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1 em Looks/ Moda no dia 24.04.2017

Musas de estilo: Maraisa Fidelis

Eu sei, faz tempo que eu não faço um post sobre minhas musas de estilo, mas há uma explicação, meio triste na verdade: eu fui parando de procurar inspiração. Essa época do inverno realmente me pegou de jeito e, quando eu vi, eu estava sem vontade de procurar referências e ideias. O motivo? A maioria estava postando roupas que eu tinha certeza que só conseguiria usar meses depois e daí fui perdendo a vontade de me inspirar.

Até que de uns dias pra cá, depois que a temperatura começou a oscilar entre dias super agradáveis e outros nem tanto, eu me peguei salvando looks de uma pessoa bem próxima a mim. E quem é ela? Maraisa Fidelis!

A dona do blog Beleza Interior? tem usado seu instagram (@blzinterior) para postar produções maravilhosos, e alguns em especial realmente têm me inspirado demais. O mais engraçado é que na teoria, nossos corpos são completamente diferentes, ela é muito mais ousada e colorida do que eu, e boa parte do que ela usa tem um elemento bem difícil de ser usado no meu dia a dia atual: salto alto.

Se na teoria somos tão opostas nesse quesito, eu diria que na prática tudo faz sentido para nomeá-la como uma musa de estilo. O motivo? Porque ela me inspira de diversas formas que vão muito além de apenas tirar print de um look e copiá-lo. Vou mostrar alguns exemplos para explicar melhor:

Esse foi um dos últimos looks que ela postou e me inspirou, a começar pelo tricô, que me deu vontade de entrar no site da Farm e comprar um igual AGORA. Depois me apeguei na calça florida, na bolsa de franjas e desejei entrar nessa vibe “70’s sem parecer fantasia” junto com ela. Isso porque faz tempo (pra não dizer que eu não lembro mesmo) que eu não incorporo essa década em algum look meu.

Sabe quando você vê um look e fala “UOU, QUERO USAR IGUAL?”. Foi essa a minha reação quando eu me deparei com esse. Tenho certeza que se eu tivesse todas essas peças, dificilmente pensaria em usá-las juntas. Provavelmente eu combinaria a camiseta com um jeans e a calça verde com uma blusa branca porque eu sou dessas, vocês sabem. E é ótimo ter essas referências mais ousadas com ideias de combinações de cores que fogem da nossa zona de conforto, justamente para sairmos da caixinha sem nos sentirmos completamente perdidas. Ah, e mais uma coisa. Nem tenho usado salto, mas já quero um scarpin desse tom de azul!

Quem acompanha meus looks sabe que vestido para o dia a dia é algo raro. Eu acabo optando por shorts ou calças, mas não nego um vestido larguinho e confortável. A chemise é o tipo de peça que eu acabaria usando solta, até porque eu costumo me sentir muito incomodada com cintos largos que marcam bem a cintura, me sinto presa, esmagada, sei lá. Mas aí vem Maraísa, me postando uma foto dessas e me fazendo morrer de vontade de ter uma chemise preta com um cinto preto largo para fazer a diferença, mesmo eu sabendo que me sinto incomodada com esse acessório. Se isso não é ser musa inspiradora de estilo, nem sei mais o que é.

Acho o máximo quem consegue criar um look esportivo e ainda por cima ficar chic. Eu já tentei algumas vezes, até na época que eu usava salto com mais frequência, mas nunca me achava arrumada o suficiente, sabem? Fiquei com vontade de copiar só para tirar a prova dos 9 e ver se eu consigo ficar elegante assim. Se eu conseguisse passar 1/3 dessa elegância acho que já ficaria feliz.

Porque até na piscina a bicha sabe dar close certo. E não tem nada que eu ache mais chic do que um conjunto de biquini hot pants e camisa branca longa e aberta. Lembro que quando eu vi ela assim no dia da pool party, achei uma deusa, e essa foto reflete bem a plenitude que eu senti! rs

Olha aí um look sem salto que tem tudo a ver comigo! Quando vi esse look eu só conseguia pensar na regata gola alta. Eu acho o máximo para o verão, fica ótima com calças e shorts de cintura alta, sem contar que esse decote fechado no pescoço sempre me cativa. O único problema é que ela é justa demais para os meus padrões de roupas sempre largas, mas até isso eu to pensando em rever, sabia? Queria ter uma regata desse tipo só para ver se eu consigo perder o medo de usar peças mais coladas ao corpo, e a responsável por eu querer vencer uma barreira dessas (que pra mim é gigante) é ela. Musa de estilo, né mores. :)

Toda vez que olho esse look eu vejo uma mulher poderosa. Essa pantacourt levinha e cintura alta e essa regata larguinha na medida com a renda aparecendo parece que nasceram para viverem juntas, e eu fiquei morrendo de vontade de dar mais uma chance às pantacourts. Confesso que essa é uma peça que ainda acho ousada demais para mim, mas aí, quando vejo uma foto dessas, me dá a ideia de que é tão simples que inspira. E eu amo quando isso acontece.

Além de ser musa de estilo, diria que ela também é uma verdadeira musa capilar, por mais que meu cabelo não seja crespo e não tenha uma cor diferente a cada 15 dias. Acho incrível como ela não tem medo de mudar e como ela descobriu nas cores e uma forma de se empoderar, e isso é inspirador pra caramba. E eu, particularmente, adoro notar como mudar a cor não influencia no seu estilo e nas escolhas das roupas.

E é assim que eu diria que Maraísa é uma das minhas musa de estilo, que mesmo sendo tão diferente de mim na altura, na numeração e até mesmo na ousadia, sempre me faz pensar fora do quadrado. :)

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 24.04.2017

Trip Tips: Shangri-la Le Touessrok Mauritius

Pra quem está acompanhando os posts sobre as Ilhas Maurício, chegamos no nosso Grand Finale. Nossa última parada em Mauritius foi no Shangri-la Le Touessrok Mauritius, um hotel 5 estrelas magnífico que fechou com chave de ouro nossa passagem por esse país mais que paradisíaco.

O Shangri-la fica na região de Trou D’Eau Douce, uma baía tranquila na costa leste de Mauritius. Sua localização é muito especial: o hotel tem acesso a várias praias, tanto na parte de dentro quanto na parte de fora da baía, o que permite que os hóspedes escolham até o tipo de sol que querem tomar (de um lado o sol se põe, do outro o sol nasce). Dentro da baía, as águas são muito calmas e perfeitas para realização de esportes não motorizados durante todo o dia, sem influência de ventos e marés. É possível, ainda, ir remando até uma ilhotinha que fica no meio da baía em um passeio muito bacana.

Outro destaque é a proximidade com Ile Aux Cerfs, o ponto turístico mais famoso de Mauritius, acessível para os hóspedes através de uma balsa que parte a cada 20 minutos do píer do hotel (sem custo adicional). Muitas pessoas contratam um barco e vão passar o dia nessa ilha pública rodeada de água azul bem clarinha, com restaurantes e atividades aquáticas que podem ser contratadas ali na hora mesmo. Para os hóspedes do Shangri-la, a maioria das atividades já está inclusa na tarifa e podem ser realizadas a partir do Boathouse do hotel que fica nessa ilha.

A Ile Aux Cerfs tem ainda um campo de golfe profissional com 18 buracos que também é propriedade do Shangri-la Mauritius e está disponível para uso dos hóspedes.

Além disso, o hotel tem sua própria ilha, a Ilot Mangénie, de uso exclusivo dos hóspedes. O acesso se dá também por meio de balsas que saem de 20 em 20 minutos do píer, das 7 da manhã às 5 da tarde. Nessa ilha pode-se desfrutar de toda a infraestrutura de praia (guarda sóis de palha, camas de sol e espreguiçadeiras), além de um restaurante, o Ilot Mangénie Beach Club, que oferece comidas leves e pizzas com um serviço bem personalizado (você já é recebido pelo seu garçom com duas garrafinhas de água geladinhas, vi vantagem!). O visual da ilha é incrivelmente bonito, num mix de turquesa do mar com um verde da vegetação densa!

Ilot Mangénie

Do lado esquerdo, Ilot Mangénie. Do direito, Ile Aux Cerfs.

Estrutura

O Shangri-la Mauritius passou por uma grande renovação em 2015, quando foi adquirido pela rede Shangri-la. Nessa reforma, a piscina antiga foi transformada em um laguinho super charmoso, que é uma das primeiras coisas que você vê quando chega no hotel.

Foi construída uma piscina nova, um pouco mais afastada da recepção e mais próxima a praia, com borda infinita e acesso a hóspedes de todas as idades. Além dessa, existe ainda uma outra piscina de uso exclusivo de adultos, o que dá mais privacidade para quem está viajando sem crianças. Ambas as piscinas são extremamente charmosas, com vista para o mar e protegidas por sombra de coqueiros, e tem toda infraestrutura de guarda sol e espreguiçadeira para o conforto dos hóspedes. Um mimo que eu achei bem legal foi que tinha garrafas de água disponíveis à vontade durante o dia nas duas piscinas.

Todas as praias do hotel tem infra para você aproveitar o sol sem qualquer preocupação: guarda sol, espreguiçadeira, camas estilo casulo e serviço de restaurante. Aliás, se você acha que sua comida vai chegar fria porque está em um canto mais afastado da praia, está muito enganado. As comidas são entregues por um funcionário com um segway, para chegar mais rápido e quentinho. Achei genial!

O hotel tem uma estrutura bem robusta. São 2 salas de conferência com capacidade para 100 pessoas cada, uma biblioteca, três quadras de tênis (é possível contratar um professor que é ex-campeão de tênis para aulas particulares) e salão de jogos com sinuca, ping pong, dardos, vídeo game, entre outros.

É possível se arriscar no arco e flecha, fazer trilhas e caminhadas, passeios de bicicleta tanto dentro da propriedade quanto fora (três vezes na semana tem um tour guiado para um vilarejo maurício, sem custo adicional), entre outras atividades variadas.

O Shangri-la também oferece um Kids Club para crianças de 3 a 12 anos, que podem se entreter com as atividades durante todo o dia, incluindo atividades aquáticas realizadas numa piscina de uso exclusivo dos pequenos, que são supervisionados por cuidadoras especializadas.  

Para os menores de 3 anos, é necessário contratar uma babá para supervisioná-los durante o dia. O hotel fornece uma lista de pessoas autorizadas para o pais contactarem e escolherem quem gostarem mais, além de oferecer pacotes para contratação do serviço por vários dias.

Quartos

A arquitetura do hotel tem uma vibe meio grega (lembra um pouco as famosas construções de Santorini) com um toque modernoso. Já a decoração dos quartos é um mix de rústico chique com um tom moderno nos banheiros, que orna perfeitamente com a vista azul do mar que todos os quartos tem.

O Shangri-la Mauritius é dividido em 3 asas (uma delas dedicada à famílias), com 200 quartos e suítes e 3 villas exclusivas, que ficam numa ilhota privativa separada do restante do hotel.

Para quem se hospeda em uma das villas super privativas, o Shangri-la oferece uma experiência bastante exótica chamada Dom Pérignon Butler Experience. A idéia é ter um “mordomo da champanhe” à sua disposição a qualquer hora, em qualquer lugar, a postos para servir Dom Pérignon 24 horas por dia. Dá pra acreditar?

Todos os quartos e suítes têm varanda, banheiro com banheira de imersão e chuveiros separados, uma cama king size super confortável (ou duas queen size), sofá, TV 40′, mini bar e a Nespresso nossa de todo dia com cápsulas à vontade, além de vista para o mar. O serviço de quarto é impecável e está disponível 24h para qualquer solicitação.

Nós ficamos em uma Junior Suite Frangipani Ocean View, uma suíte maravilhosa com vista indevassada para o mar, que ficava na ilhota Frangipani, que é acessível por uma ponte. Nós amamos tudo no quarto e apesar de não ser enorme, tinha tudo que precisávamos a nível de conforto, além de uma decoração incrível e uma localização privilegiada. A asa Frangipani é a asa mais exclusiva do hotel e é onde ficam os casais (crianças não são permitidas por lá), o SPA, a academia e a piscina para uso somente de adultos.

Ilhota Frangipani

Fomos recebidos com uma garrafa de espumante e uma cesta de frutas, além de dois presentes (uma canga para mim e uma camiseta para o maridón). É pra você já se sentir querido logo na chegada.


Por ter tantas opções de praia e piscina, a sensação de exclusividade do Shangri-la Mauritius é enorme, mesmo sendo um hotel bem grande. Por isso, achamos que é um hotel indicado a todos os tipos de viagem, desde casais em lua-de-mel a famílias viajando com crianças.

 CHI, The Spa

Para completar ainda mais sua experiência no paraíso, o Shangri-la Mauritius tem um spa incrível com 8 salas de tratamento e um menu enorme de programas que misturam, em sua maioria, técnicas chinesas com yoga (pranayama) para melhorar o seu bem estar e vitalidade. Há ainda tratamentos que combinam massagem e terapia musical, com músicos locais tocando ao vivo Sega, um ritmo local maurício.

O CHI fica na ilhota de Frangipani, numa parte mais calma do hotel, e possui um jardim interno muito bem cuidado onde são plantados ingredientes que são utilizados nos tratamentos.

Na área do spa tem ainda um salão de beleza e a academia em anexo, muito bem equipada e toda de vidro, com vista para a piscina (acreditem se quiser, ficava cheia!). Acho que foi a academia mais completa de hotel que já vimos até hoje!

Dentro da academia, existem 2 changing rooms (um para homens e outro para mulheres) com chuveiros, armários, sauna seca e à vapor (essa tinha estrelinhas no teto que iam mudando de cor!) e amenities de super alto nível. Além de ter aproveitado a sauna no fim dos dias, utilizamos essas salas também para tomar banho e nos trocar no nosso último dia, uma vez que fomos embora do hotel após o horário do checkout e já havíamos devolvido a chave do quarto (fizemos questão de aproveitar todos os segundos que tínhamos nesse hotel incrível!).

 Restaurantes

O Shangri-la tem uma super estrutura de alimentação:

  • Le Bazar: é onde é servido o café da manhã e jantar em estilo buffet, com culinária internacional. Nós não jantamos lá mas no café da manhã posso dizer que era muita fartura e muitas opções de comida como omeletes, panquecas, waffles, sucos, sopas orientais, entre outras muitas opções preparadas na hora. Ah, e pros mais bem dispostos logo de manhã cedo, tinha espumante também! Um luxo.
  • Safran: aberto somente para o jantar, esse restaurante de apenas 40 lugares é uma viagem fantástica à Índia. Jantamos lá um dia e tudo que pedimos estava magnífico, além de muito bem servido.
  • Kushi: aberto somente para o jantar (o que é uma pena, porque a vista desse restaurante é maravilhosa!), é um restaurante de somente 30 lugares especializado em culinária japonesa e grill oriental, com opções como Kobe e Wagyu Beef. Em cada mesa tem uma chapa para o hóspede grelhar suas carnes a seu próprio gosto. Nós jantamos no Kushi e experimentamos tanto o sushi quanto o grill e estavam ambos uma delícia (só achei o valor um pouco salgado para quem está acostumado a comer muito).
  • Republik Beach Club & Grill: é um restaurante pé na areia que fica aberto durante o dia todo, sendo o mais versátil do hotel. A comida ali é contemporânea e tem de tudo, desde pratos elaborados com peixe fresco a hambúrguer de wagyu beef.
  • Para quem está hospedado nas suítes Frangipani, é possível tomar café da manhã a la carte no Republik (ao invés do Le Bazar) e também participar do Happy Hour que acontece todo dia das 17 às 18, sem custo adicional (para os demais quartos, é cobrada uma taxa por pessoa). Aliás, eu amei o Happy Hour: uma estrutura enorme de bar é montada na areia e são servidos drinks variados (gin, espumante, vinho, whiskie, tudo que você puder imaginar!), canapés e mini sanduíches ao som de um DJ enquanto o sol se põe. Programão para o fim da tarde!
  • Sega Bar: é um bar que fica em cima do laguinho e de frente para o palco onde acontecem vários shows por semana. É ideal para quem quer ouvir um som e tomar uns drinks após o anoitecer.  
  • Ti Marché: é uma lojinha de grab and go com café, sorvetes e outros snacks rápidos, além de coisinhas que podemos precisar como chinelos e protetor solar. Fica no lobby do hotel.
  • Ilot Mangénie Beach Club: como falei no começo do post, é o restaurante da Ilot Mangénie. Tem uma pizza de trufa muito famosa que só é servida lá. Nós acabamos não experimentando então acho que agora vou ter que voltar lá só para provar essa pizza de trufa, não é?

Opção de comida não falta no Shangri-la, dá para agradar todos os gostos e provar muitos sabores diferentes.

Happy Hour Bar

Atividades

O Boathouse principal do Shangri-la fica na Ile Aux Cerfs e pode ser acessado através de balsas que partem de 20 em 20 minutos pra lá. A grande maioria dos esportes oferecidos estão inclusos na tarifa e podem ser realizados por ordem de chegada.

Dentre as atividades inclusas estão:

  • Passeio de barco para fazer snorkel – como as vagas são limitadas, recomenda-se a reserva com antecedência
  • Passeio de glass bottom boat
  • Wake board e water ski
  • Windsurf e kite surf
  • Vela (laser e hobie cat)
  • Atividades não motorizadas: caiaque, stand up paddle, pedalinho, bicicleta aquática.

Além das atividades sem custo adicional, é possível contratar atividades extras como parasail, mergulho de cilindro, banana tube, passeio privado para fazer snorkel, além de aulas particulares de vela, windsurf e kitesurf.

Antes de partir pra Ile Aux Cerfs, é importante verificar a maré: alguns esportes motorizados não podem ser realizados com a maré baixa.

Nós fomos até a boathouse e resolvemos nos aventurar no water ski. Por estar numa região mais protegida do vento, decidi finalmente encarar a corda e ficar em pé (eu só tinha conseguido ficar em pé antes me apoiando na barra de ferro)! Foi fantástico e muito emocionante! 

Como contei ali em cima, é possível fazer todas essas atividades não motorizadas também na baía do hotel, sem necessidade de ir até Ile Aux Cerfs. Todo dia no fim da tarde nós íamos até a praia e pegávamos algum equipamento para dar uma voltinha. Muito legal!

Arrasei no water ski!

Nossa hospedagem no Shangri-la foi curtíssima e super deixou um gostinho de quero mais. Com tantas opções de atividades, restaurantes, piscinas e praias, eu gostaria de ter ficado por lá pelo menos 1 semana para conseguir curtir tudo com calma. Voltei para o Brasil já pensando em quando vou voltar para lá para aproveitar cada cantinho desse paraíso.

 Quer ver mais fotos do Shangri-la Mauritius? Confira a galeria abaixo.

1 em Autoestima/ Saúde no dia 20.04.2017

Vida Saudável: (des)construindo um conceito

Não é difícil ouvir, em qualquer lugar que eu frequente, sobre o assunto da moda: exercício físico, alimentação e estilo de vida saudável. Seja em uma academia ou em meio à outra rodada de chopp no bar, entreouvidos é possível perceber que há sempre o “personagem fitness” do grupo que vai puxar esse assunto. Está nos programas de televisão em horário nobre, nas redes sociais, na fila do mercado e até no almoço de domingo em família. Advogados, economistas, empresários e estilistas começaram a participar de grupos de pedal, se inscreveram – e começaram a ir – na academia e já até admitem diminuir o consumo de doces; ser saudável se tornou não só algo benéfico para a saúde, mas um estilo de vida. Até aí tudo ótimo, não é?! Quando essa busca se torna uma obsessão, a resposta é não. Definitivamente, precisamos conversar.

“A dieta desse mês é o corpo do mês que vem” – não, pensar assim não deveria ser considerado saudável.

Acompanho diariamente as redes sociais e, como não poderia ser diferente, sigo pessoas que possuem algum tipo de influência no mercado fitness, nutrição e qualidade de vida em geral, seja com dicas de treino ou ditando um lifestyle. Mas afinal de contas, já parou pra pensar o que é qualidade de vida? Dentre as diversas definições, a que eu acho mais completa diz assim: “Qualidade de vida indica o nível das condições básicas e suplementares do ser humano. Essas condições envolvem o bem estar físico, mental, psicológico e emocional, além dos relacionamentos sociais como família e amigos, a educação e outros parâmetros que afetam a vida humana.” Percebeu a complexidade? Hoje o que se prega na internet é o reducionismo dessa definição, nos induzindo a pensar que ser saudável é APENAS ter um baixo percentual de gordura e um bom punhado de músculos. Pelo menos é assim que muita gente propaga, de forma muito equivocada e perigosa, a imagem do saudável. E o pior é que muitas pessoas estão sendo influenciadas por esses “gurus” e estão construindo suas vidas e pensamentos em cima desse alicerce!

Primeiramente, é importante saber a diferença básica entre exercício físico e atividade física. Isso mesmo, eles não são a mesma coisa. Atividade física é toda e qualquer atividade que promova gasto energético, em eventos cotidianos e despretensiosos como carregar uma sacola de mercado, subir uma escada ou passear com o cachorro; exercício físico faz parte de uma rotina programada e planejada de atividades que promovam a melhora de diversas variáveis físicas. Enquanto uma se relaciona com hábitos cotidianos, a outra tem horário marcado e duração programada. Fazer exercícios físicos é muito importante, mas é só uma parte do quebra-cabeça. Enquanto a atividade física não for inserida na sua rotina diária, seu corpo e sua mente irão sempre te dizer que parar, seja lá o que você estiver fazendo, para ir à academia ou dar uma corrida é um mega sacrifício! E enquanto isso for um sacrifício, a chance de suas expectativas serem maiores do que os resultados são enormes. As consequências disso? Frustração, desânimo, depressão e distorção de autoimagem são as mais prováveis. A tendência é que o ciclo insatisfação – quebra de expectativa – culpa – insatisfação se perpetue.

Praticar exercícios físicos é extremamente benéfico pra todos e suas consequências positivas são incontestáveis. Para exemplificar, estudos demonstram que ele é capaz de regular a qualidade do sono através da maior duração da fase REM (sono profundo); prescrito de forma correta diminui os níveis de ansiedade e depressão, tanto por fatores fisiológicos (maior liberação de neurotransmissores como a endorfina e dopamina), quanto por fatores ambientais (socialização, contato com a natureza e mudança momentânea de foco); melhora a cognição e memória, através da capacidade de aumentar as sinapses neurais e ativar o hipocampo, entre outros. Quem não quer experimentar todos esses benefícios? O problema é que, em alguns casos, esses efeitos podem não existir ou até mesmo serem invertidos. Estar em privação de sono, em alto nível de stress ou em condições nutricionais desfavoráveis por um longo período interfere na forma como o seu corpo reage a esses estímulos.

Na outra ponta está o que chamamos de dependência ao exercício. É o desenvolvimento de um comportamento patológico na necessidade da prática excessiva de exercício físico. Existe uma corrente de estudiosos que indica que a necessidade de se exercitar em demasia seja um gatilho para o desenvolvimento de transtornos alimentares. É mais comum do que você imagina e tem gente se vangloriando por isso.

Percebe que é possível que você esteja praticando exercícios físicos regularmente, se alimentando melhor e mesmo assim não estar conseguindo adquirir qualidade de vida e saúde?

Mas como encontrar esse equilíbrio? Pode começar aceitando seu corpo do jeito que ele é hoje. Claro que todos nós temos o direito de buscar melhorias para nós mesmos, mas isso tem que ser uma busca interna, não para os outros. Dito isso, tente buscar alguma atividade que lhe dê alguma satisfação. Nós já somos bombardeados com obrigações, portanto as chances de você seguir com uma atividade que não é uma obrigação são maiores. Não precisa ser exatamente o que sua amiga magra gosta. Vale dança, luta, crossfit, esporte e tudo o que puder experimentar! Está mais do que comprovado que as pessoas que se exercitam para buscar uma melhora na saúde em geral (incluindo a estética) permanecem por mais tempo nessa prática do que os que visam simplesmente a aparência física – e no final das contas alcançam os objetivos estéticos mais frequentemente porque permanecem engajados por mais tempo. Esse é um ciclo que vale a pena seguir.

Você pode estar perseguindo um modelo de corpo que foi construído em cima de privações severas de alimento, treinamento intenso diário e toda uma equipe em volta dando o suporte para que se alcançasse aquele resultado. Agora me diz, isso parece ser saudável?