papo sobre Autoestima

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0 em Comportamento/ crônicas/ Destaque no dia 28.07.2017

Independente do desfecho, o amor venceu

Em algum momento do final do ano passado eu sofri uma perda muito profunda no meu coração. Diria que de uma forma torta perdi alguém importante pra uma doença cretina. Eu sofri calada. Fiquei triste porque não consegui ser remédio, solução ou cura. Hoje vejo a minha arrogância inconsciente por acreditar que eu poderia ter sido algo do tipo. Ninguém cura ninguém, mas em alguns casos o amor é tão grande que você consegue ficar para dar a mão, esperar o destino trazer seu curso. 

Eu pessoalmente não consegui ficar, não consegui ficar por amor e nem mesmo por dor. Na encruzilhada da minha história precisei escolher me afogar junto ou nadar separado pra superfície. Eu precisava voltar a respirar. A verdade é que eu preferi não me afogar, para alguns fui egoísta, pra outros altruísta ou até mesmo apenas realista. Minha consciência devia estar limpa pois eu tinha tentado salvar a todos até a hora do maremoto chegar. Eu vinha nadando por dois já tinha um tempo, buscando acreditar na alegria de ver a ilha se aproximar.

Só que já tinha um mês que eu me sentia nadando pra morrer na praia, quando a confusão começou mesmo morrendo de culpa não consegui ficar. Precisei escolher entre nadar sozinha e me salvar, ou apenas me afogar. Não era justo comigo, nem com quem me ama que eu me afogasse ali, por mais que doesse deixar alguém importante sem as mãos dadas, mas de mãos atadas eu não fazia muita diferença também.

Eu acho que nunca senti tanto medo misturado com alivio. Segurei na boia sem olhar pra trás, fiquei parada, no mar revolto esperando tudo se acalmar.

No entanto na minha vida tempo é sempre um elemento complicado na equação. Antes mesmo de recuperar o fôlego precisei embarcar para uma nova jornada. Quase desisti, mas algo me dizia pra ir, ainda que debilitada eu embarquei para um destino novo. Pra renovar meu coração numa foz de grandes águas cristalinas.

Eu e minha culpa demos a mão e fomos. Perdi a fé no amor, mas não perdi a fé em viver. 

ilustração: Karolis Strautniekas

Em algum momento, entre vários salvamentos de minhas amigas, que não me deixaram afogar e me levaram para lavar a alma eu entendi os motivos pelos quais eu estava ali. Precisei reaprender a sorrir mesmo na dor, precisei chorar só que de rir. Precisei daqueles dias pra deixar a história do afogamento partir.

Lavei a alma, mas a culpa continuava ali. Me senti fraca, deixei o barco durante o naufrágio, a cada segundo que eu pensava nisso perdia mais um dedinho de fé.

Só que Deus mora nos detalhes e opera através daqueles que menos esperamos. Ao fim do pôr do sol do último dia, curiosamente em outro barco que não iria se afogar, ele falou comigo através de uma filha muito especial. Uma mulher forte, linda, inteligente, generosa, amiza, cheia de vida e carisma. Ela me ganhou desde o primeiro dia, mas foi no último que ela mudou minha vida.

Ele operou através da maneira como ela contou a sua história, ela me libertou da culpa e eu chorei. Chorei tanto que precisei de vários abraços amigos.

Ela teve a oportunidade de viver o maremoto de mãos dadas, sem se afogar. Ela me contou da cura, do amor, de vencer, da união e do casamento que seria em poucos dias. Ela estava vivendo na praia, após o maremoto. Ela me libertou quando eu entendi que se fosse pra ser, eu teria conseguido ficar, se eu precisei me soltar, é porque meu aprendizado não estava mais lá. Eu acreditei no amor e na união do amor verdadeiro, que venceria tudo, venceria até mesmo a vida. 

Ela lutou com ele, foi feliz com ele, ela mereceu felicidade e Deus entregou isso pra ela, o amor venceu. Infelizmente o tempo não foi dos mais favoráveis. Navegando por mares calmos o maremoto voltou e ela deu a mão novamente, lutou com unhas e dentes, mas dessa vez só ela se salvou. Mas independente do desfecho o amor venceu, porque é uma honra poder viver um amor desse. .

Hoje meu coração quebrou um pouquinho, hoje eu precisei chorar de novo, orar de novo, só que agora por ela. Dessa vez queria ser eu a libertá-la da dor, mas não poderei. Porque hoje o preço de ter vivido um amor vencedor não foi dos mais justos.

Por mais difícil que possa ser, ainda acredito que quem viveu um grande amor – capaz de vencer maremotos – conhece a verdadeira razão da existência.

Hoje meu coração quebrou um pouquinho, mas minha fé não. O amor ainda vai trazer grandes coisas pra quem quiser vencer com ele, de mãos dadas e sobreviver até mesmo a vida.

5 em Autoestima/ Destaque/ Deu o Que Falar no dia 28.07.2017

A Rihanna engordou. E a gente com isso?

Essa semana só se falou em uma coisa: o peso da Rihanna. Por causa das pre estreias de Valerian, filme que ela está participando, a cantora apareceu em alguns tapetes vermelhos pela Europa, e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com milhões de comentários ofensivos sobre ela estar gorda.

E se você imagina que estou falando de revistas e portais de notícia, é aí que a surpresa fica maior ainda. Quase não cruzei com aquelas famosas matérias que deveriam noticiar um acontecimento mas metem o corpo das celebridades (mulheres apenas, claro) no meio da notícia. Claro que vocês sabem do que eu estou falando, afinal quem nunca cruzou com um link cujo título parecia com esse?

Pois é, dessa vez eu mal vi isso. Nos perfis do Instagram de várias revistas e perfis de fofoca vi posts noticiando apenas que ela vestia estilista X e estava ali para a pré estreia de seu filme e ponto final. E tudo estaria lindo se não fossem os comentários. Me desiludi muito e por um momento até entendi porque tanto veículos se mostram resistentes a incluírem mulheres de todos os tipos físicos em suas publicações. Afinal, como se encorajar quando aparece esse tipo de comentário em uma publicação?

99% dos comentários que eu li nesse naipe foram de…MULHERES. E aí vocês me respondam: como uma revista consegue quebrar o padrão se teoricamente seus seguidores – e supostos consumidores – fazem comentários como esses?

Se formos ver os comentários nas fotos que a cantora postou, que supostamente deveriam ser de fãs dela ou admiradores de seu trabalho, mais um choque. A premiere que ela estava divulgando? Ninguém estava nem aí. Até quem deveria estar elogiando, estava chamando-a de “gorda mas continua rainha” ou então “parabéns, hot mama, com esses peitos e essa cara redonda, certeza que está grávida!”.

Nessas horas eu me desanimo e penso como parece que nós, com nosso #paposobreautoestima e continuamente falando sobre a aceitação e a celebração de todos os corpos, perdendo nossos medos de postarmos fotos de biquini ou com gordurinhas aparecendo e recebendo tanto feedback positivo e encorajador de volta, estamos vivendo numa bolha.

É triste ver que a gente luta tanto para um padrão ser quebrado, mas a ditadura da magreza ainda está tão enraizada que é só uma celebridade conhecida por ter um corpo magro sair um pouquinho desse padrão (e um pouquinho mesmo, porque pra mim Rihanna continua sendo magra), que é recebida com comentários como esses que eu postei acima e tem seu trabalho eclipsado pelo número – que ninguém sabe qual é, acho válido lembrar – na balança.

Rihanna vai continuar sendo uma ótima cantora e um verdadeiro mulherão da porra independente do seu peso, então por quê dar tanto valor à isso? Enquanto isso continuar gerando polêmica ou pauta, enquanto comentários como esses que eu botei aqui continuarem acontecendo, ainda veremos mulheres com todos os tipos de corpos se achando inadequadas. E onde isso tudo vai nos levar? À eterna insatisfação.

E eu termino esse texto com a conclusão mais direta e bem colocada que eu li sobre o assunto até agora, feita pela Miriam Bottan (quem não segue, comece agora, @mbottan).

2 em Autoestima/ Moda/ Patrocinador no dia 27.07.2017

Vem chegando o verão na Marcyn!

Todo ano quando agosto se aproxima se aproximam também os lançamentos de inúmeras coleções de verão. Moda praia nunca foi nossa prioridade, apesar de sempre ter sido uma paixão. Pra gente era aquele universo em que a gente era “inadequada” demais pra querer perto da gente, pra querer vestir no nosso corpo e postar no blog.

Ainda bem que a gente estava errada. Ainda bem que esse sentimento de inadequação não passava de uma crença limitante que a gente carregava, era só um peso nas nossas costas, que abrimos mão quando abraçamos o projeto do “papo sobre autoestima”. Nessa hora a Marcyn procurou o futi e nos abraçou de corpo, alma, causa e propósito. 

Agora chegou a hora de começarmos a falar do verão 2018, a coleção que começa a chegar no mercado. A primeira entrada foi um preview onde os modelos são lisos e estampados, para todos os tipos de corpos e com direito a combinar da forma que quiser. Não pensei duas vezes, com uma viagem marcada para Fortaleza escolhi 3 modelos diferentes para usar e acabei vestindo dois, sendo que misturei parte de cima com parte de baixo e provei pra mim mesma uma possível análise combinatória com apenas algumas peças.

Pessoalmente eu sempre achei que iria postar aqui diferentes modelos de maiôs, biquini é coisa que apareceu pouco porque eu não me sentia tão confortável. Se era pra postar, que fosse maiô. Se vocês notarem vocês me viram muito mais com essa peça do que com conjuntos, mas a vida dá voltas, a gente vai abrindo mão do que nos aprisiona e quando vemos já estamos mais livres do que imaginávamos. Foi assim que quando vesti os modelos do preview de verão eu me senti incrível, tão incrível que me senti adequada desde a piscina com o boy até a postar nas redes sociais.

Domingo passado acordei em Fortaleza e a primeira coisa que fiz ao sair do banho foi vestir meu biquini rosa, o modelo no qual me senti MAIS CONFORTÁVEL na vida inteira, com a parte de cima que mais amei em mim até hoje (sim, nesses 30 anos). Me senti plena, tão plena que a camiseta ficou na bolsa e a chemise foi aberta mesmo.

Top vermelho com Aro e Calcinha lateral franzida | Tomara que caia preto | Top com bojo turquesa | Top cortininha vermelho | Calcinha com regulagem azul | Calcinha control vermelha | Calcinha de lacinho preta

Respirei fundo e postei o look com segurança no instagram do futi. Nessa hora, melhor do que a minha sensação de felicidade de estar me curtindo com esse corpo, com essas curvas, foi a sensação de liberdade somada a gratidão pela audiência elucidada, desconstruída e aberta ao novo do blog. Mais uma vez nenhuma gracinha foi dita, nenhum xingamento, ninguém fazendo comentários irônicos.

Eu só podia agradecer por essa primeira entrada de Marcyn não ter tido maiôs porque me fez querer ousar nos biquinis e isso me deixou tão feliz, mas tão feliz que nem sei o que dizer. Foi mais livre e gostoso do que eu achei que seria!

A verdade é que já olhamos TODO o catálogo do verão 2018 e estamos MUITO FELIZES. As peças estão chiques, as estampas lindas, os modelos vestem todos os tipos de corpos e as modelos representam várias mulheres diferentes. Deu uma sensação boa de que nosso verão vestindo Marcyn vai ser chique, estiloso e divertido.

Vai ter muito sol, muito corpo de praia e muita piscina (com protetor solar, claro)! A gente nunca se sentiu tão adequada pra vestir a camisa de uma marca – quem dirá de moda praia, lingerie e fitness – por isso dá muito gosto de compartilhar com vocês a primeira entrada desse verão da Marcyn, que vai ser assim, com a gente de mãos dadas.

Top com bojo estampa mexicana | Top com bojo push up estampa mexicana | Calcinha com lateral franzida estampa mexicana | tomara que caia estampa vitral | calcinha estampa vitral

E se você pensou que só me senti bem no biquini rosa, muito se enganou. Na segunda tive um dia 100% de folga em Fortaleza e curti a piscina do hotel usando uma mistura de dois modelos que eu também amei. A parte de cima estampada + a hot pant preta que achei mais chique de todas.

Top com bojo estampa mexicana | hot pant preto liso | Top turquesa com aro | calcinha estampa mexicana | tomara que caia preto | calcinha de lacinho estampa vitral

Também me senti ótima, confiante, bonita e segura do meu corpo, me deu vontade de falar mais um pouco dessa minha relação. Quem sabe semana que vem eu faço isso, por enquanto só vim contar que a Marcyn começou a lançar seu preview do verão de 2018 e nós temos muitos motivos pra ficar de olho. Porque nesse verão queremos apostar, investir, usar e abusar de uma marca que acredita em representatividade no seu DNA, que se orgulha de vestir mulheres de todos os perfis e acredita na verdade que prega, sem medo ou vergonha, sem ser um discurso de marketing que não reverbera nas araras. 

Estou muito feliz com tudo isso e é uma honra dividir essa etapa da minha vida e da minha liberdade com vocês. É mágico viver de forma tão plena esse olhar mais acolhedor e amoroso para comigo mesma. 

Beijo grande (com muita gratidão a vocês)