei para mostrar aqui no blog me chocam, mas infelizmente não me surpreendem. Porque existe toda uma ideia de que temos que caber no vestido, que noiva bonita bonita é noiva magra, e aí, quando pesquisamos vestidos de noiva, vemos uma infinidade de referências de mulheres com corpos de modelo e achamos que precisamos estar assim para que nossos vestidos caiam exatamente como vemos nas fotos – pausa para uma dica: sabe qual é a melhor forma de pesquisar vestidos? Não, não é no pinterest. É nos sites e redes sociais de fotógrafos de casamento!

Fora isso, a cobrança externa também é gigante – e tão normalizada que muitas vezes a gente nem percebe! É família falando para emagrecer, médicos dando uma “ajudinha pra virar uma noiva linda” e receitando remédios tarja preta, amigas e madrinhas querendo entrar na dieta. Enfim, os estímulos são muitos, e vindos de todos os lados.

E sabe o que é o pior? Anos depois nós voltamos ao peso que tínhamos antes do “projeto noiva” e vemos fotos nossas nos vestidos de casamento e lembramos com saudade do corpo que a gente tinha. Só que esquecemos os esforços que fizemos para chegar ali e não percebemos como aquele corpo que a gente conquistou ali não era fácil de manter ao longo prazo sem muitas concessões no meio do caminho.

Veja bem, não estou aqui julgando ninguém que quis ou quer emagrecer para o casamento. Não estou desincentivando ninguém. E também não estou falando com você, que emagreceu de forma saudável e equilibrada, que não fez loucuras e não ficou doente. Mas acho importante levantar a questão da consciência: é realmente preciso emagrecer para o vestido de noiva? Para quem você está fazendo isso?